quarta-feira, junho 14, 2006

MENSAGEM ALTERNATIVA DA BASTONÁRIA DA ORDEM DOS ARQUITECTOS | ARQ. HELENA ROSETA

"Desde 2001, 3.500 novos membros ( 26% do total da classe ) entraram na Ordem. Mas muita coisa mudou desde que foi aprovado o RIA. Os processos de reconhecimento e acreditação de cursos levados a cabo permitiram subir o nível de exigência curricular, mas não se traduziram numa sistemática inclusão dos cursos portugueses na lista anexa à Directiva Arquitectos.

E geraram uma situação de desigualdade muito contestada entre licenciados de cursos reconhecidos ou acreditados, a que queremos pôr termo.

O processo de Bolonha, o reconhecimento de que cabe ao Governo dar cumprimento à Directiva Arquitectos e o objectivo de criar um sistema nacional de avaliação dos diplomas de ensino superior determinam um quadro que nos permite encarar a revisão do Regulamento de Admissão como uma verdadeira reforma e não como um simples somatório de ajustamentos.
A partir do momento em que o Estado português assume as suas obrigações na regulação do ensino superior em Portugal, cremos que a Ordem deverá concentrar-se no que só a ela compete – ou seja, no apoio à qualificação dos membros e candidatos a membros – desinvestindo no desempenho de tarefas supletivas que devem caber ao Estado e às Universidades, como sejam a avaliação de cursos e a verificação dos conhecimentos académicos detidos pelos licenciados.
É pois chegado o momento de definirmos um processo de admissão centrado num objectivo principal: preparar os recém-licenciados para a entrada na vida profissional.


O ante-projecto de Regulamento que publicamos nesta edição é apenas um contributo para esse debate. Mas creio que, depois de todas as audiências e reuniões que realizámos, podemos ir mais longe.

A alternativa ao modelo de admissão que prescinde da realização de uma prova de aptidão profissional deve ser tida em conta.

O que queremos afinal da Ordem: que avalie os conhecimentos já adquiridos pelos candidatos ou que se dedique sobretudo a prepará-los, através de um bom acompanhamento no estágio e de acções de formação adequadas, para se iniciarem numa actividade profissional tão rica e exigente como pode ser a arquitectura?


É esta a alternativa que queremos colocar em debate.

A escolha final será dos órgãos próprios da Ordem. Da discussão, sem dogmas nem preconceitos, surgirá, estou certa disso, a melhor solução.

Helena Roseta"



Extrato do ante projecto RA 2006

"4. Aos candidatos à OA será exigida a realização de um estágio profissional, constituído por uma experiência profissionalizante com a duração de 12 meses, formação profissional e uma prova (s) de aptidão profissional, nos termos descritos no Anexo II.


Alternativa:

4. Aos candidatos à OA será exigida a realização de um estágio profissional, constituído por uma experiência profissionalizante com a duração de 12 meses e formação profissional, nos termos descritos no Anexo II.

...

O presente regulamento entra em vigor no dia 2 de Outubro de 2006. "


ante projecto versão completa

Comments on "MENSAGEM ALTERNATIVA DA BASTONÁRIA DA ORDEM DOS ARQUITECTOS | ARQ. HELENA ROSETA"

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 15 junho, 2006) : 

Realmente, quando é que acaba esta "palhaçada" da Ordem. Será que não existem por lá pessoas sérias e competentes?

Isto pareçe uma brincadeira de crianças.

Cumprimentos a todos

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 15 junho, 2006) : 

Não queria deixar de agradecer a colocação na integra da Proposta de Alternativa ao Regulamento de Admissão. Penso que esta, é na verdade, a principal ideia a seguir. Pela primeira vez, a Bastonário fala com objectivo acerca dos intuitos e interesses da Ordem para com os membros estagiários, e adianta mesmo a alternativa "que deve ser tida em conta", terminando com uma interrogação no tom retórico que explica da melhor forma algumas das reinvindicações dos jovens estagiários e agora confirmadas pela Presidente Helena Roseta -
" O que queremos afinal da Ordem: que avalie os conhecimentos já adquiridos pelos candidatos ou que se dedique sobretudo a prepará-los, através de um bom acompanhamento no estágio e de acções de formação adequadas, para se iniciarem numa actividade profissional tão rica e exigente como pode ser a arquitectura? "

Com paciência, preserverança, e com humildade saibamos reconhecer que poderá estar para breve a resolução de um trabalho levado a cabo por muitos, pela APELA, pelo bom nome do seu presidente, Arqtº Diogo Corredoura, pelas Associações de Estudantes de Arquitectura e principalmente por todos aqueles que fazendo voz à indignação, se levantaram e levaram a sua luta à justiça, sem constrangimentos e sem receios.
Todos merecemos ter acesso à nossa profissão.

Bem hajam,

João Almeida

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 15 junho, 2006) : 

"E geraram uma situação de desigualdade muito contestada entre licenciados de cursos reconhecidos ou acreditados, a que queremos pôr termo".

Os licenciados sempre contestaram o sistema de amissão imposto. A Helena Roseta sempre reconheceu a desigualdade, a injustiça a dúvida da legalidade do sistema e a existência de vítimas.

Pergunto:

Porque demorou tanto tempo a agir?

Se, como diz, se bate por causas justas, porque o fez ao contrário com os próprios arquitectos?

Não só a Ordem mas toda a classe perdeu muito com esta teimosia.

A luta que os licenciados têm travado é uma das mais desiguais e por isso, mais nobres e exemplares dentra da sociedade portuguesa nos tempos recentes.

O reconhecimento da razão e as conquistas já obtidas são a melhor prova da maturidade, discernimento e capacidade dos arquitectos ditos "inaptos".

O meu sentimento de admiração pelos arquitectos e pelo êxito que se vislumbra.

E para a OA...que se deixe de (...)e reveja, finalmente, a sua posição.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 15 junho, 2006) : 

"A alternativa ao modelo de admissão que prescinde da realização de uma prova de aptidão profissional deve ser tida em conta."

Aqui está a OA finalmente a dar razão a todos nós.

Aqui está finalmente a OA a admitir que errou desde o início.

Esta é uma porta aberta para a implementação de um Regulamento sem prova. A OA está neste momento a solicitar que nós todos ajudemos a modificar este estado de coisas.

E como podemos ajudar?

O que é necessário fazer?

Apenas que cada um de nós consiga sensibilizar os arquitectos membros da Ordem que conhece, a estarem presentes na próxima Assembleia Geral no próximo dia 29 de Junho e votar a favor da proposta que prescinde da "prova de aptidão profissional".

É tão simples como isto!

Com a aprovação em Assembleia Geral, os exames desaparecem.

Claro que os pedidos de indemnização que por aí andam, são outros "quinhentos paus" e ficam ao critério de cada um...

 

Anonymous arquitecto que paga cotas e não tem trabalho mas dá trabalho a incompetentes said ... (quinta-feira, 15 junho, 2006) : 

Relativamente aos processos que estão em tribunal, e que por acaso já são bastantes pelo que ouvi dizer, quem vai pagar as indemnizações?
Como é óbvio serão todos os membros da OA (aqueles que nem trabalho têm), e os principais responsáveis por esta trapalhada, saíram impunes desta história.
Helena vem agora sacudir a água do capote, pois já se apercebeu que todos são contra o exame e que é indubitavelmente ilegal. Os tribunais não vão perdoar, e na altura dos pagamentos cá estaremos para pedir contas à roseta e ao seu grupo incompetente.

Esta não vou perdoar, era interessante saber quanto é que a OA já gastou com estes processos em tribunal em virtude da sua defesa.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 15 junho, 2006) : 

PUTA QUE PARIU ESTA GENTE TODA!

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 15 junho, 2006) : 

Mas no entanto a Ordem prepara-se já no próximo mês de Julho, para fazer um novo exame de admissão! Afinal em que é que ficamos?
Ao que sei, já há pessoal a pensar ir fazer o mesmo! Realmente, se a Ordem põe a hipótese de acabar com o exame de admissão (continuo muito céptico em relação a isto), num novo R.A. a entrar em vigor em Outubro, como é possível que 3 meses antes nos presenteie com outro exame de admissão? Não era mais fácil suspender o R.A. actual, tal como aconteceu com o R.I.A.? Isto continua um novelo que é difícil, achar-se uma ponta... Arre!

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Parece que a nossa luta está a dar frutos... no entanto é sempre melhor nao contar com "o ovo no cu da galinha"! Realmente é irónico que hajam exames previsto para Julho quando a Ordem se prepara para rever o cáótico RA, e ainda mais que hajam pessoas a pensar em ir faze-lo... não me levem a mal e nao estou aqui para criticar ninguem pois cada um é livre de tomar as suas decisões, mas não seria mais facil que todos agissem de acordo com o que sempre defendemos - NÃO FAZER EXAME! Porque dizermos que nao queremos exame e depois ir faze-lo é ir contra os seus próprios principios... e permitam que diga, sem intenção de ofender ninguèm, mas não me acho melhor que os outros já que foram fazer exame... uns tiveram a sorte de passar outros o azar de chumbar... Só peço caros arquitectos que pensem bem antes de se submeterem a este exame e claro nao se esqueçam perderem mais uns eurozinhos para a OA... Porque tal como disse a arq.ª Helena Roseta: "O que queremos afinal da Ordem: que avalie os conhecimentos já adquiridos pelos candidatos ou que se dedique sobretudo a prepará-los, através de um bom acompanhamento no estágio e de acções de formação adequadas, para se iniciarem numa actividade profissional tão rica e exigente como pode ser a arquitectura?" "A alternativa ao modelo de admissão que prescinde da realização de uma prova de aptidão profissional deve ser tida em conta."

Cumprimentos a todos os "licenciados arquitectos"...

