sexta-feira, junho 24, 2005

O ACESSO À Ordem dos Arquitectos (III)

Noticia no Jornal Correio Manhã / Magazine Domingo










"Continuando a nossa saga, para ilustrarmos tanto quanto possível os escândalos da Ordem dos Arquitectos, e chamarmos a atenção para a necessidade dos arquitectos e das autoridades porem cobro a situações que nos envergonham, dados os limites insuportáveis a que se está a chegar, voltamos ao tema de acesso à OA, e às implicações que os "famigerados exames" de acesso representam, relembrando parte de um texto de Vital Moreira datado de 4 de Dezembro de 2001 e publicado no jornal 'Público' (que tem mantido sobre esta matéria um silêncio cúmplice, que denuncia ligações inconfessáveis...).
Diz Vital Moreira: "

Algumas ordens profissionais permitem-se submeter os candidatos à profissão a um exame de entrada
tendente a aferir a sua formação académica, exame que, no caso de algumas ordens, é dispensado quando o respectivo curso esteja "acreditado" pela ordem profissional em causa, mediante uma avaliação "ad hoc" do plano curricular, do corpo docente, dos métodos de ensino e de avaliação.


Este mecanismo de controlo
, iniciado pela Ordem dos Engenheiros há vários anos, tem vindo a ser copiado por outras ordens nos últimos tempos, nomeadamente pela Ordem dos Arquitectos e pela Ordem dos Farmacêuticos, as quais conseguiram introduzi-lo na recente revisão dos respectivos estatutos legais.
Isto quer dizer que o grau académico na licenciatura legalmente elegível para dar acesso a uma profissão não é aceite pela respectiva ordem profissional". (Fim da citação).



De facto, e já o mencionámos no nosso artigo
de (5-06-2005), os graus académicos que existem no nosso país são oficiais, são títulos que se ganharam com boas ou más notas em universidades privadas ou públicas, em cursos absolutamente LEGAIS.


Todos os cursos de Arquitectura que existem no nosso país foram aprovados pelo Governo, por isso têm todo o CRÉDITO,
e se porventura alguns (podem), poderiam ser questionados, essa oportunidade passou, as questões duvidosas já não se podem colocar, por isso nada a fazer, os cursos merecem para além do crédito a fé pública, logo não podem ser postos em causa (por um controlo ilegal posterior à sua aprovação) por parte da Ordem dos Arquitectos...


O que é mais grave ainda, é que ao pôr em causa ilegalmente cursos, a Ordem dos Arquitectos está a pôr em causa ilegalmente o acesso ao exercício da profissão de um sem-número de licenciados
.


A Ordem dos Arquitectos é absolutamente incompetente à face da lei para ACREDITAR, o que já tem CRÉDITO, para se colocar numa posição absolutamente anticonstitucional.


As restrições que estão a ser postas à LIBERDADE DO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO, para além de serem um atentado à li berdade do cidadão licenciado em Arquitectura são UM NEGOCIO onde se pagam estágios e exames, pasme-se! Estas exigências são totalmente EXCESSIVAS e devem terminar imediatamente.



Diz Vital Moreira ainda "A vocação natural das Ordens Profissionais (onde se inclui a Ordem dos Arquitectos), não é a de controlar a formação académica dos candidatos à profissão, essa já está "acreditada" no título académico, mas sim a de lhes ministrar uma adequada formação quanto à deontologia profissional e quanto à "legis anis" e boas práticas da profissão (coisas que não competem às universidades), e depois proceder ao necessário controlo e punição das infracções a umas e outras.


O mais espantoso a este respeito é que a maior parte das ordens profissionais não cumpre a primeira dessas tarefas elementares e poucas cumprem razoavelmente a segunda".
(Fim de citação).



Quanto a nós a Ordem dos Arquitectos esquece em muitos momentos o seu verdadeiro objecto, para se tentar tornar no verdadeiro legislador, e no verdadeiro educador, para o que, para além da ilegalidade, não tem "gente" com formação adequada a tal tarefa; assim resta o espírito controleiro e perverso.


A Ordem é dirigida por uma arquitecta (contra quem, como pessoa, nada nos move!), que não tem a menor capacidade profissional, para além da sua acção política como membro do Partido Socialista, situação que não se pode considerar uma profissão do domínio da arquitectura.



