terça-feira, fevereiro 14, 2006

A SRA. BASTONÁRIA CALOU-SE?!

Hoje o assunto volta a ser discutido no







autor:

Carlos de Abreu Amorim
Escola de Direito da Universidade do Minho
Campus de Gualtar, 4710-057 Braga

Comments on "A SRA. BASTONÁRIA CALOU-SE?!"

 

Blogger BiPri said ... (terça-feira, 14 fevereiro, 2006) : 

Comentário colocado no Blasfémia:


"Continua a haver:

distraídos - que confundem tudo o que lhes passa à frente dos olhos;

cegos - que não querem ver a realidade;

utópicos - que não percebem que já não estamos na idade média e que já não há mestres de obras nem ferreiros que são simultaneamente dentistas;

energúmenos - que teimam em colocar de lado o tema dos posts (a legalidade do actual sistema admissão à OA), continuando a enterrar-se por outros atalhos sem saber o que dizem nem do que falam;

homúnculos - que se escondem atrás de anonimatos para poder insultar a nossa inteligência e integridade.


Com todas as letrinhas maiúsculas, para ver se todos conseguem ler;

O QUE ESTÁ A SER CONTESTADO PELOS ESTUDANTES E LICENCIADOS EM ARQUITECTURA É A LEGALIDADE DO ACTUAL SISTEMA DE ADMISSÃO À ORDEM DOS ARQUITECTOS!!!

Não é se deve existir um sistema de admissão(porque é claro que sim!).

Nem se deve haver exames ou estágios ou ambos ou ainda uma qualquer outra coisa (tudo discutível).

Nem tão pouco se os engenheiros devem poder assinar projectos de arquitectura ou os arquitectos os de engenharia; ou se os arquitectos e técnicos das câmaras municipais são competentes ou corruptos de espírito e carteira; ou se a ordem não deve afunilar a admissão, sendo o mercado a regular tudo (ainda mais discutível).

E muito menos se a escola A é melhor que a escola B ou se o público é melhor que o privado (isso é um problema entre os estudantes e a sua própria escola)!

O que está em causa é a inconstitucionalidade orgânica do Estatuto da OA, a quebra de vários princípios constitucionais, legais e administrativos pelos sucessivos regulamentos de admissão, a negligência do Estado e dos vários Governos na (ausência de) actuação e a arrogância, indiferença, autismo, incúria e desleixo da OA em toda a sua actuação desde que o Regulamento Interno de Admissão foi aprovado a 12 de Fevereiro de 2000.

Há um parecer jurídico, um parecer do Ministério Público, uma Recomendação do Provedor de Justiça e agora outro parecer do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes que nos dão razão. Vários estudos e documentos do Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior que corroboram a nossa posição. Pelo menos 6 processos em tribunal. Uma providência cautelar para sair. Petições na Assembleia da República. Requerimentos dos Grupos Parlamentares dirigidos ao Ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior e ao Ministro das Obras Públicas, Transpores e Comunicações. Três Comissões Parlamentares com o assunto nas mãos. E um processo aberto na Procuradoria-Geral da República. Não chega? Ainda há muita água para correr e como diz o ditado, "água mole em pedra dura"...

Já agora, o Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes é o órgão consultivo do Ministério das Obras Públicas, Transpores e Comunicações, a "tutela" da OA. É a "tutela" a dizer que a OA não tem razão...

E ainda há quem continue a tapar o Sol com uma peneira...

Repito o que tenho vindo a dizer a todos os distraídos, cegos, utópicos, energúmenos e homúnculos - leiam os documentos, informem-se, processem mentalmente toda a informação e depois (só depois) dêem a vossa opinião.

Fartos de ligeirezas estamos nós.


Diogo Corredoura"

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 15 fevereiro, 2006) : 

"É a "tutela" a dizer que a OA não tem razão"

Esperemos que a ordem assuma o documento, se não o fizer isto é caso de policia acreditem, a ordem está a ser manipulada por interesses económicos.