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Eu sou contra o exame de admissão! O melhor sistema era passar a estágio para DOIS ANOS, devidamente acompanhado pela OA, com acções de formação de pelo menos 100 horas e essas sim, AVALIADAS. A maioria do pessoal, está a dormir nas acções de formação.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Pelo que se constacta, normalmente nem 1/4 dos associados se desloca as assembleias para as assistir.....
Penso que esta poderá ser um momento de mundança para a realidade dos licenciandos em arquitectura, por isso em muito bom se houvesse muitos associados de acordo com a abolição do exame no final do estagio....
Que medida se pudera tomar para termos uma audiencia numerosa na assembleia da Ordem.....

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Em relação a um "post" anterior:

de qualquer modo, na prática, os licenciados por algumas universidades públicas, acabam por fazer dois anos de estágio.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Só leio asneiras neste blog. São todos uns merdas. Defendem meias soluções. Falam contra os exames e nem se apercebem que o que está errado é todo o sistema de admissão que é nulo. Ou ainda não perceberam isso?!
Até falam em estágios de 2 anos. Puta que pariu a ignorãncia. A OA nem consegue dar umas formaçõezinhas da treta e estágios de 1 ano. Como é que ía avaliar e promover estágios e acções de formações por 2 anos.
Deixem de ser ignorantes e de baixar as calcinhas para a ordem (que com os paneleiros que lá há ainda são mais arrabados).
É tudo ilegal, todo o sistema, não metade, não 2/3, é todo!

 

Anonymous Xelb said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Para este último anónimo:

Este é um tipo de linguagem a que deves estar habituado a usar lá em casa com a tua família.

Aqui, as pessoas são civilizadas e todas podem dar a sua opinião. Se procuras baixaria não é aqui que a encontras.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Questões de linguagem à parte, o facto é que todos sabemos que todo o processo de Admissão tem sido um verdadeiro desastre.

De facto, é ilegal e tal como o comentador anterior, também concordo que não há meio-ilegal, nem legal aos dias pares ou ilegal aos dias ímpares. É ILEGAL, simplesmente! As "resmas" de pareceres que foram emitidos, dizem o mesmo: volto a repetir, é ILEGAL!

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Alguns comentadores deste blog, mal educados, usam de linguagem imprópria para serem licenciados em arquitectura.
Esse mereciam era 3 anos de estágio a DOER!
Já repararam que alguns tipos saem da universidade e não sabem o que é um projecto? Não sabem nada de legislação, nada de prática profissional. O estágio é obviamente indicado para todos, uns mais, outros menos. 2 anos de estágio e 100 horas de formação era o mínimo para suprir as provas de admissão...

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Ò mãe o chocolate do outro é maior do que o meu!!! ...choro pegado... também quero um igual ou maior!... e continua a gritaria!..

Quando olho para os comentários que alguns dos nossos colegas colocam não deixo de ficara com vontade de chorar!...

Cada um com o maior disparate... Lembrem-se que quem está errado é a OA e a sua espectacular..., mas não inteligente direcção e não são vocês, ... pobres coitados candidatos à OA...!!!!

Por isso contenham-se e tenham alguma dignidade que a seu tempo acabará por se fazer alguma justiça e todos entrarão na OA e uma vez lá dentro terão vontade de pôr as mesmas barreiras aos que de futuro quererão entrar. Verdugos sempre os houve em todas as épocas e circunstâncias.

A única coisa que peço a todos é que assumam uma reinvidicação razoavelmente justa que deve ter em conta a dignidade profissional e também um grau de exigência aceitável, igualitário e justo para todos os candidatos e isso consegue-se com firmeza e não com atitudes frouxas.

Dizia eu numa recente conferência sobre o "Direito de inscrição nas Ordens Profissionais" que se realizou no Porto na Universidade Fernando Pessoa.

... Todos os alunos e os recém licenciados fazem parte de um grupo etário que não tem experiência profissional, mas tem a vida toda para a obter e em regra conseguem-na ao fim de poucos meses...

Sendo assim porquê abrir o flanco para estágios de 24 e mesmo 36 meses como alguns deixam escapar nos seus comentários... Não digam que querem trabalhar como escravos esse tempo todo... É que aos escravos o "senhor" tinha de alimentar, vestir e abrigar, mas os patrões só querem dar trabalho!!!

Para escrever disparates, não o façam em público pois alguém pode aproveitar as ideias e pô-las em prática!!!!.

Vejam se mostram juízo!!!

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Quem escreve é o mal educado.
Depois de tantos anos à espera, qualquer um tem horas de desespero. Estou farto de alguns comentários. Já tenho lido maiores ofensas à inteligência de cada um do que aquilo que escrevi e nunca reclamei disso.
E já vi linguagem muito pior de alguns letrados de ultima hora, que sei quem são, e que estão a reclamar da minha linguagem.
Quanto ao anterior comentador - muito bem!

 

Anonymous João Almeida said ... (sexta-feira, 16 junho, 2006) : 

Hoje mais que nunca, escrever publicamente e opinar não é um dever, mas sim um direito. Direito este, semelhante àquele último da petição que se entitulava Direito à Arquitectura, que visava abolir o direito de projectar a todos aqueles que não são detentores de habilitações próprias para a profissão. Será que sempre vai avante? não irá ser apenas uma MEIA-abolição ? as mesmas questões poderemos colocar-nos a nós próprios relativamente a todo o sistema de admissão. Apesar de respeitar custa-me encarar que existem colegas que realmente acham que 24 meses de estágio era o ideal? será que o colega tem noção da relação que existe entre o binómio estagiários / entidade de acolhimento ? o que de certo iria acontecer é o brilho dos olhos dos patronos aumentar ao reparar que iria ter mão de obra gratuita durante 2 anos. É porque se o colega julga idilicamente que o patronato iria pagar, penso que deverá reflectir sobre isso, pois neste momento é raro o estagiário que tem remuneração, e todo aquele que tem como remuneração o ordenado mínimo é poder-se-á considerar sortudo. Estes termos comparativos são aplicados em ateliers de arquitectos como Frederico Valssassina, Manuel Aires Mateus, entre outros. Não mencionei estes nomes de modo a que estes suportem as culpas de todos, pois em boa verdade, todas praticam estas acções. A revisão do Regulamento de Admissão é importante hoje e amanhã, para nós e para as gerações vindouras, bem como a forma como decorrem os estágios e as acções de formação. Assumir o mesmo sistema de admissão é fechar a porta aos jovens arquitectos, enquanto que criar um estágio de 24 meses é acabar com a formação de novos arquitectos em Portugal. O colega desculpe, mas há nossos colegas a dobrar papel durante o estágio. Acha que merecem fazer isso durante 1 semana inteira? então e durante 2 anos?

Respeito a sua opinião, mas não podemos apenas pensar em nós e no nosso metro quadrado. Temos que pensar maior, e naqueles que são nossos semelhantes. Pensar assim faz com que na classe, o código deontológico para nada sirva (outro assunto interessante de abordar; os atropelos dos arquitectos contra o código deontológico e contra colegas e as ridículas penas).

Bem hajam,

em uníssono soamos melhor!

João Almeida

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 17 junho, 2006) : 

Nem 2 anos, nem 1, mas sim acabar com os estágios. Quem realmente ganha são os patronos com mão de obra barata ou de "borla". Tempos houve que não era necessário estágio para entrar na Ordem. A Ordem já que tanto quer os estágios, porque não obriga os patronos a pagar no mínimo 2 ordenados mínimos!

Porque não uma entrada directa?

Haveria algum problema? Penso que não!

Cumprimentos a todos.

 

Anonymous O Malcriado said ... (sábado, 17 junho, 2006) : 

Não percebem que a história dos 2 anos de estágio, eram os da OA a atirar para ver se alguém apanhava? É tão absurdo que só pode ser isso!
Os estágios são realmente necessários e nem pensem que os patronos podem ser obrigados a pagar. eles são quase obrigados a patrocinar estágios, mas o seu papel pára aí. Só pagam se quiserem.
Eu ando nisto há 16 anos e já me passou muita gente pelas mãos e sei porque é que os estágios deviam ser obrigatórios. Mas por 1 ano.
A questão, no entanto, não é essa.
Avaliem realmente as universidades, regulamentem a admissão e incluam os estágios no sistema.
Mas comecem já e não percam mais tempo. O tempo corre a favor das ilegalidade. A OA tem de parar e pensar que isto não leva a lado nenhum. isto tudo vai acabar por cair de velho e com consequências para os elementos da OA.
É o sistema de admissão todo que é nulo.
Os processos começaram a entrar nos tribunais e todo este processo é irreversivel. Acordem a tempo (que ainda o há)e não percam mais 4 anos. Se tivessem começado por corrigir as ilegalidades nessa altura era tempo ganho. Só faltava mais um ano para ter um ciclo corricular decorrido e tinham tido tempo para tudo.
Assim não chegam a lado nenhum.

 

Anonymous O Malcriado said ... (sábado, 17 junho, 2006) : 

Agora é entrar tudo por muito que custe a muita gente.
...e por muito que muita gente não mereça (de todas as universidades).

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 18 junho, 2006) : 

Como é que correu a sessão de esclarecimento na Un. Moderna de Setúbal?

Alguém sabe.

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

A sugestão dos 2 anos de estágio, em detrimento do actual sistema com prova de admissão, não era assim tão mau. Pelo menos no final, depois de terem os 100 créditos das acções de formação avaliadas, todos entravam e podiam exercer.
Era a melhor solução para por fim ao actual sistema de admissão...

 

Anonymous Boss da OA said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

Eu concordo com dois anos de estágio, aliás deviam ser 3 anos a estagiar.

Sou Patrão tenho um gabinete e nunca estive tão satisfeito, pois tenho mão de obra qualificada gratuita, posso fazer projectos bem baratos e bater o mercado todo.

Concursos públicos papo tudo, pois como não pago aos estagiários e assim tenho sempre o melhor preço e assim ganho aos parvalhões que querem dar emprego aos arquitectos.

Quero dar aqui o meu agradecimento á Ordem dos arquitectos pelo seu maravilhoso papel, sem ela eu estava na falência.

Já me esquecia, tinha aqui uns parvalões que acabaram o estágio queriam ganhar ordenado, sabem o que eu fiz?