Esta circunstância torna mais grave o que se passa na Ordem em termos de respeito pela Lei, e em termos gerais de conceito ou uso do conceito de Democracia
.

A Senhora Bastonária deve por dever do seu verdadeiro ofício (política) saber que constituiu um puro abuso a multiplicação das avaliações
, assim como é uma violação da separação de poderes.


De um lado há a formação académica e a sua creditação, que compete às universidades e ao Governo,
e por outro lado há a formação profissional, a deontologia e as técnicas profissionais que são do foro da Ordem.


Trata-se, no fundo, de pôr, como já o enfatizamos, um filtro à entrada na profissão
, e
diz ainda Vital Moreira:


"com o risco de ser instrumentalizado como um mero encapotado de limitação corporativo do acesso à profissão em benefício dos que já lá estão". (Fim da citação).


Voltaremos a este tema, já que está em causa o valor da democracia, o qual deve ser defendido não só pelo Governo e Assembleia da República, como por todas as instituições e pelos individuais.
(Continua). "


Comments on "O ACESSO À Ordem dos Arquitectos (III)"

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 25 junho, 2005) : 

Esta ordem dos arquitectos está queimadissima.
Que vergonha.

 

Anonymous Valha-nos Deus said ... (domingo, 26 junho, 2005) : 

Exmos. Senhores

Grande confusão este vosso texto. Não se percebe o que é vosso, o que é do TT e o que é citação do TT ou vossa. Além do mais, as constantes mudanças de dimensão e cor de letra não ajudam muito nestas transições.
Voçês são licenciados em arquitectura? Tinha melhor impressão dos arquitectos nestas lides de grafismo.

"Continuando a nossa saga" diz o TT no início do texto. Ou muito me engano ou vem ai candidatura do senhor ou de amigos do senhor.

No que diz respeito ao teor da notícia só posso dizer: bla, bla, bla, é sempre o mesmo - o papão da OA e os cordeirinhos dos licenciados em arquitectura.

Já agora relembro (já alguém aqui comentou) que não é bastonária mas sim presidente. Se querem parecer cultos, convém saber...

Cumprimentos

 

Anonymous Valha-nos Deus said ... (domingo, 26 junho, 2005) : 

Exmos. Senhores

Tal como eu previa, são 1:40 e estão todos a dormir.
Os arquitectos não dormem! Trabalham! Mesmo que não estejam a fazer nada em concreto estão a pensar em projects futuros, vêm revistas, assentam ideias...
Ou estão na borga?

Cumprimentos

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 26 junho, 2005) : 

Bem, Valha-nos Deus, nota-se que estás a viver intensamente o que se está a passar.Estás receoso? Sentes o teu conforto em perígo?

Os licenciados que têm as mesmas habilitações académicas que tu não são bichos-papões, são pessoas que defedem legitimamente os direitos que lhes estão a ser negados.

Tu não necessitaste de lutar por eles porque os mesmos não te foram negados pelos colegas anteriores.Esta é a grande diferença.

Bastonária ou presidente. Já que falas nisto, deves saber que o termo foi discutido aquando da transição da Associação para Ordem.Consideraram, então, que Bastonário (de bastão, bengala de apoio ou arma defensiva ou ofensiva)poderia transmitir a imagem severa e castigadora do bastão. Contrária, portanto, ao sentido humanista, universal e plural daquilo que é ser Arquitecto e daí a figura de "Presidente".
Curioso, não é?
Já reparaste, Valha-nos Deus, como todo este sentido original foi pervertido? A OA não é um lobbie? Não é uma corporação? Não é uma instituição à margem da Lei?
Se não é, justifica.

Arquitecto estagiário, O 31

 

Anonymous ui! said ... (domingo, 26 junho, 2005) : 

Vou ali a outro blog mas não posso deixar de dizer que o sr TT está muito bem conservado (em botox ou em formol?) e dá muito sentido e este blog.
Cuidem-se meus!

 

Anonymous arqª recusada à porta said ... (domingo, 26 junho, 2005) : 

Eu tinha gostado muito se me tivesseis aceitado tal como sou, mas, mesmo transvestrido em marylin, não me aceitaram na OA, porque são uns fundamentalenses, xenófóbicos, cogniscientes e inconstitiutiuciunalistas.

