sábado, fevereiro 25, 2006

LICENCIADOS ACUSAM ORDEM

Noticia "Rádio Renascença"








24/02/2006


A Associação Portuguesa de Estudantes e Recém-Licenciados em Arquitectura (APELA) acusa a Ordem de Arquitectos (OA) de afrontar o Provedor de Justiça, ao não acatar as suas recomendações.

Em comunicado divulgado na quinta-feira à noite, a direcção da APELA afirma que a Ordem "assume que não acatará as recomendações", no que considera "uma clara afronta ao Provedor de Justiça", de quem aguarda agora uma resposta à declaração da OA.

Em causa está o regulamento de admissão à Ordem dos Aequitectos e o seu próprio estatuto, que a APELA contesta, por alegadamente violar princípios constitucionais, disse à agência Lusa o seu presidente, Diogo Corredoura, acusando ainda a Ordem de "usurpar" competências que não são suas na avaliação de cursos de arquitectura.

Em 2000, a OA adoptou um regulamento de admissão, quando antes a entrada de um novo arquitecto na sua antecessora, a Associação de Arquitectos Portugueses, era automática quando concluída a licenciatura.

O regulamento passou a condicionar a entrada na Ordem à prestação de uma prova de admissão e de um estágio profissional.

No cumprimento de uma directiva europeia, a OA chamou a si a avaliação dos cursos, mas foi "além" do que a directiva estabelecia e avaliando cursos de ensino superior quando não é essa a sua função, acrescentou a mesma fonte.

A associação exige que o Parlamento emita uma nova autorização legislativa para então se alterar o Estatuto da Ordem, capacitando-a para fazer provas de admissão e estágios e quer que a OA admita os licenciados cujos cursos já tinham começado quando se deram as alterações ao regulamento de admissão.

A presidente da Ordem, Helena Roseta, assume partilhar das dúvidas de constitucionalidade sobre o regulamento de admissão, mas remete a responsabilidade para o Presidente do Parlamento, a quem afirma ter pedido uma consulta ao Tribunal Constitucional.

Helena Roseta afirma que só poderá acabar a prova de admissão "se tal for deliberado pelos órgãos próprios da Ordem" ou por "sentença judicial", mas frisa não acreditar que essa medida contribua "para elevar o nível da qualidade profissional".

Em relação à recomendação para alterar o Estatuto da Ordem, diz que a OA também quer um estatuto "mais eficiente e adaptado às necessidades" do exercício da profissão, mas condiciona-o a uma iniciativa da AR, a uma assembleia geral interna com dimensão suficiente e a um referendo interno que o legitime."

Comments on "LICENCIADOS ACUSAM ORDEM"

 

Anonymous pedro lopes said ... (sábado, 25 fevereiro, 2006) : 

"se tal for deliberado pelos órgãos próprios da Ordem"

Realmente reunir os órgãos da Ordem com a intenção de deliberar a inscrição dos licenciados " dá cá uma trabalhera". SÓ NÃO O FIZERAM JÁ HÁ MUITO TEMPO PORQUE NÃO O QUEREM FAZER

 

Anonymous CSI: said ... (sábado, 25 fevereiro, 2006) : 

pessoal já viram o que a sr Presidente diz:

"A presidente da Ordem, Helena Roseta, assume partilhar das dúvidas de constitucionalidade sobre o regulamento de admissão, mas remete a responsabilidade para o Presidente do Parlamento, a quem afirma ter pedido uma consulta ao Tribunal Constitucional."

A apela diz:

"A associação exige que o Parlamento emita uma nova autorização legislativa para então se alterar o Estatuto da Ordem, capacitando-a para fazer provas de admissão e estágios e quer que a OA admita os licenciados cujos cursos já tinham começado quando se deram as alterações ao regulamento de admissão."

Para mim a Ordem não muda mais uma palavra naquela autorização legislativa.

 

Blogger BiPri said ... (sábado, 25 fevereiro, 2006) : 

Rapaziada,

Para além da RR, atenção às notícias que saíram nos seguintes órgãos de comunicação social:

- Jornal de Notícias
- Diário Digital
- Região de Leiria

Haverá mais, concerteza. Já agora, não houve nenhum "comunicado" da APELA, houve sim um mail a divulgar a resposta da OA (que era no fundo um fw do, esse sim, comunicado da OA à comunicação social) e que tinha apenas um pequeno texto de enquadramento da questão. Os jornalistas é que tomaram essa meia dúzia de linhas como um "comunicado".

A explicação é só porque eu não gosto de confusões...


Um abraço,

Diogo Corredoura.

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 25 fevereiro, 2006) : 

Se existem duvidas absolva-se o réu.

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 25 fevereiro, 2006) : 

Essa é tua luis?????????????

 

Anonymous aka said ... (segunda-feira, 27 fevereiro, 2006) : 

Vamos fazer uma nova manif.
Afinal os orgãos de comunicação social gostam é de espectaculo.

Usemos a nossa criatividade e façamos uma manifestação inteligente, directa e eficaz!

 

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