Rua com eles, pois não falta por ai quem pague para estagiar aqui comigo, e o futuro está garantido.

viva a OA e a apela, viva os estágios obrigatórios e institucionais da OA

Os membros efectivos e o patronato agradecem

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

eu acho que devias ser CAPADO!!!!!!!!!!!!!!
.........QUEM TUDO QUER TUDO PERDE.......MEU.........ANIMAL

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

Caros colegas

Não há dúvida de que estamos aqui a assistir a reacções de contra-informação.

Se elas existem, é bom sinal. É sinal de que a nossa luta é certeira.

E não vale a pena exasperarmo-nos com isso. As asneiras que os apegados ao poder estão a propor é de quem já não tem argumentos para mais, é já o desespero.

Estamos certos e seguros da luta que temos travado e vamos continuar até ao fim.

A razão está do nosso lado. O resto, é conversa fiada!

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

É por estas e por outras que não se justifica qualquer estágio. O post do "BOSS" é que diz a verdade. Otários somos nós todos que ainda ficamos satisfeitos em fazer 1 ano de estágio. Para quê???? Para ao fim do ano os patronos tornarem a meter novos estagiários de "borla"!

Por isso existe aí muita "boa" gente a engordar os bolsos à custa de todos nós, estagiários.

A OA sabe e não toma medidas.

Sou contra o estágio da Ordem, até porque já fiz um curricular de 1 ano. Para quê fazer 2????

Cumprimentos

 

Anonymous O Malcriado said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

E eu que pensava que este blog era para pessoas com direitos adquiridos e que sabiam o que queriam.
Afinal é uma cambada de badamecos (que me desculpem alguns que sabem o que dizem) que numa altura destas em que a OA está a rebentar pelas costuras, andam de rabinho entre as pernas a tentar negociar o inegociável.
Esta juventude está perdida. É este o futuro de Portugal. Vendem-se por 3 tostões. Convicções? O que é isso?
Desculpem a minha desilusão!

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

Fala-se muito, mas o que a Ordem anda a tramar ninguém sabe, e a verdade quem se tem lixado com esta brincadeira toda, são sempre os mesmos já muitos de nós acabamos o curso há vários anos e continuamos á espera que as coisas se resolvam.Não estejam a espera que se resolva tudo de um dia para o outro temos de continuar a nossa LUTA...

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

Para o energúmeno do "Boss"!

Boas! Não sei quem és, o que fazes e se apareceste por aqui numa atitude provocação. Nem tão pouco se o que escreves é a gozar ou simplesmnete és mesmo um desses "abutres" que para aí anda à espera de "bicar na carne fresca". O facto é que se realmente é assim, não passas de um anormal e oportunista, vergonha para os arquitectos dignos de ostentarem essa categoria... Que muitos o fazem não é novidade, mas daí a vires dizer as barbaridades, dessa forma orgulhosa só mostras o merdas e frustrado que realmente deves ser, precisando incessantemente dos tais estagiários de que falas, e que são muito melhores que tu, para que possas fazer algo na vida. Enxerga-te ao espelho, meu monte de bosta! E ao menos deixa-te de tretas e assume quem és, assinando realmente aquilo que dizes, senão, não passas ainda por cima de um pobre cobarde camuflado!

Arqº. Jorge Ferreira

P.S. - Peço desculpa a todos os outros pelo palavreado empregue, mas ao ler o post desta besta quadrada, não me contive! Saudações

 

Blogger BiPri said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

Eu pensei que o "boss da oa" era apenas um post provocatório de alguém inteligente que quis calar quem defende estágios de 2 ou 3 anos, fazendo passar-se por um arquitecto daqueles oportunistas e energúmenos de que nenhum de nós gosta e criando assim uma pequena paródia brejeira que expõe o rídiculo a que se presta quem defende tal coisa.

Estarei a "parvejar" ou todos perderam o sentido de discernimento, de tal forma a raiva vai ganhando lugar à razão?

Colegas, tenham calma e ponderação. Não foi com assomos de histrionismo que chegámos até aqui. Temos é de nos manter unidos e FIRMES, até porque, como alguém disse, a OA está a rebentar pelas costuras.

Com a mesma calma e segurança de quem sabe o que faz, vamos continuar a soprar este balão até ele finalmente rebentar.

Diogo Corredoura

 

Anonymous O Malcriado said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

Muito bem!

 

Blogger BiPri said ... (segunda-feira, 19 junho, 2006) : 

PS:

A Assembleia Geral do Sábado passado, que se realizou na ESAP, no Porto, foi mais uma bela demonstração da "Teoria do Café": no café todos falam mal e opinam sobre tudo e todos mas depois ninguém escreve no livro de reclamações.

Para além dos membros da APELA e da Associação de Estudantes da ESAP, compareceram o Núcleo de Estudantes de Arquitectura da Universidade Moderna de Lisboa, 4 colegas estudantes e 1 licenciado da ESAP e 1 colega licenciado da Universidade Fernando Pessoa.

Com excepção dos colegas de locais mais longíncuos e dos que têm obrigações familiares e profissionais, suponho que houve muitas coisas bem mais importantes do que discutir "O" problema.

Os colegas das associações de estudantes deram preferência ao ENDA - Encontro Nacional de Direcções Associativas, que nesse fim-de-semana se realizou em Coimbra e onde os mesmos terão tido oportunidade de ir ao "red line" com os carros alugados e pagos com o subsídio do IPJ, de aprofundar os conhecimentos arquitectónicos e urbanos de índole nocturna e de discutir o sexo dos anjos da política educativa do Governo para o Ensino Superior.

Os restantes colegas e licenciados terão dado preferência às praias, aos passeios campestres, à final do "Dança Comigo" no Campo Pequeno ou aos golos do Deco e do Cristiano.

E não me venham com a desculpa do dia e da hora que eram maus, porque também há televisões no Porto e a Assembleia poderia muito bem ter começado apenas às 16h.

De qualquer modo, a discusão com os colegas presentes foi muito boa e, para que ninguém se sinta excluído, já foi posta a circular a proposta da APELA para o Sistema de Ingresso na OA. Espero que o Administrador a coloque aqui no blog e que não tenham medo de enviar a vossa opinião para o nosso e-mail (apela_mail@yahoo.com).

E para que não existam dúvidas, desfaço-as já:

1 - Só pode existir um sistema de ingresso quando a Assembleia da República o permitir;

2 - A existir um sistema, a APELA propõe-no nos moldes gerais em que os colocou à discussão;

3 - Defendendo a existência de estágio com a duração de 12 meses, a APELA defende também que o mesmo só faz sentido quando existirem condições para que seja remunerado, independentemente do modelo de financiamento encontrado.

O resto, poderão encontrar na proposta.

Diogo Corredoura

 

Anonymous pedro lopes said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Diogo Corredoura:


A Ordem discute a possibilidade de se ver livre do trabalho de analisar os conhecimentos dos candidatos a membros, levando à votação no próximo dia 29 uma proposta que poderá permitir a inscrição de membros efectivos apenas realizando um estágio e uma formação, sem que haja lugar a qualquer avaliação por parte da Ordem.

Tive oportunidade de ver a proposta da APELA.

Numa altura em que poderá passar-se a entrar na O.A. sem haver lugar a qualquer exame, a APELA vem propor uma situação praticamente igual ao actual R.A..

A APELA ESTÁ A SER MAIS PAPISTA QUE O PAPA.

AFINAL QUEM É QUE A APELA DEFENDE?????????????

Por vezes parece que se encontra ao lado dos direitos dos candidatos a membros da Ordem, outras vezes parece ter uma posição mais corporativa que a própria O.A.

Falaram-me da vergonha que foi a intervenção do “ estudante “ Franco (ex líder da APELA) no debate de 19 de Maio na O.A., que se fartou de elogiar a Ordem e as suas metodologias no que se refere à admissão.

Será que estamos perante uma situação de usurpação de representação dos estudantes e licenciados em arquitectura para uns quantos espertalhões se tentarem safar em futuros protocolos de formação com a O.A.. Se é essa a estratégia, é um nojo.

Aqueles que a APELA diz defender não querem certamente ser submetidos a exames corporativos, chamem-se exames ou avaliações,

Eu e todos os candidatos a membro efectivo da ordem dos arquitectos que conheço não se vêm representados pela APELA. A APELA apenas representa os seus membros activos, Diogo, Franco, e poucos mais.

 

Anonymous O malcriado said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Pode-se por em causa muita coisa, mas a competencia de Diogo Corredoura, ...por amor de Deus.
O caro (eu agora estou tão educado) Pedro Lopes deve estar nisto há pouco tempo ou então não compreende português!
O que o Diogo defende é o que se deve defender - só haverá regime de admissão quando legitimado pelas vias correctas. Será chinês? nah!
Apesar de defender uma associação e de estar limitado pelas suas acções, tem ideias próprias e defende-as. Ele também é uma vitima e permanece coerente desde o inicio. Ele não fez estágio nem exame. Porquê? Ele luta pela verdade, não pelas meias verdades.
Não faz o que a OA quer quando lhe dá jeito.
Se não fossem pessoas como ele já isto tudo tinha ido por água abaixo.
A maior parte das pessoas comentam aqui, depois "desincha e passa"!
O que é que os arautos da verdade já fizeram, senão procurar benesses milagrosas da OA?
Bem hajas, Diogo!

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

CHICLETE MASTIGA....
CHICLETE DEITA FORA....
CHI...CLETE...

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

CHICLETE MASTIGA....
CHICLETE DEITA FORA....
CHI...CLETE...

 

Anonymous arquitecto discriminado e impedido de exercer a profissão said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

O que o Diogo defende é o que se deve defender - só haverá regime de admissão quando legitimado pelas vias correctas.
Citação do post do malcriado

Ó malcriado, aquilo que acima dizes e aquilo que o Diogo parece já ter dito, é que a autorização legislativa devia ser alterada para que a situação discriminatória em que os licenciados em arquitectura fosse legitimada. Ou seja, em vez de serem legitimados os direitos dos licenciados discriminados dos cursos reconhecidos, defendes a legitimação das ilegalidades da ordem.