Marco Prestes a Entrar

 

Anonymous Valha-nos Deus said ... (segunda-feira, 27 junho, 2005) : 

Exmo. Senhor anónimo

Não sei por quem me toma mas: "Os licenciados que têm as mesmas habilitações académicas que tu "
e "Tu não necessitaste de lutar por eles porque os mesmos não te foram negados pelos colegas anteriores." mostra que não me conhece de facto.

Volto a recordar que em TODAS as épocas há surpresas e que as minhas foram, são ou serão as mesmas ou diferentes mas também são surpresas.
De qualquer modo essas surpresas são sempre anunciadas ou pelo menos ouvimos boatos.
Todos voçês sabiam o que se estava a passar na Ordem mas inscreveram-se à mesma nas faculdades mais reles (quiça por não terem média suficiente). Sim porque NESSAS faculdades entra-se com médias inferiores não é verdade?
Ter o curso X ou o curso Y não é a mesma coisa. Por muito que digam que é, a verdade é que NÃO É.

Cumprimentos

 

Anonymous qwerty said ... (segunda-feira, 27 junho, 2005) : 

o facto é que existem faculdades a mais em portugal e mais nada...

porque nao culpabilizar o estado tb...

portugal a caminho de se tornar uma italia.. agora nao trabalham porque nao podem assinar, quando todos poderem assinar .. não ha trabalho e estao a fazer o mesmo que agora...

ha que ver o mal pelo raiz, ou seja, o numero excedentario de faculdades de arquitectura

o resto é conversa...

 

Anonymous paulo said ... (segunda-feira, 27 junho, 2005) : 

O RESTO NÃO É CONVERSA. Porque também há muito engenheiro que não faz "engenharia", e não deixam de ser engenheiros por isso. E os arquitectos podem fazer muito mais que só projecto, senão vejam bem os actos próprios dos arquitectos definidos nos estatutos da OA.

 

Blogger BiPri said ... (segunda-feira, 27 junho, 2005) : 

Caro Valha-nos Deus,

Tenho tentado estar calado mas esta última foi demais:

"Todos voçês sabiam o que se estava a passar na Ordem mas inscreveram-se à mesma nas faculdades mais reles (quiça por não terem média suficiente). Sim porque NESSAS faculdades entra-se com médias inferiores não é verdade?
Ter o curso X ou o curso Y não é a mesma coisa. Por muito que digam que é, a verdade é que NÃO É."

Ora vamos lá a uns factos.

Entrei para a minha licenciatura em 1996, quando ainda nem existia Ordem dos Arquitectos, quanto mais Regulamento interno de Admissão (actual Regulamento de Admissão). Querendo exercer no futuro os actos próprios da profissão de arquitecto, recolhi a informação necessária e suficiente para saber o que fazer. Em 1996, quando me candidatei a 5 licenciaturas, todas de uma universidade pública, bastava ser licenciado em arquitectura e dirigir-me à então Associação dos Arquitectos Portugueses com o meu certificado de habilitações. Era imediatamente inscrito como arquitecto, pagando somente a jóia de admissão e as quotas subsequentes.

E assim fiz, confiando na informação transmitida pela própria AAP, certo de que cumpriria o percurso académico e de que adquiriria os direitos de todos quantos até ali o fizeram ao procurarem o exercício de tão excelsa profissão.

A minha "reles" faculdade foi tão só a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Universidade pública. E a minha "média inferior" de entrada foi de 17,7 valores, a 3ª mais alta do país logo a seguir à média de entrada em Medicina e Arquitectura clássica.

Portanto, nem o meu curso é reles, nem a minha faculdade tem poucas provas dadas em Portugal (é tão só a escola de arquitectura mais antiga do país, enquanto herdeira da célebre "Aula do Risco" dos tempos do marquês de Pombal e do curso da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa), nem tão pouco sabia eu o que se estava a passar na OA, porque ela não existia e nem sequer na altura se discutia ainda qualquer sistema de ingresso na estrutura profissional. Acrescente-se que, antes da entrada em vigor do RIA em 2002, a taxa de empregabilidade dos licenciados do meu curso era de 98%, que já perdi a conta aos meus antigos colegas que ganharam prémios em concursos universitários de arquitectura, nacionais ou internacionais (como o Europan, o Pladur ou o Secil) e que foram professores desta minha faculdade (alguns foram inclusive meus docentes) que criaram os Departamentos de Arquitectura de muitas das universidades privadas que hoje têm cursos acreditados.