Helena Roseta está ser a cara desta ilegalidade e nada faz desde 2002. Promessas?

 

Anonymous FBR said ... (quarta-feira, 15 fevereiro, 2006) : 

Há alguns anos atrás a sra. Helena Roseta dizia que não sabia de nada do que se passava.
Anos após dizia que se soubessse que tinhamos razão que estaria do nosso lado. O problema era que se tomasse uma posição teria de se demitir.
Há cerca de um ano disse que ainda não lhe provámos que tinhamos razão.
O que é que falta mais?

Anda por aí a pavonear a sua fama de defensora da Liberdade e da Democracia! É a desilusão para as passoas que tinham admiração por ela.
É um embuste, uma mentirosa.
É deste tipo de pessoas que o país não precisa.

 

Blogger arqportugal.blogspot.com said ... (quarta-feira, 15 fevereiro, 2006) : 

O assunto volta a ser discutido no blasfémias hoje, a propósito do comentário do Diogo no post de ontem.

Cumprimentos

 

Anonymous fer said ... (quarta-feira, 15 fevereiro, 2006) : 

Está aqui muita desinformação.
Eis alguns esclarecimentos para melhor compreensão da situação dos LICENCIADOS EM ARQUITECTURA:

1º - Os licenciados em arquitectura, são licenciados por Universidades reconhecidas pelo estado português, e os seus cursos aprovados por portaria.

2º - De acordo com as declarações da Ordem dos Arquitectos, estes cumprem as exigências da Directiva Comunitária para o exercício da profissão no espaço comunitário europeu. Isto é uma hipocrisia. Como é possível eu ter qualificações para exercer a profissão de arquitecto no espaço comunitário e não poder esercer em Portugal?


3º - Existe uma recomendação do Sr. Provedor de Justiça recomendando que a Ordem inscreva os Licenciados em Arquitectura como membros efectivos, ou seja como Arquitectos. A ordem para além de se recusar a acatar essas recomendações ainda se recusa a responder aos ofícios do Sr. Provedor de justiça.

4º - Existe toda uma série de personalidades, juristas, advogados, e professores universitários, entre outros, que regularmente se pronunciam nos meios de comunicação acerca desta situação de discriminação de algumas Universidades por parte da Ordem dos Arquitectos.

5º - Existem licenciados que apenas pelo facto de ter terminado a licenciatura antes ou depois dos seus colegas, com o mesmo curso, se encontram impedidos de ser inscritos na Ordem como arquitectos. Ou seja, SEGUNDO A ORDEM DOS ARQUITECTOS NESTES CASOS A CAPACIDADE PARA O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO DEPENDE DA DATA DE CONCLUSÃO DO CURSO E NÃO DA CAPACIDADE PARA O DESEMPENHO DOS ACTOS PRÓPRIOS DA PROFISSÃO.

6º - Existem licenciados que se encontram há quatro anos impedidos de exercer a profissão de arquitecto, alguns fizeram 2 exames em que não passou ninguém. A Ordem dos Arquitectos não realizou exames, fez “ EXCLUSÕES ADMINISTRATIVAS “.
Entretanto, porque algumas Universidades pagaram cerca de 10 000 € à Ordem, esses cursos foram acreditados e os Licenciados desses cursos que antes tinham chumbado nos exames de admissão à Ordem, foram inscritos automaticamente como membros efectivos da Ordem dos Arquitectos. Como se percebe, a questão da qualidade dos licenciados é uma falsa desculpa.

7º - Como é possível que uma única cooperativa universitária, com três faculdades tenha cerca de 44% das vagas de arquitectura no universo de 28 faculdades? será coincidência ou haverá mais qualquer coisa por detrás disto?

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 20 fevereiro, 2006) : 

Parece que este tema é um sucesso houve muitas heresias (25)!

 

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