O que é que os arautos da verdade já fizeram, senão procurar benesses milagrosas da OA?
Bem hajas, Diogo!
Outra citação do malcriado.

Eu não sei o que já fizeste, ou o que é que já defendeste. Mas eu tou farto de me chatear por causa dos joguinhos de um e de outro.Ordens, Apelas, Diogos, Francos, Tiagos, Helenas Rosetas, Nunos Simões, Joões Afonsos provedores de estágio para acumular tachos, Arcoops, Universidades, partidos, etc,

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Calma pessoal. Não se zanguem!

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

deve estar a defender as futuras acções de formação da ARCOOP concerteza

o DIOGO mais o sócio FRANCO

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

PARECE QUE NÃO EXISTE BELA SEM SENÃO

 

Anonymous O malcriado said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Óh "arquitecto discriminado e impedido de exercer a profissão", eu quando digo que deve ser legitimado, quero dizer legitimado.
Se vai haver um sistema de admissão - e em relação a isso todos temos a certeza que assim será, para o mal ou para o bem. Este deve ser dentro da legalidade, ou seja com a autorização legislativa competente e demais atribuições regulamentares.
Não deverás pensar que estás a lidar com ignorantes e que dás lições de moral a alguém, tal como não te dou a ti.
Eu sei muito bem o que se passa. Não quero legitimar as ilegalidades da OA. Só quero que:
1 - eles partam de uma base legal e segura para todos.
2 - que tenham paz de espirito e bom senso para elaborar um bom regulamento.
A actual direcção não me parece uma boas solução para essa função, primeiro porque tem vicios e má fé (na minha modesta opinião).
Estão fartos de fazer asneiras e não deviam ser, além de que nem podem ser, reencaminhados no cargo. São a imcompetência pura e deviam ser punidos por isso.
É esta discussão que se pretende, dentro da legalidade. Percebeste?
É que eu às vezes tenho um problema de dicção.

 

Blogger BiPri said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Ora vamos lá a desfazer aquilo que me parece ser um conjunto de mal entendidos, talvez provocados por alguma desatenção nas leituras efectuadas ou por atenções dadas a quem não o merece (estou a tentar manter a calma - muita calma...).

1 - A avaliação que a APELA defende na sua proposta consiste nisto:
"A avaliação da aptidão profissional do Membro Estagiário deverá ser efectuada sobre o portfólio dos actos praticados durante o estágio e o relatório final do patrono, podendo ser, se necessário, aferida através de uma entrevista a realizar ao Membro Estagiário."

Alguém me diz onde é que aqui há lugar a exame?

"A avaliação deverá ser realizada por um Júri (...), o qual deverá avaliar o cumprimento do Plano de Estágio através do portfólio dos actos praticados durante o estágio, do relatório final do Patrono e dos certificados das actividades formativas realizadas pelo Membro Estagiário, verificando se foi somado o número mínimo de créditos."

ALGUÉM ME DIZ ONDE É QUE AQUI HÁ UM EXAME?!?

2 - Todo o processo de "avaliação" seria reduzido a uma pauta, onde o Júri apenas teria de confrontar a informação prestada pelo Estagiário e pelo Patrono com a tabela de créditos, verificando se somou o número mínimo de créditos.

Isto parece configurar-se com a imagem de um exame?

3 - A entrevista de aferição serviria apenas para esclarecer eventuais dúvidas que pudessem surgir acerca de divergências entre o que o estagiário e o Patrono dissessem, assim como para retirar dúvidas acerca da formação que o Estagiário possa ter feito (dúvidas sobre a validade de certificados ou formação que o estagiário ainda esteja a frequentar à data da entrega do portfólio, por exemplo). Seria, portanto, uma opção de recurso, raramente utilizada.

Será que uma entrevista de 20 ou 30 minutos para tirar dúvidas destas é um exame?

4 - O Rui Franco deixou de pertencer à APELA quando o seu mandato terminou, a 12 de Fevereiro de 2005. Desde então nunca mais esteve relacionado com a APELA. A intervenção que fez na sessão de esclarecimento realizada em Maio na OA foi feita em nome particular. Nessa mesma sessão houve lugar a confusões, que eu prontamente desfiz, reafirmando que o Rui Franco não pertence à APELA.

5 - Diz o Pedro Lopes: "Será que estamos perante uma situação de usurpação de representação dos estudantes e licenciados em arquitectura para uns quantos espertalhões se tentarem safar em futuros protocolos de formação com a O.A.. Se é essa a estratégia, é um nojo."

Em primeiro lugar gostava que esclarecesse do que fala. Em segundo lugar, se esta é uma referência à estrutura a que estou profissionalmente ligado e cujo objectivo é a inserção profissional dos jovens arquitectos, deixe-me dizer que "um nojo" é falar do que não se sabe e que "um nojo" é fazer acusações veladas dando a entender que eu estou a dirigir a APELA com interesses pessoais por trás.

6 - Diz o "arquitecto discriminado e impedido de exercer a profissão" que defendemos que "a autorização legislativa devia ser alterada para que a situação discriminatória em que os licenciados em arquitectura fosse legitimada. Ou seja, em vez de serem legitimados os direitos dos licenciados discriminados dos cursos reconhecidos, defendes a legitimação das ilegalidades da ordem."

O que a APELA defende é que deve existir um estágio mas que esse estágio ou qualquer outro sistema de admissão só poderão existir quando a Assembleia da República assim o autorizar. A APELA também defende que, até que isso aconteça, TODOS têm o direito de entrar directamente para a OA, sem ter de realizar estágio ou exame. A APELA defende ainda a devolução de todo o dinheiro pago pelas escolas (por acreditações e reconhecimentos) e pelos licenciados (por estágios e exames).

Qual é a parte que ainda não percebeu?

Diz ainda o "arquitecto discriminado e impedido de exercer a profissão" que "tou farto de me chatear por causa dos joguinhos de um e de outro"

Se está farto de se chatear, não se chateie mais! Fique quietinho e espere que os outros lhe resolvam os seus problemas... (para que não haja lugar a interpretações incorrectas, tão comuns pelos exemplos dados: estou a ser sarcástico).

Acrescento uma última coisa, pela referência à ARQCOOP: o ponto 5 também é para si.

7 - Por fim, tenho pena que todos quantos transmitem estas e outras posições semelhantes não demonstrem o discernimento que eu esperava de colegas que são adultos e que já têm idade para não dizer patetices.

Diogo Corredoura

 

Anonymous O malcriado said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

O que disse atrás, com alguns erros (foi escrito muito rapidamente) não invalida que os licenciados, até haver um regime legal e legitimo de admissão, não entrem todos, porque o actual regime de admissão não tem validade, porque não é legitimo.
São coisas diferentes, em fases diferentes. Os regulamento serão para o futuro e a situação de ilegalidade vivemo-la no presente.
Ninguém, pelo menos eu e mais alguns, queremos que os licenciados sejam discriminados. Pelo contrário. Já chega de barracada.
O que digo é que alguns licenciados se querem discriminar, quando defendem negociações da treta com a OA para que se entre à luz de um regulamento ilegal. Há que entrar tudo e ponto final. Não com estágio feito ou meio feito. O regulamento é ilegal e ponto final.

 

Anonymous O malcriado said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

ODiogo se quisesse borrifava-se para vocês. Ele está melhor colocado para lutar pelos vossos interesses do que vocês.
Ele podia pegar na cooperativa e na APELA e tirar partido disso. Ou pensam que ele precisa de vocês para entrar na OA? A OA está farta de se enganar e de deixar entrar pessoas. Era mais um, e mais um que se calava e era um descanço para eles.
Tenham mas é juízo e dêm o valor a quem o tem.
O que vale é que os que falam assim são meia duzia e as centenas que não concorda com vocês estão calados. Só se houvem os que reclamam sejam eles quantos sejam.
Só mais uma coisa, não tenho nada investido no Diogo. Estou somente a dar a minha opinião sobre o percurso que conheço dele. Nem sou sócio da APELA nem da Cooperativa.

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Diogo:

Dizes que não há exame, mas dizes que há um júri de avaliação, etc,etc,.

Se há mum júri de avaliação existem aprovações e reprovações.

Não é merda mas o cão é que cagou.

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Há por aí muitos panascas da mente que se vão deixando enrabar nas ideias que lhes passam pela cabeça. São mas é uma cambada de ressabiados, gente pequenina de ideias pequeninas e que são quem mais contribui para que Portugal seja o país pequenino que é.

É à pala deste panascas que a situação está como está, porque são uns velhos do Restelo que só sabem criticar e que nunca fizeram NADA para que a situação fosse diferente.

São uns mariconsos que se escondem atrás das suas mensagens estúpidas e que, em vez de se juntarem para ter mais força, parece que só querem é dividir.

Vão todos mas é pastar pó campo e deixem trabalhar quem tem provas dadas, quem tem trabalho que se veja, quem não tem nada a provar.

Tanto escrevem aqui no blog que agora escrevo eu: já algum destes panascas apresentou a sua proposta à OA, já colocou as suas ideias em papel, já lhes enviou uma carta a mandá-los pó caneco, a eles e ao sistema de admissão?

CLARO QUE NÃO!!! O cú tá colado ao muro do Restelo e não os deixa sair de lá.

Razão tinha o Camões...

 

Anonymous O malcriado said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Já apanhei nas orelhas de colegas por causa do problema de dicção - estva a brincar. Porra que vocês não perdoam!

 

Blogger BiPri said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

COM O ALTO PATROCÍNIO DA MULTIÓPTICAS!!!

"Dizes que não há exame, mas dizes que há um júri de avaliação, etc,etc,.
Se há mum júri de avaliação existem aprovações e reprovações.
Não é merda mas o cão é que cagou."