Portanto, deduzo que o mercado de trabalho é medíocre, uma vez que a procura pelos licenciados do meu curso era tão grande. E deduzo ainda que os cursos acreditados das universidades privadas também não serão grande coisa, uma vez que foram criados (e ainda hoje alguns deles são geridos) por professores desta minha "reles" universidade. Estou a falar, por exemplo, da Lusíada, da Lusófona ou da Moderna, todas elas com licenciaturas acreditadas pela OA.

De facto, o curso x ou o curso y não são a mesma coisa. E espero que nunca sejam! Primeiro, porque é saudável existirem licenciaturas de uma mesma área com características diferentes, dependendo do modelo aplicado (europeu ou anglo-saxónico, por exemplo), dos objectivos a atingir (um curso mais técnico, vocacionado para a prática do projecto de execução ou para o acompanhamento de obra, ou um curso mais artístico, vocacionado para o projecto em sí ou para o desenvolvimento das relações artísticas e humanísticas, por exemplo) ou mesmo da região onde se insere (escola de Lisboa e do Porto, por exemplo). Segundo, porque existe uma coisa chamada Lei da Autonomia Universitária que, goste-se ou não, confere às escolas a autonomia para elaborarem os seus planos de estudo conforme bem entenderem. Se são ou não homologados pelo Estado ou se cumprem ou não os critérios exigidos pela União Europeia, é matéria para preocupação da própria escola e dos seus estudantes, se quiserem criar uma imagem de competência e qualidade e se quiserem dar condições aos seus alunos para que estes possam vingar no mercado de trabalho.

O que interessa, de facto, não é a qualidade do curso, porque não é a minha licenciatura que vai praticar os actos próprios da profissão. Sou eu!!! Portanto, a OA não tem de avaliar o meu curso, tem é de avaliar a minha competência profissional! Até porque o estado não lhe conferiu poderes para tal. Caso Valha-me Deus não saiba, apenas o CAFUP (Conselho de Avaliação da Fundação das Universidades Portuguesas) e o CNAVES (Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior) podem avaliar o ensino superior em Portugal. Nenhuma Ordem o pode fazer. Não é a minha opinião. É a Lei.

Mas já estou a fugir um pouco à questão. A esta poderei voltar mais tarde, assim me sinta chamado para tal.

Existem 3 Princípios na Constituição da República Portuguesa que são aqui claramente contrariados.

O Princípio da Não Retroactividade da Lei, porque uma lei que vem alterar para pior uma situação actual não pode ser aplicada sobre factos do passado. Ou seja, a alteração do sistema de ingresso, introduzindo estágios e exames, não está errada em sí. O que está errado é a sua aplicação a quem iniciou a sua licenciatura antes das novas regras terem sido aprovadas. Apenas se essa aplicação fosse benéfica para os licenciados é que poderia o RIA ter efeitos retroactivos (como sucedeu com a lei que criou as pensões para os combatentes no ultramar - aplicou-se sobre factos passados porque trazia benefícios aos destinatários).

O Princípio da Confiança e Segurança Jurídica do Cidadão, porque quando eu me inscrevi para a minha licenciatura apenas necessitaria de ter o certificado de habilitações para me inscrever como arquitecto. Ou seja, tinha a confiança e a segurança de que o meu investimento em tempo, esforço e dinheiro iria ser recompensado com a chegada à OA e a entrada directa, porque eram essas as regras e foi com elas que aceitei entrar no jogo. E não se podem mudar as regras a meio do jogo.

E o Princípio da Igualdade, porque uns têm de realizar exame e outros não. E porque quem terminou o curso (qualquer um deles) em Junho de 2002 entrou directamente para a OA, e eu, que terminei em Julho de 2002, 1 (um!) mês mais tarde, tenho agora de realizar um estágio e uma prova de admissão.

Senhor Valha-me Deus, eu não peço, nem nunca pedi, a minha entrada directa para a OA. A minha situação profissional, embora relacionada com o mundo da Arquitectura, não exige o título de Arquitecto para nada. Mas um dia espero voltar ao meu sonho original, que é o de ser arquitecto e de praticar os actos próprios da profissão. E aí sim, vou EXIGIR que a OA me deixe inscrever directamente. De todas as razões que poderei apontar, utilizo apenas esta: o Regulamento de Admissão da Ordem dos Arquitectos é INCONSTITUCIONAL. E, neste momento, apenas quero que a OA o admita e que o altere. Caso contrário, que as entidades competentes (Provedor de Justiça ou Tribunal Constitucional) se pronunciem sobre o facto, demonstrado no parecer jurídico entregue ao Provedor de Justiça em Outubro de 2003.