Diz assim a proposta da APELA:

"O estágio consistirá na angariação de um determinado número mínimo de créditos, de entre os possíveis apresentados na Tabela de Créditos"

E também diz assim:

"Da avaliação só deverá poder resultar uma das duas seguintes situações:
a) O Membro Estagiário concluíu o somatório de créditos exigidos, sendo assim considerado apto a exercer autonomamente os actos próprios da profissão, tornando-se Membro Efectivo da Ordem dos Arquitectos;
b) O Membro Estagiário não conseguiu realizar o somatório de créditos exigidos, não sendo assim considerado apto a exercer autonomamente os actos próprios da profissão, pelo que deverá continuar a exercer os mesmos de forma dependente e supervisionada a fim de suprimir as falhas detectadas (concluir o somatório de créditos em falta);"

E ainda diz:

"Caso o Membro Estagiário não seja considerado apto a exercer autonomamente os actos próprios da profissão, o Júri deverá recomendar a realização de um Plano Complementar de Estágio:
a) O período de prolongamento do estágio deverá poder ser de um trimestre ou múltiplos deste, não devendo exceder os 12 meses;
b) O Júri deverá indicar quais os actos próprios da profissão e/ou as actividades formativas que deverão ser realizadas para a obtenção dos créditos em falta;"

Relembrando coisas já ditas em tempos:
- a ninguém na titularidade de uma licenciatura em arquitectura pode ser recusado o ingresso na OA;
- uma vez começado o estágio (prática dos actos próprios da profissão + formação), ninguém deve recomeçar da estaca zero;
- o pior que poderá acontecer é o prolongamento do estágio por x meses para a aquisição dos créditos em falta.

É pá, pronto, se calhar a "avaliação" deve chamar-se "averiguação", "verificação", "aferição", "confirmação" ou "apreciação" (riscar o que não interessa)!!!

Porque que é que, à falta de argumentos pertinentes, as pessoas se agarram às coisas mais obtusas e absurdas?...

Basta ler a proposta!

Não a têm? Basta pedir!!!

apela_mail@yahoo.com

Não compreendem o que está escrito? Então têm um sério problema de iliteracia, que não posso ser eu a resolver.

Diogo Corredoura

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Não sabia que nos Lusíadas existia a palavra "pan&/%cas"!!!!

O malcriado será psudónimo?

O lucro não é objectivo mas custa 20 euros o metro quadrado, um pouco caro para quem ajuda aqueles que ainda não têm um grande suporte económico. Digo eu.

Seria mais honesto para todos receber consoante o preço dignificado no recibo.

 

Anonymous O malcriado said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Não, "o malcriado" é nome próprio, tal como o teu - anonymous.

 

Blogger BiPri said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Caro último "anonymous":

Se pretende falar sobre ou criticar a ARQCOOP, faça-o através dos meios apropriados (e este blog não é um deles).

Tem ao seu dispôr o nosso mail (arqcoop@gmail.com), o nosso telefone (210107840) e as nossas instalações (veja como chegar cá no nosso site: www.arqcoop.com).

Se tivesse tido o trabalho de ler o Regulamento do Ninho de Empresas para saber o que esse valor inclui, tinha percebido que até é muito barato (demasiado até, para manter toda a estrutura de suporte ao Ninho).

E sobre a ARQCOOP não direi nem mais uma palavra.

Falo de coisas sérias, de forma séria e com pessoas sérias.

Diogo Corredoura.

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Boa Diogo. Estes tipos não merecem o teu tempo.

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

O tipo que andava a destabilizar aqui o blog já bazou?
Ou finalmente percebeu que estava errado?
A ordem dos arquitectos que se lixe. Temos que entrar todos SEM CONDIÇÕES!
Senão organiza-se uma MEGA-MANIFESTAÇÃO no dia 29 em frente à sede da ordem, ehh, ehh, ehh...

 

Anonymous pedro lopes said ... (terça-feira, 20 junho, 2006) : 

Com esta história do dia 29 a Ordem já ganhou mais um mês sem contestação.

Basta consultar as noticias de imprensa da ordem para ver como devem estar contentes.

Como sempre, esta situação de decorrer tempo corre sempre contra aqueles que estão a ser prejudicados.

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 21 junho, 2006) : 

Tá tudo muito calmo hoje

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 21 junho, 2006) : 

A malta deve estar cansada, dos comentários anteriores.

Como é pessoal? Já desistiram?

 

Anonymous A vitima da Ordem dos Arquitectos said ... (quarta-feira, 21 junho, 2006) : 

Se pagamos impostos ao estado português, temos o direito constitucional, que esse mesmo estado forneça cursos completos que preparem os futuros profissionais para a sua vida.

No caso de Portugal o que verificamos é que existem cursos feitos à medida das Universidades, dos professores, do (não) funcionamento do ministério, mas nunca feitos à medida daqueles pelos quais foram criados - Os alunos. Andamos 5 ou 6 anos a estudar para depois nos informarem que afinal não aprendemos tudo, temos de aprender a espremer os mais novos, começando logo por ser espremidos, com um estágio que mais não é que a aquisição de mão de obra barata (de borla mesmo), bem mais barato que a mulher da limpeza, ou que o arrumador de carros.

Pagam-se impostos (e não são poucos) ao estado para preparar as pessoas que mais tarde se vão profissionalizar para contribuir também para esse mesmo estado.

As cotas pagas na Ordem não têm por função servir para controlar faculdades, verificar cursos, passar pareceres sobre esses cursos, até porque se estão a sobrepôr ao ministério do ensino superior. Mas este ministério pelos vistos anda cego e gago, porque não vê nem fala tão pouco.

A Helena Buceta, Roseta, desculpem, tem por função controlar a Ordem para o P.S., embora dê a entender que não, o projecto de lei 183 deste ano, serve para revogar o famigerado DL 73/73, e deu mais noventa dias para se revogar o DL criador de uma arquitectura engenheirística. Se existisse realmente vontade, revogava-se e pronto, mas assim não é. É preciso estudar o projecto, para ver onde se consegue inserir o interesse dos engenheiros.Imaginem os mecânicos a projectar os carros, como seriam belos e dinâmicos. Vão acabar os tachos, quando é que não se sabe.

Vamos esperar por Setembro e logo veremos o que se vai passar

 

Blogger brunofmartins said ... (quarta-feira, 21 junho, 2006) : 

caros colegas

recebi como uma boa noticia, aquela q da conta do q parece ser uma tentativa - dentro do seio da propria ordem dos arquitectos - de regularizar a situacao do seu acesso.
pela primeira vez, sinto q ha pelo menos vontade de encontrar alternativas a toda a bagunca q se tem verificado.
entendo q dentro da ordem existem divergencias profundas sobre esta materia, e n se configura q a sua resolucao seja facil e rapida como deveria. no entanto, o deu debate e positivo, e o mesmo acontece devido ao esforco e perseveranca de alguns, atraves de um trabalho q se arrasta ha muito tempo. para eles um grande obrigado.
eu encontro-me longe, na madeira, onde tb existem alguns colegas na mesma situacao. uma vez q nao me tenho envolvido como deveria, uma vez q alguem o tem feito por mim, so me resta agradecer, e reafirmar a minha conviccao q quem o faz, fa-lo no interesse de todos...e apresenta resultados.
este processo tem vindo a desgastar todos aqueles q se encontram envolvidos e e natural q todos os meios sirvam para exteriorizar alguma magoa existente. no entanto, e importante n perder de vista o alvo de toda a contestacao. n parece construtivo e legitimo as acusacoes/sugestoes de q quem da a cara o faz por interesse. este e um preco a pagar pelo interesse demonstrado na resolucao deste processo, e espero, nao sera suficiente para vos desmoralizar ou desmobilizar.
da minha parte, sinto-me bem representado, tanto na forma como no conteudo, em todas as accoes promovidas ate hoje. me parece q tem havido grandes progressos, e q tudo caminha para uma resolucao deste processo, e q nos colocamos numa posicao em q podemos ser parte da solucao quando finalmente houver "fumo branco".

a todos os colegas e muito particularmente ao Diogo, um grande abraco.
bruno martins

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 21 junho, 2006) : 

Parece que o pessoal começou a acalmar. A acalmar no sentido de comentar com mais calma e sabedoria. Não é com atitudes "parvas" que vamos lá. Afinal, somos todos adultos. Foi só uma pequena chamada de atenção.
Proponho que no dia 29 às 20H00, estejamos todos junto à OA, na maior das calmas, para que os srs. e sras. arquitectos (as) com inscrição efectiva, antes de entrarem para a Assembleia Geral, nos vejam e saibam que existimos. Penso que se todos concordarem com a ideia, a APELA poderia servir de aglutinadora e organizadora, até porque penso que se a "coisa" avançar, seremos muitos e será necessária alguma organização.
Um fraterno abraço a todos,
Luis Manata

 

Anonymous Khora said ... (quarta-feira, 21 junho, 2006) : 

Eles sabem que existimos, continuam é a precisar de mão de obra barata.

Curioso seria fazer um inquérito de 3 perguntas:

1 - Tem estagiários no seu atelier?

2 - Paga salário e/ou despesas a esses estagiários?

3 - Estão estagiários a trabalhar para si neste momento de congregação?

Resposta típica: Não posso responder tenho de entrar.

Lembra-me o coro das velhas do Sérgio Godinho - "Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas".

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Quantos vão estar em frente à OA no dia 29?

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Considerações prévias

Para se exercer a profissão de arquitecto é obrigatória a inscrição na Ordem dos Arquitectos e tal decorre de preceitos legais;

De acordo com o estatuto da Ordem dos Arquitectos para a inscrição nos seus ficheiros é exigida a Licenciatura em Arquitectura;

A liberdade de escolha da profissão decorre de um direito constitucional que apenas poderá estar condicionado por preceitos legais, no caso das profissões colegiadas, para as quais seja necessário por lei uma determinada preparação técnico científica, não estando na alçada do legislador a faculdade de alterar este direito.

A inscrição na Ordem dos Arquitectos é um acto administrativo dependente da vontade do titular da licenciatura que pretende exercer a profissão de Arquitecto, pelo que a inscrição na OA nada é mais do que um acto automático de inscrição nas suas listagens, competindo apenas à Ordem verificar se a documentação exibida pelo candidato é a legalmente exigida;

O direito de pertencer à Ordem dos Arquitectos é um direito, liberdade e garantia incluído na liberdade fundamental de escolha e exercício de profissão consagrado no nº 1 do artº 47 da Constituição da República Portuguesa. Nestes termos a obrigatoriedade de inscrição na Ordem dos Arquitectos, para que um licenciado possa exercer a profissão de arquitecto, não corresponde apenas a um dever, mas corresponde também a um direito;

O direito de liberdade de ensino e de ciência também está consagrado constitucionalmente, artº 42º, competindo às Universidades e Politécnicos a formação dos quadros de que o país necessita, promoção da investigação científica e do ensino de ciência;

Por força da própria Constituição a partir do momento em que a lei restritiva da liberdade de aceder a uma determinada profissão (seja ela uma lei estatutária da respectiva Ordem ou não) preveja a necessidade de posse de uma habilitação profissional máxima que constitui o título académico de licenciatura, cada Ordem profissional agregadora da dita profissão está obrigada a acatar os efeitos jurídicos próprios do acto administrativo recognitivo com efeitos preclusivos que outorgou tal título ou qualidade ao candidato a tal profissão não podendo o próprio legislador inverter tal situação. Decorrente dos actos de certeza pública geral, quanto aos seus efeitos jurídicos, que se impõem por si mesmos aos outros sujeitos, como acontece com as habilitações académicas, vinculando também a correspondente Ordem no sentido de aceitação da vontade formal que constitui o objecto da representação contida naquele acto: o titulado está na posse dos conhecimentos técnicos científicos necessários para o exercício da profissão, não podendo as Ordens, nem quaisquer outros terceiros, directa ou indirectamente, por em causa a verdade formal.

De acordo com o entendimento que resulta da obrigatoriedade de inscrição nas Ordens Profissionais para o exercício das profissões colegiadas a ausência de resposta a um pedido de inscrição pode entender-se como o deferimento tácito desse pedido, ou seja, o candidato passa a estar automaticamente inscrito;

As Ordens Profissionais são Associações de Direito Público que têm como principal tarefa a defesa de interesses próprios, particulares ou privativos, ou seja, do conjunto dos seus associados, o que desde logo é uma atribuição que colide com a sua natureza pública. No nosso espaço civilizacional estas estruturas da administração corporativa integram várias vicissitudes decorrentes de processos constitucionais da unidade do Estado e da legitimidade democrática da Administração, da justiça, igualdade e imparcialidade. Podem ainda ser assemelhadas a associações monopolistas de empresas com práticas lesivas a livre concorrência, ofendendo os direitos dos consumidores;

As condições de inscrição na Ordem dos Arquitectos

Decorre do que acima se disse que a Ordem dos Arquitectos não pode impor restrições de acesso à profissão para além daquelas que resultam da própria Constituição, da lei e do próprio estatuto, pelo que serão inadmissíveis todas as disposições que impeçam a livre inscrição de qualquer candidato possuidor de licenciatura em arquitectura ou diploma equivalente;

Sem prejuízo de a Ordem dos Arquitectos poder em lugar próprio opinar sobre a conteúdo, orientação e organização dos cursos de arquitectura, esta deve limitar a sua actuação à promoção, valorização e acompanhamento profissional dos seus associados, através de acções de formação e sugestões legislativas que possam ter impacto positivo na arte de projectar e construir para adequar os edifícios às tecnologias do futuro em termos de conforto, segurança, economia e sustentabilidade;

A imposição de estágio apenas deve ser considerada se este for obrigatoriamente organizado, promovido e proporcionado pela Ordem dos Arquitectos, em gabinetes de seus associados, devidamente remunerado, e por um período máximo de 6 meses. A remuneração tem um efeito motivador para os estagiários e dissuasor para que os gabinetes não utilizem mão-de-obra graciosa o que os leva a considerar a dispensa dos actuais colaboradores, aumentando ainda mais a perversidade laboral neste sector de actividade.

Para dirimir eventuais conflitos e antagonismos será necessário criar um órgão autónomo, tipo provedor do estagiário, exterior à própria Ordem dos Arquitectos, para que de forma independente e autónoma possa avaliar os processos que venham a resultar em conflito.

Deve tratar todos os candidatos em pé de igualdade independentemente da escola onde foi feita a licenciatura, procurando promover a valorização profissional de todos os candidatos;

Deve empenhar-se em atender às questões de ética e deontologia profissional, mostrando-se exigente, independente e responsável para com a sociedade, exercendo as suas competências disciplinares sobre os seus membros sempre que necessário;

Deve empenhar-se em iniciativas legislativas e em campanhas de defesa de livre acesso ao mercado dos projectos para evitar os complôs e compadrios que fazem com que certos gabinetes tenham acesso a tudo enquanto outros não têm trabalho, e isto pela simples razão de que as relações entre determinadas figuras da "arquitectura" e da "política" levam a uma corrupção generalizada com trocas de favores e de dinheiro verdadeiramente escandalosos;

Mais do que estabelecer regras e condições de acesso à Ordem dos Arquitectos é necessário alterar o seu estatuto, edificando todo o processo de admissão numa base legal pautada pela simplicidade, igualdade e democraticidade, permitindo a rotatividade dos candidatos e dirigentes, de forma a aumentar a participação e o interesse pela vida associativa e convívio entre os profissionais desta área.

Sem prejuízo de considerar alguns dos pontos defendidos pela APELA como positivos, considero que a sua proposta é demasiado formalista e tenho algum receio de que se vá cair num processo demasiadamente burocrático, que tende sempre a aumentar consoante as pessoas que terão o crivo em seu poder. Tenho ainda algumas dúvidas de que se enquadre sem ambiguidades no actual estatuto.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Tive hoje uma entrevista com um "patrono" que se propôs pagar-me 250 euros por mês para eu ser desenhador dele em full time durante um ano. E quer 3ds, o gajo. Quais actos da profissão. O que apetece é espetar com um petardo no cu da Helena Roseta mais a puta que os pariu a todos.

 

Anonymous Má que jeitêssss.. said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Diogo:

Estive a ler a proposta q a APELA vai debater junto c a OA, sobre esta linda barafunda de " tu entras e tu nao" e pareceu-me muito justa, real e executavél. FORÇA.


Andam aqui uns palhaços no forúm.. deve ser giro, ser palhaço!!! Porque cada vez há mais em actividade..

No More Comments.

Margarida Pinto " dos algarves "

 

Anonymous João Cardo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Sou licenciado em arquitectura, curso acreditado dispensei exame, fiz o estágio ñ remunerado durante 1 ano, desde 2004 que sou arquitecto de pleno direito!
Opinião:
-cursos reconhecidos vs acreditados - acho mal uma vez homologados pelo ministério têm todos o mesmo direito.
-exame no fim do estágio - acho mal é o mesmo que passar um atestado de incompetência aos recém licenciados e ás universidades formadoras
-estágios ñ remunerados- acho muito mal é descredibilizar a profissão e manter ateliers c/ mão de obra escrava

INIMIGO Nº1 - DECRETO 73/73 ( o nº cabalistico do engenheiro )

- qualquer caramelo assina projectos, e ñ me venham c/ histórias que o bicho ñ pode ser revogado do pé prá mão pq gajos sem qualificação se habituaram a fazer projectos, se é que se podem chamar projectos a tirar fotocópias do mesmo projecto vezes sem conta.
Se acharem que estou a se mt duro pensem lá como é pensam amanhar-se quando existem gajos a fazerem projectos a 500€ quentinhos a sair do forno, perdão fotocopiadora.
Mais engenheiros fazem cálculo de estruturas ñ arquitectura, como é que pensam credibilizar a profissão se não é preciso ser arquitecto para a desempenhar.
A OA parece que acordou agora o que é que andaram a fazer estes anos todos, em vez de andarem a lixar os recém licenciados com o RIA e as revisões do RIA (irónicas iniciais ), deviam preocupar-se em criar um Lóbi à séria tirando partido da massa critica ( já somos ñ sei quantos)e acabar com o 73/73 de vez (até rima).

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Margarida

Cria juizo.

Vai brincar ás bonecas

 

Anonymous Maggie said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Sim, tb gosto de bonecos e bonecas, principalmente aqueles q escrevem como anonymous.. são os meus favoritos.

Queres brincar cmg?

Margarida Pinto " a brincalhona de bonecas "

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

fui eu que escrevi aquela coisa mas não tenho nada a ver com as bonecas.

vou tomar um Xanax e já volto.

 

Anonymous Marco Carneiro said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Tens toda a razão João Cardo

Com a revogação do DL 73/73, abrem-se mais oportunidades na nossa profissão, claro e como diz a nossa querida bedel Roseta, quem quer assinar projectos mais não tem de fazer do que tirar um curso de arquitectura. Como todos nós tivemos.

Quem andou toda a vida a projectar e a danificar a paisagem, sem ter para isso aptidões, pode agora ganhá-las através de um diploma em arquitectura.

Vi um representante do lóbi dos Engenheiros a falar sobre as características profissionais dos arquitectos, e dizia que havia exemplos em que os arquitectos sabiam menos do que os engenheiros. Não reconheço a esse senhor nenhuma capacidade arquitectónica, mas sim técnica, a única que está para tal habilitado.

O que será dos gabinetes de engenheiros e das empresas de construção quando esta situação mudar? Dá-se um fenómeno que se costuma chamar de adaptação, e logo terão de contractar os serviços de um ou mais arquitectos.

Para fazer uma pequena habitação também os arquitectos estão preparados para calcular estruturas, águas, planos de segurança, mas ficamo-nos por aquilo que nos compete, a Arquitectura. Disciplina na qual somos obrigados a gerir todas estas condicionantes técnicas se quisermos fazer um bom trabalho.

Existe um ditado que se aplica nesta situação muito bem, e que diz o seguinte: "Cada macaco no seu galho".

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Ó Margarida, vai nanar que o teu mal é sono...