Apenas exijo da OA que comprove que não tenho razão. E aí assumirei que estava enganado e daqui a 3 ou 4 anos irei solicitar a inscrição para estágio e o exame. Mas até que alguém me prove, por a + b, que não tenho razão, a minha luta é esta.

Eu não luto para chamar "reles" a nenhuma faculdade. Não luto para chamar estúpidos ou incompetentes aos meus colegas licenciados. Em última análise, é o mercado de trabalho que o dirá. E são situações que cada qual tem de resolver dentro de sí e que as próprias faculdades têm de resolver, transformando-se em locais de excelência.

Apenas luto pela justiça a que tenho direito.

Valha-me Deus, cale-se por uns dias e dedique-se a ler a Directiva 85/384/CEE, o Decreto-Lei 14/90, os Estatutos da OA, o pedido realizado ao Provedor de Justiça e o Parecer Jurídico que o acompanhou. Depois de ler tudo isto, de analisar os documentos, de cruzar informação, de pensar e criar opinião FUNDAMENTADA acerca das razões que levam os licenciados a esta luta, talvez depois, eu me permita a responder a mais posts seus. Até lé, cresça e apareça.

BiPri.

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 27 junho, 2005) : 

BiPri:

Gostei do conteúdo e também do final!

Já mais do que uma vez disse a esse “ Valha-nos Deus “ para se portar como um homenzinho.

Como é possível que alguém pretenda ser levado a sério com este tipo de discurso infantil e provocatório.

Compreendemos que é para distrair as atenções.
Como estratégia é muito baixo tentar denegrir a imagem dos outros.

Este tipo de comportamento é sinal de complexo de inferioridade e de medo. Certamente medo do que se está a passar e de recear que o facto do seu insucesso profissional se dever ao numero de arquitectos na profissão e não ás suas incapacidades profissionais incluindo em termos de falta de preparação académica.

EM TODOS OS CURSOS E UNIVERSIDADES EXISTEM BONS E MAUS PROFISSIONAIS.
TUDO TEM A VER COM AS QUALIDADES INTRÍNSECAS E COM O EMPENHO DE CADA UM.

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 28 junho, 2005) : 

Sr. Valha-nos deus:
'Exmo. Senhor anónimo
Não sei por quem me toma mas: "Os licenciados que têm as mesmas habilitações académicas que tu "(...)Todos voçês sabiam o que se estava a passar na Ordem mas inscreveram-se à mesma nas faculdades mais reles (quiça por não terem média suficiente). Sim porque NESSAS faculdades entra-se com médias inferiores não é verdade?
Ter o curso X ou o curso Y não é a mesma coisa. Por muito que digam que é, a verdade é que NÃO É.
Cumprimentos'

Tenho q discordar!

A questão ñ é,cm diz,serem faculdades reles,até pq algumas eram acreditadas qd a própria FA-UTL teve em risco d encerrar portas.
O q ñ se compreende é a dualidade d critérios e os lobbiezinhos do costume.
O q ñ se compreende,é pq é q há cursos q num ano são acreditados no ano a seguir já ñ são.Será q os q terminaram no ano anterior e q tiveram exactamente os mesmos profs e processos d aprendizagem são menos competentes?Ñ me parece...
ISTO DO ACESSO À ORDEM É UMA PALHAÇADA.
O justo seria todos prestarem exactamente as mesmas provas.Nem todos têm as mesmas competências venham d q universidade vierem!Ñ são os cursos q fazem diferença mas sim as pessoas.
(Que eu me lembre há uma série d arquitectos mundialmente reconhecidos q nunca frequentaram uma universidade)
Cumprimentos,
Ana

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 28 junho, 2005) : 

Alguém sabe alguma coisa da conferência de imprensa ontem na ordem?
Nos meios de comunicação social não vi nada até agora...