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

É um bocado ingénuo pensar que a responsabilidade pelos danos da paisagem é da exclusiva responsabilidade dos engenheiros e outros que tais...

Alguns até já estão aí quinados para oferecer estágios. Porque a realidade dos estágios nem sempre é aquilo que transparece nos relatórios...

 

Anonymous pedro silva said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

marco caneiro:

andas cá a ver os comboios a passar?

caso não saibas:

- a Directiva arquitectos na sua "lista anexa" tem diversos cursos de engenharia, que ao abrigo dos direitos adquiridos podem exercer arquitectura em qualquer país da europa.

- o dec-lei 14/90, estabelece que de acordo com os direitos adquiridos, vais ainda ter engenheiros e agentes técnicos de arquitectura a fazer projectos até ao final da sua vida.

-. Quem fez os grandes crimes urbanísticos, pelo país fora, ao longo do tempo foram os arquitectos, pois desde muito cedo definiram esses espaços como coutadas suas impondo que os projectos tivessem de ser assinados por um arquitecto, inscrito na associação e posteriormente, desde que ela existe, na Ordem dos arquitectos é claro.

Portanto, a revisão do 73 não te vai dar trabalho.

A maior parte dos trabalhos a nível nacional, são feitos pelos gabinetes daqueles que posteriormente depois os vão aprovar. Como de antemão a aprovação já está garantida não existe a mínima preocupação com a qualidade. Esta é uma situação tabu para a ordem.

È por estas e outras que somos o país mais corrupto da Europa e dos mais corruptos do mundo. Corruptos e passivos.

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Parece que alguns comentários não pretendem construir o que quer que seja e não têm contexto no cenário que se pretende.

Seria interessante a manifestação de opiniões e não de frustrações embora seja legítimo cada um de nós poder tê-las.

O que se joga aqui é a legitimidade dos licenciados em arquitectura de se inscreverem na Ordem sem quaisquer limitações e discriminações, pondo termo à prepotência da OA e não ataques tontos seja a quem for.

Se algum comentário não agradou a alguém porque não o referiram no momento, pois se bem se me lembro as afirmações tiveram um contexto e que eu saiba só valem quando contextualizadas.

Habituei-me desde novo a recusar tudo aquilo com que não concordo, emboro isso às vezes me traga dissabores, mas procuro ser coerente e basta recuar algum tempo para verificar as acções concretas que foram levadas a efeito.

Pelo que começo a perceber a preocupação de alguns só começou quando se vsilumbra o fim dos privilégios, mas justiça pressupões igualdade de tratamento e de oportunidades, ou seja, um mínimo de democracia e isso creio que todos sabem o que é.

De futuro será de bom tom a expressão de opiniões e não de insinuações anónimas que nada constroiem.

Fica aqui a sugestão!!

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

desculpem lá a redundâcia com a palavra responsabilidade...

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

A igualdade, em absoluto, é sempre um mito. O Platão, na "República", é que defendia que as criancinhas deveriam ser educadas em comum, implicando ser afastadas dos pais.

O Mau Tse Tung foi o único a tentar fazer uma coisa parecida.

Não ficou para a história como um grande democrata.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

mais entendo, que a haver estágios, deviam ser integrados nos ciclos de estudos das Universidades, aí sim, intervindo a Ordem. O que implica um ensino segmentado (Bolonha pode servir para isso).

O papel da Ordem não deveria ser depois, estabelecendo limitações de qq tipo no acesso à profissão.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Graça às reclamações dos licenciados descriminados, finalmente vai haver justiça. TODOS vão ser avaliados de IGUAL modo, embora ache que não devia haver qualquer imposição no acesso à profissão de arquitecto.

O 73/73 vai cair e MUITO BEM. Chega de usurpação de funções!

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Dadas as circunstâncias, também acho que todos devem ser avaliados de igual modo.

quanto ao 73/73, acho bem que caia.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

A roseta estava bem era na cozinha e não na ordem dos arquitectos...

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Alguém sabe alguma coisa sobre os processos que decorrem em tribunal?

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Um aluno que acabe o curso de arquitectura em Julho de 2007, entra na ordem dos arquitectos à luz do novo regulamento de admissão, ou ao abrigo do actual?
Alguém me sabe responder?
Obrigado.

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Sobre os processos a correr em tribunal propostos pelos alunos da Universidade Fernando Pessoa tudo continua em silêncio apenas perturbado por duas intimações do Tribunal Administrativo do Porto para que se apresente justificação para a indemnização solicitada, o que já foi respondido.

Verifica-se contudo que a OA continua a recusar a inscrição feita por novos candidatos com os já velhos argumentos sobejamente gastos e conhecidos. Por aí continua tudo na mesma!!

Quanto ao processo que a própria Universidade tem contra a OA nada se sabe em concreto. Sabe-se apenas que foi feito recurso e que está em preparação o elevado pedido de indemnização cívil.

Creio que a OA não vai desistir sem que haja uma decisão do tribunal. Vamos esperar para ver!!!

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

O tribunal devia dar razão à universidade e a indmnização pelos danos causados devia levar a ordem ao charco!!!
Era o que aqueles tipos mereciam...

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Na cozinha? eu não comia nada feito por ela. Acho que estava bem no Parlamento.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Não comias? Porquê, podia ter veneno?

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Não, gosto pouco de molhos de bróculos.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Então, ninguém me sabe responder à questão sobre quem acabar o curso em Julho de 2007, entra na ordem com o RA actual ou o novo a criar em 2 de Outubro?

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Com efeito ninguém sabe como será o processo de inscrição na OA e penso que nem a própria OA, dado o exemplo das trapalhadas que tem protagonizado.

Pelo que nos foi explicado pela própria Roseta o novo sistema será para vigorar a partir de Outubro de 2006 e aplicável a todos os candidatos dos cursos homologados pelo Governo (e na altura foi dito que mesmo aos que estivessem acreditados também seria aplicada a regra).

Mas todos já sabemos como é! Estão sempre a mudar de discurso!!

No caso de alunos que acabem o curso em Julho de 2007 deverá ser aplicado o novo regime (palavras da Roseta), ou seja, estágio de 12 meses e um exame no final que não mais será que um estudo prévio para um pequeno lote, que podemos resolver em casa durante duas semanas, arranjamos alguém que nos faça o trabalho e só precisamos de defender a solução perante um júri. Tudo muito, muito fácil com podem ver....! (Sic...).

Um reparo: as palavras são da Roseta, mas não sei se as coisas vão ser mesmo assim!

Vamos esperar para ver!!

Grande blog, assim participado é que é!! Força

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

90 comentários... Ena...
Assim é que é.
Obrigado pinto coelho.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

90 comentários... Ena...
Assim é que é.
Obrigado pinto coelho.

 

Anonymous O Malcriado said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

O Pedro Silva, apesar de apresentar comentários que não terão a ver, directamente, com o que se pretende do blog é uma mais valia.
O que ele diz é correctissimo. Muito bem.
Tal como os do Pinto Coelho.
O que me parece é que alguns ainda estão muito preocupados com a validade do regulamento de acesso. Então em que ficamos? Afinal procuram a nulidade dos regulamentos e estão preocupados com os que está em vigor? Onde está a coerência?
Será que só acordaram para este problema agora? É o que parece. Este problema tem barbas brancas e já correu muita água por baixo dos rios.
O que se defende nos processo em tribunal é a nulidade do sistema de admissão na sua totalidade. Por causa das inconstitucionalidades, entre outras irregularidades. Nem os estatutos da OA têm validade se formos ver o modo como foram feitos.
Meus caros, deixem de discutir pormenores de um (ou dois, ou três) regulamento de admissão moribundo porque no fim, o resultado só será um - é a sua anulação.
Há pessoas que nunca fizeram exame, nem estágio e que têm processos em tribunal para aferir da nulidade dos regulamentos todos. Esse momento há-de chagar, e não está longe. Pode já não ser na vigência da actual direcção da OA, porque já não se vão candidatar, porque não podem, mas isto vai resolver-se e a nosso favor.
Não se há-de resolver com meias medidas nem meios regulamentos. Vai cair tudo porque tudo é nulo.
Vejam se entendem isso de uma vez. Se não entendem procurem ler os documentos disposíveis que estão indicados no blog.
Dá trabalho lê-los?
Também dá trabalho ter o vosso problema!

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Muitos dos que frequentam este blog estão completamnte desinformados, e então sobre o 73 é uma dó d'alma.

A única coisa que pensam é que acabando o 73 acaba o trabalho de projecto de arquitectura para quem não é arquitecto. Tem sido essa a imagem que a O.A. tem transmitido.

Aqui como em todo o processo de admissão a ordem tem gerido a informação acompanhada de desinformação sempre que tal lhe interessa.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 22 junho, 2006) : 

Acho melhor comçarem a ler as coisas como deve ser.. Anda aqui muita falta de informação e má lingua ( AFIADDDAAAA ), aliada a essa ignorancia.

Com lincença vou dormir!!

 

Anonymous arq! said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

"Então, ninguém me sabe responder à questão sobre quem acabar o curso em Julho de 2007, entra na ordem com o RA actual ou o novo a criar em 2 de Outubro?"

Depende da altura da entrega dos planos de estágio, que em principio será depois da entrada do novo regulamento de admissão no dia 1 de Outubro.

site da OA:

"Época de Admissão de Setembro

Devido ao processo de revisão do Regulamento de Admissão, que se encontra em curso, é possível que as datas previstas para a aceitação de Propostas de Estágio em Setembro ( 4 a 15 de Setembro), venham a sofrer alterações.

A manutenção destas datas, ou a sua alteração será divulgada logo que estejam definitivamente confirmadas"

Por isso caso a OA vá em frente com o seu novo Regulamento com prova de admissão, está tudo a fazer exame. é a loucura

 

Anonymous O Malcriado said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

Não digo mais nada. Não vale a pena.

 

Anonymous Marco Carneiro said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

Pedro Silva:

disseste que:"A maior parte dos trabalhos a nível nacional, são feitos pelos gabinetes daqueles que posteriormente depois os vão aprovar. Como de antemão a aprovação já está garantida não existe a mínima preocupação com a qualidade. Esta é uma situação tabu para a ordem."