 

Anonymous CSI: said ... (terça-feira, 28 junho, 2005) : 

vai ao site da OA:

http://www.mynetpress.com/news/2003,05,0001/ordemarquitectos/net/default.asp?data=7

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 28 junho, 2005) : 

Titulo: Estado não comunica à UE cursos de Arquitectura

Helena Roseta reconheceu que o "sistema é injusto", mas lembrou que a realização das provas foi a FORMA ENCONTRADA PELA OA PARA QUE OS ARQUITECTOS DOS CURSOS RECONHECIDOS POSSAM EXERCER EM PORTUGAL, dado que o Estado não os comunicou, à Comissão Europeia. Jornal Notícias – 28/06/2005 – Pagª. 12


Desde que este sistema foi instituído, o “ sistema “ apenas deixou entrar quem quis.

- De uma vez entraram 4 CANDIDATOS DA MESMA UNIVERSIDADE E DO MESMO CURSO
- De outra vez entrou UM CANDIDATO DE UM PROGRAMA EURASMOS


Este “ SITEMA “ ou “ ESQUEMA “ ou lá o que lhe chamem, ao contrário das palavras da presidente não serviu para que “ os arquitectos dos cursos reconhecidos possam exercer em Portugal” mas ao contrário, nomeadamente por questões de puro corporativismo, para que “ OS ARQUITECTOS DOS CURSOS RECONHECIDOS NÃO POSSAM EXERCER EM PORTUGAL”


QUANTA HIPOCRISIA PODE EXISTIR E SER CAMUFLADA POR UM SIMPLES JOGO DE ARTICULAÇÃO DE PALAVRAS

Como noutra ocasião já havia referido “ POLÍTICO NÃO TEM PALAVRA “

COMO É QUE SE PODE FAZER UMA DECLARAÇÃO DESTAS E DIZER-SE QUE SE DEFENDE PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS.

 

Anonymous Valha-nos Deus said ... (terça-feira, 28 junho, 2005) : 

Exmos. Senhores

Exmo. Bipri

Quase que adormeci coma extensão do seu texto. Não se esqueça que está a escrever num blog e não está a escrever um livro.
De facto não estava a falar da sua prezada Universidade (nada reles) nem da sua espectacular média. Estava a falar da maioria dos outros casos.
Diga-me caro, com essa média demorou tanto tempo a tirar o curso? E não passou na prova de admissão?

Pelo seu discurso voçê deve pertencer a alguma associação de estudantes. Tenha calma porque voçês são sempre os piores. Começam aí e acabam na política a intrujar todos.

Todos falam muito dos lobbies da OA mas todos se esquecem que os maiores lobbies são os das Universidades. São as Universidades que prometem o que não deviam, que reduzem as despesas onde não deviam, que dão notas compradas, enfim, que transformam os cursos em tretas.

À colega Ana tenho a dizer que gostei muito da sua última frase. Revela que sabe um bocadinho de História da Arquitectura. Parabéns.
Sim, e porque tirar cursos?

Cumprimentos

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 28 junho, 2005) : 

O CAIR DA MÁSCARA

Durante todos estes anos a OA andou a dizer que os cursos reconhecidos não cumpriam a Directiva Comunitária e agora já diz que está em condições de dar parecer favorável.

Andou a denegrir e humilhar os licenciados e as universidades e agora já diz que que o Estado Potuguês é que não cumpriu, por não ter comunicado as listas de cursos à UE.

Transcrição do ponto nº 22, do texto distribuído pelo Conselho Directivo Nacional:

«Conclusão: Nestas condições, a Ordem vai solicitar a marcação de audiências urgentes ao senhores Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e Provedor de Justiça, a fim de serem definidos os procedimentos para dar cumprimento cabal à Directiva Arquitectos e para garantir, dentro da lei, o respeito pelos direitos dos licenciados em arquitectura».

É a primeira vez que a OA admite que os licenciados têm direitos e que esses direitos têm que ser respeitados. Antes, eramos apenas vítimas!

Desde há três anos que temos vindo,sem êxito, a informar a Ordem das ilegalidades, inconstitucionalidades e discriminações por si praticadas.
A OA jamais poderá afirmar que desconhecia tudo isto.

Chegou o momento da clarificação. Não há mais lugar a truques, mentiras,proteccionismos...

O resto, virá depois...

 

Blogger BiPri said ... (quarta-feira, 29 junho, 2005) : 

Oh Valha-nos Deus,

Mantenho o que disse no final do meu comentário anterior, mas abro apenas esta excepção porque parece que não percebeu bem o que escrevi (parece ser um mal nacional, esta coisa de as pessoas lerem e não conseguirem perceber o que está nos textos - como é que se chama?... ah! Iliteracia!!!)

"Diga-me caro, com essa média demorou tanto tempo a tirar o curso?"

No texto faço referência claríssima ao meu início de frequência da licenciatura em 1996 e à sua finalização em 2002. Como o meu curso tinha estágio, foram 5+1=6 anos. Parafraseando um ilustre ex-Primeiro Ministro, "é fazer as contas"... Dito directamente: nunca chumbei um único ano e sou licenciado desde 2002, tendo finalizado o curso com média de 14 valores. Mais não foi porque a minha vida não foi só marrar para sair o mais depressa possível da faculdade e fugir dos seus problemas, como a maioria dos meus colegas. Eu fui um daqueles carolas que fez o possível e o impossível para melhorar a minha escola e que desde que o RIA apareceu em 2000 sempre participou activamente nesta luta contra a OA.

"E não passou na prova de admissão?"

Em relação à prova de admissão, de facto não passei, tal como 98% de todos os licenciados que a fizeram. Porque a média de entrada para o ensino superior ou a média de final de curso não interessavam para nada para aquela prova, nem o curso ou a escola de origem, nem a aptidão profissional dos candidatos. O que contou foi apenas a total desadequação da prova aos fins pretendidos (avaliar a aptidão profissional dos candidatos, o que já por sí era de rir, realizar essa avaliação ainda antes de os candidatos terem tido qualquer contacto directo com a realidade profissional, ou seja, antes do estágio que apenas vinha depois da prova), a completa ausência de critérios de correcção (ainda hoje desconhecidos) e o massacre dos candidatos que foram à prova oral pela agressividade das perguntas e das atitudes, não deixando sequer margem para que alguém pudesse estar calmo e confiante na imparcialidade dos membros da equipa de avaliação, como se deseja em qualquer prova que defina o rumo das nossas vidas (sim, fui chamado à oral e também não passei, tal como os restantes 98% de pessoas chumbadas). Já agora explico porque é que fui realizar a prova e a oral: é que para contestar algo é preciso provar que temos razão, e que melhor forma de poder criticar a prova (e todo o sistema de acesso) do que ir lá, realizar a prova com toda a minha arte e saber e trazer o enunciado para casa, servindo o mesmo posteriormente para sustentar o parecer arrasador que o Conselho Superior das Obras Públicas deu sobre a mesma e como prova para futuros processos em tribunal? Sim, porque se eu quero apresentar queixa porque a OA me nega o acesso à profissão, tenho de ter uma resposta formal da OA nesse sentido. Já as obtive a todas.

"Pelo seu discurso voçê deve pertencer a alguma associação de estudantes. Tenha calma porque voçês são sempre os piores. Começam aí e acabam na política a intrujar todos."

Esta frase é uma pérola dos preconceitos, da completa ausência de noção da realidade académica nacional, da parcialidade e da desonestidade intelectual que grassa nessa sua cabeça de homúnculo. Se sou licenciado desde 2002 como é que posso pertencer a uma associação de estudantes??? Quem me dera, pois outros meios teria neste momento ao meu dispôr para encostar a OA à parede. Mas também já não falta muito para tal. E essa onda do "começam aí e acabam na política a intrujar todos" só merece um comentário e quem o deveria fazer era a Exmª Arqª Helena Roseta, pois ela passou pelo movimento associativo e foi deputada até Fevereiro passado.

E dos lobbies das Universidades só tenho a dizer que o assunto, mais uma vez, não é para aqui chamado, porque aqui discute-se o sistema de ingresso na OA e não a qualidade das escolas, dos cursos ou dos licenciados.

Para terminar: já leu a bibliografia que aconselhei no último post? Ah, pois é, dá muito trabalho fundamentar correctamente opiniões, não é? É sempre mais fácil partir da desinformação e do preconceito - que redundam, invariavelmente, na mais profunda estupidez que um bisbórria poderá apresentar. Repito: cale-se, leia aqueles documentos, informe-se, crie uma opinião própria devidamente fundamentada, e então discutirei consigo novamente de acordo com os bons princípios da urbanidade.

Até lá, cresça e apareça!

BiPri.

 

Anonymous cc said ... (quarta-feira, 29 junho, 2005) : 

Oh Valha-nos Deus

Cresçe e desaparece rapaz, as tuas opiniões são fracas e infundamentadas!!