Se consegues dizer, deves conseguir provar, e isso configura um crime. Logo seria de bom grado começar a resolver essa situação para não cair num diálogo tipo futebolista. E não existe aqui uma tendência naif. Falavas tu em passividade.

Quando me refiro ao trabalho que o 73 trará não me digo que terei mais trabalho, mas a existir trabalho que só pode ser feito por arquitectos, responsabilizando-nos por isso. A corrução existe porque não existe responsabilização, facto transversal na sociedade portuguesa.

O DL 14/90, diz: "São reconhecidos os diplomas, certificados e outros títulos emitidos pelo Estado membro de origem antes da entrada em vigor da Directiva nº 85/384/CEE e Directiva nº 85/614/CEE, bem como os que vierem a ser emitidos e digam respeito a uma formação iniciada o mais tardar no ano lectivo de 1987-1988, ainda que não respeitem as exigências mínimas de formação previstas na Directiva nº 85/384/CEE, nos termos do capítulo III desta directiva."

Com isto não vejo técnicos não arquitectos a transformarem-se em arquitectos. Têm direitos adquiridos na sua área e não na arquitectura mediante os títulos conferidos pelo estado membro.

E não, não sou fã de Trainspotting.

 

Anonymous João Almeida said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

Vejamos... se o novo RA entrar em vigor a 2 de Outubro de 2006, não percebo quais são as dúvidas quanto a quem nessa data ainda não concluíu a sua licenciatura, nem apresentou a proposta de estágio. Logicamente, estes casos estarão contemplados no nosso regulamento de admissão que entrará em vigor(vamos ver!) a 2 de Outubro de 2006.
A verdadeira e pertinente questão é esta?

- Então e quem iniciou o estágio em Junho de 2006? Quando terminar o mesmo em Junho de 2007, vai estar contemplado com que Regulamento de Admissão ?

Alegra-me ver bastantes comentários no blog, embora na minha opinião, hajam assuntos e comentários completamente despropositados para o motivo que nos leva a comentar e a lutar pelos nossos direitos.

João Almeida

 

Anonymous pedro silva said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

" Com isto não vejo técnicos não arquitectos a transformarem-se em arquitectos. Têm direitos adquiridos na sua área e não na arquitectura mediante os títulos conferidos pelo estado membro. "

Caro marco carneiro:

A directiva 85 refere-se ao desempenho da profissão de arquitecto e não de outra qualquer.

Se há presente data, numa qualquer pequena cidade do interior, houver um desenhador, que ao abrigo do 73 esteja inscrito numa câmara municipal desde a data que refere, esse desenhador continuará a desempenhar os actos próprios da profissão de arquitecto, ainda que as suas habilitações académicas não respeitem as exigências mínimas de formação previstas na Directiva nº 85/384/CE.

Os técnicos não ficarão com a carteira ou cédula profissional de arquitecto mas continuarão a fazer arquitectura, quer o sr. queira quer não.

Com respeito, à questão dos técnicos da administração pública, ou o sr. não tem qualquer experiência na relação com as entidades públicas ou então está-se a fazer de desentendido. Como o Sr. sabe o nosso país frequentemente é referenciado como dos mais corruptos do mundo. Sim eu disse do mundo e não da Europa. Todos conhecem os gabinetes e as situações mas ninguém faz nada.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

Gostava só de dizer que...
A ordem dos engenheiros não faz destas merdas e por isso é que nos "passa a perna" com uma grande pinta!!!

 

Anonymous arq! said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

pedro silva vai lá ser desenhador ou que te apetecer para outra freguesia

 

Anonymous Marco Carneiro said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

Caro pedro silva,

continuo-lhe a dizer que se houver revogação do DL 73/73, só poderão entregar projectos numa câmara os titulares de uma certidão passada pela ordem dos arquitectos. Os restantes técnicos continuarão a "fazer arquitectura", mas não podem entregar esse processo numa câmara para apreciação, nem participar em concursos públicos onde se irá avaliar soluções arquitectónicas.

O projecto-lei 183/10, referente à Arquitectura como um direito legal dos cidadãos, propõe que a mesma seja exercida somente por técnicos qualificados (arquitectos), colmatando vazios legais e responsabilizando os arquitectos pelas acções desenvolvidas no território.

Quanto aos gabinetes e aos chamados técnicos navalha (cortam dos dois lados), isto só acontece, na minha opinão principlamente devido a

1- Deveria-se entregar juntamente com o processo de arquitectura, o contrato entre o técnico e o requerente, a Ordem até fornece um contrato tipo para download. Aquando do pedido de telas finais deveria-se fornecer cópia do(s) recibo(s) para juntar ao processo. Isto evitaria a fuga aos impostos e evitaria que algumas questões fossem resolvidas em tribunal.
Existe em Portugal uma falta de noção de procedimentos, natural da nossa jovem democracia.

2- Ligeireza no pedido de peças escritas, por exemplo, um loteamento deveria de ser projectado baseado em factores socio-demográficos sustentados através de documentos de instituições credíveis, e não como se verifica hoje, isto é quantas mais habitações der para projectar melhor, mais se vende. Segundo o Arq. Ribeiro Telles, se ocupássemos todas as habitações que existem em Portugal teríamos de ser, não 10 milhões, mas sim 30 milhões de habitantes.
Outro exemplo surge num projecto de uma qualquer habitação, isto é, nunca se entrega um projecto de execução, não me refiro a pormenores, mas a um caderno de encargos onde se explicam todas as condições técnicas do projecto. Por dar trabalho logo não se faz, nem ninguém quer ler.

3- Responsabilizar os arquitectos assinantes do projecto pelos erros e omissões. Não me refiro a características estéticas, pode existir quem goste de janelas em alumínio ou ladrilho no exterior, refiro-me a características técnicas na escolha dos materiais. Já repararam que no interior se constrói do mesmo modo que à beira do mar, exceptuando alguns casos.

4- Anulação dos concursos de concepção-construção, visto servirem só os interesses de grandes gabinetes e construtoras. Quando se junta o sonhador e o económico, na sociedade actual ganha o económico. Um concurso tem um valor base e é esse valor que se deve respeitar, não devemos andar com peneiras furadas a tentar credibilizar os concursos públicos. Se houver imponderáveis no projectos e se os mesmos decorrerem do técnico existem para isso seguros obrigatórios.

5- Responsabilizar os técnicos camarários na leitura dos projectos, e não andarem a transitar do técnico A para o técnico B. O processo é designado a um técnico e só este é que informa sobre o mesmo. Evitava-se a confusão camarária onde em alguns casos nem sabem do que se trata ou do próprio processo.

Dizer que tudo está mal, todos dizemos, interessa é discutir soluções que resolvam a esmonia presente. Se assim não for corremos o risco de nos comportarmos como o PS ou o PSD, sempre estiveram no poder mas os problemas foram criados pelos outros.

Bom fim de semana e abraços

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

Era bom que estes assuntos fossem mais discutidos por aqui

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

O problema da corrupção é sempre de difícil solução pois mesmo uma denúncia bem intencionada pode colocar o denunciante numa posição também ele de réu ,basta que um juíz se lembre....!

É claro que se nada tiver feito de errado acabará por se ver livre dos problemas, mas não evita gastar dinheiro no advogado e esses também são jeitosos...!

Normalmente quem denuncia também utilizou as vantagens do sistema e só o faz porque foi lesado e quer vingar-se.

Todos conhecemos, eu conheço, tu conheces .... montes de situações que foram resolvidas através de um monte de dinheiro, mas .... dinheiro não fala e corruptor e corrumpido sabem berm calar-se pois ambos serão penalizados se a coisa vier a público...!

Só porque ninguém fala não significa que não haja corrupção pois todos sabemos que desde aquela multazita que o polícia deixou no carro e que nos leva a telefonar a um amigo que a possa neutralizar como é que se chama... como é...?

A gorjeta que se deixa na funcionária do médico... porque é que a deixamos ....? Claro que para termos facilidade de uma marcação mais fácil de outra consulta que seja necessária!

O problema não são estas pequenas coisas, mas sim as grandes embora tudo tenha o mesmo nome... corrupção!

Neste mercado de projectos, licenciamentos e construções é verdadeiramente escandaloso pois envolve os técnicos, os políticos, enfim!... Toda a gente!

Como o negócio é de milhões de uma percentagem desses milhões é o tamanho da corrupção. Agora não me peçam para especificar que eu até só escrevi num blog de arquitectos que só não o são porque os que o são não querem que eles sejam! ...É ou não assim??!! ... E vão continuar a querer que não sejam até mais não ser possível aguentar!! Nessa altura vai ser uma diarreia pior do que a de "vinho novo"...!!

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 23 junho, 2006) : 

A ordem dos arquitectos já tem uns quantos processos em cima e a situação tende a aumentar.

Sabem quem é que a OA contratou agora para a defendaer relativamente a esta situação da admissão?

Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Rogério Alves

Quanto pagam a este senhor para enfrentar uns inocenctes recém licenciados que nem dinheiro têm para sobreviver?

Rua com esta direcção já!!!! Cobardes, usam o dinheiro dos membros para corruigir a sua incompetência

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 24 junho, 2006) : 

"....A ordem dos engenheiros não faz destas merdas e por isso é que nos "passa a perna" com uma grande pinta!!! ....."

Caro Anonimo
Só para sua informação a Ordem do Engenheiros tem um processo de admissão em tudo igual à da Ordem dos arquitectos.
Onde exsitem cursos acreditados e cursos não acreditados, os alunos dos cursos não acreditados terão de fazer exames , mais propriamente 2 exames, e caso passem terão de fazer uma estágio profissional.......
Só contar uma história, uma amiga minha teve de fazer , depois dos dois exames da ordem ( feitos em Lisboa ) , teve de ir fazer prova oral em Coimbra !!!!!.
Isto é gozar com o pessoal

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

eu quero é que a salema vá pa puta que a pariu!!!!!

 

post a comment