 

Anonymous velhinho said ... (quinta-feira, 30 junho, 2005) : 

aa, bb e cc

rapazinhos ...
haja mais tino e menos tinto

um velhinho

 

Anonymous velhinho said ... (quinta-feira, 30 junho, 2005) : 

aa, bb e cc

desculpem lá este velhinho mas os velhinhos são sempre muito teimosos

também tive mtas dificuldades ou vocês pensam que os cursos eram a borga de hoje?

Perguntem ao Portas e outros veteranos desta guerra da Arquitectura e já agora, àquele vosso tutor e guru, o TT.

Perguntem-lhe o que é trabalhar que disso ele sabe, embora não se possa dizer que não brincou em serviço.

 

Anonymous Valha-nos Deus said ... (quinta-feira, 30 junho, 2005) : 

Caros

Para que fique em registo já tinha lido os documentos antes de ter o prazer de vos conhecer. Eles são acessíveis a todos.
Desculpem mas hoje não tenho tempo.

Cumprimentos

PS. Velhinho! Serás cá dos meus? És do curso de quando? Eu sou de 34.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 30 junho, 2005) : 

Parabéns BiPri,efectivamente o seu texto é longo mas explícito e bem articulado.
Sr. valha-nos deus: se é assim desde nascença os meus pêsames,se é assim só de alguns anos para cá,tente aprender com os outros e ganhe um pouco de humildade,que lhe está a fazer muita falta.

 

Anonymous Tia avó do menino Valha-me Deus said ... (sexta-feira, 01 julho, 2005) : 

Sr anonymous das 0:00 de ontem

Agradecia que não ofendesse o meu querido menino a quem dei tanta instrução em pequenino. O que o senhor é, é um invejoso desde a nascença e os meus pêsames pela sua petulância. Ainda não vi sair nada da sua escrita que chegue aos calcanhares do que escreve o meu sobrinho neto .

Maria de Deus
Tia Avó do Menino valha-me Deus

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 06 janeiro, 2013) : 

said a lot of people cover their lending options in time in addition to with out fees
A leading bill charity wants the numerous individuals investing in these individuals meant for enable in excess of payday loans loans that will 2 bottle this particular. debts a good cause states that around buy your short-term, higher attraction lending options this holiday season. Typically the charitable shows three years before the volume of buyers using them ended up being small.
szybka pożyczka
pożyczki prywatne
pożyczka na dowód lublin
pozyczki-prwatne.net.pl
pożyczki prywatne

http://kredyty-bez-bik.org.pl
http://pozyczkanadowod24.com.pl
http://pozyczki-prwatne.org.pl

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 20 novembro, 2014) : 

Atenção!!!
Venho a ALERTAR, a todos os cidadãos, para terem imenso cuidado na escolha de "arquitetos". Estou há ano e meio com obras na minha casa..
O arquiteto que escolhi, tem um Site "muito bonito" e para quem o vê parece super profissional. Agora, depois de ano e meio de obras muito mal feitas, com trabalhadores escolhidos pelo próprio arquiteto e sem qualquer qualificaçãpo, tenho a casa numa miséria e não sei o que fazer.
O "Arquiteto" é o JOÃO TIAGO AGUIAR!!! cuidado com este sr que parece ser uma pessoa e é outra. Não tem qualquer sensibilidade, não vai á obra e só se AUTOPROMOVE!
venho aqui ALERTAR o próximo para que não aconteca o mesmo que a mim!

 

Blogger Unknown said ... (quarta-feira, 14 outubro, 2015) : 

網頁設計 網路行銷 關鍵字廣告 關鍵字行銷 餐飲設備 製冰機 洗碗機 咖啡機 冷凍冷藏冰箱 蒸烤箱 關島婚禮 巴里島機票 彈簧床 床墊 獨立筒床墊 乳膠床墊 床墊工廠 情趣用品 情趣用品 腳臭 長灘島 長灘島旅遊 ssd固態硬碟 外接式硬碟 記憶體 SD記憶卡 隨身碟 SD記憶卡 婚禮顧問 婚禮顧問 水晶 花蓮民宿 血糖機 血壓計 洗鼻器 熱敷墊 體脂計 化痰機 氧氣製造機 氣墊床 電動病床 ソリッドステートドライブ USB フラッシュドライブ SD シリーズ

 

post a comment