quarta-feira, junho 28, 2006

ESTÁGIO DA (DES)ORDEM NÃO OBRIGADO

"Tive hoje uma entrevista com um "patrono" que se propôs pagar-me 250 euros por mês para eu ser desenhador dele em full time durante um ano. E quer 3ds, o gajo. Quais actos da profissão..."

Isto que o colega descreve, é apenas um exemplo da precariedade que os estágios ilegais da OA proporcionam aos jovens arquitectos, pois os estágios existentes no mercado de trabalho não dignificam em nada a profissão de arquitecto e a própria arquitectura.

O problema tende a agravar-se com o passar do tempo, veja-se o exemplo da oferta de emprego no site da OA que em tempos oferecia emprego e que agora oferece estágios não remunerados!

Isto levanta um problema gravíssimo, pois quais são as perspectivas de trabalho para quem acaba o seu estágio e quer ficar empregado ou mesmo aqueles que já se encontram no mercado de trabalho há algum tempo? Nenhumas infelizmente.

A Ordem dos Arquitectos plagiou o sistema de admissão da Ordem dos Engenheiros, ora como é possível comparar os actos próprios do arquitecto aos actos próprios do engenheiro? Parece evidente demais que executar uma estrutura, uma rede de águas ou qualquer acto que diga respeito à engenharia nunca poderá ser comparado à elaboração de um projecto de arquitectura, que regra geral nunca será elaborado pelo estagiário mas sim pelo seu autor.

Mas o mais preocupante depois de tantos posts sobre o assunto, parece que temos aqui colegas que de uma forma inocente até aceitam o estágio precário que a OA criou. O estágio é um percurso natural de qualquer licenciado, o normal quando se acaba um curso é procurar um emprego/estágio, não precisa da OA a cobrar 300 euros .

Depois de 5 anos de licenciatura fico ainda mais incrédulo quando ouço falar em acções de formação de estagiário!

Formação de quê? Descobriram alguma coisa recentemente foi? É segredo? Não fomos informados? Só a OA tem a receita? Enfim …

Se existem lacunas nas licenciaturas relativamente à sua formação e conteúdos, porque razão a OA, não resolveu já essa questão e insiste em manter essa fonte poderosa de rendimentos e de criação de mais organismos internos que tendem a pesar o seu orçamento?

Fala-se na deontologia, mas será que a deontologia não pode ser dada nas escolas de arquitectura na cadeira de direito de arquitectura e urbanismo tal como acontece com o resto da legislação?

A universidade tem a obrigação de formar arquitectos e que OA tem a obrigação de verificar quem efectivamente usa o titulo de arquitecto de forma a prestigiar a profissão. O estágio nunca poderá ser encarado como uma obrigação mas sim como um direito de qualquer licenciados, o resto é puro oportunismo.


Como diria Tiago Mota Saraiva in “A CONDIÇÃO DO JOVEM ARQUITECTO ou UMA GERAÇÃO SEM CONDIÇÃO“

“Por outro lado, os estágios obrigatórios, tiveram um efeito devastador no mercado de trabalho assalariado, desregulando-o. Os milhares de estagiários que anualmente procura lugar para estagiar, aceitando fazê-lo de uma forma gratuita, veio a provocar inúmeras situações de substituição de jovens arquitectos por um, dois ou três estagiários, causando um aumento de desemprego na classe, sobretudo nos membros mais jovens e cujas consequências sociais ainda estão por avaliar. Por outro lado também surgiram autênticos ateliers-sombra compostos por estagiários sem vencimento e por patronos ausentes, sem custos e só com proveitos.”

http://rb02.blogspot.com/2006/04/condio_15.html

Comments on "ESTÁGIO DA (DES)ORDEM NÃO OBRIGADO"

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

Para quem não sabe, o Tiago Mota Saraiva é membro do Conselho Directivo Nacional da OA e para além de Tesoureiro é também "Provedor da Arquitectura".

in site www.ordemdosarquitectos.pt

PROVEDOR DA ARQUITECTURA
João Afonso, Tiago Mota Saraiva, Paulo Fonseca, Ana Vaz Milheiro, Carla Correia

Não bastava a figura obscura do "Provedor do Estagiário", afinal também temos a do "Provedor da Arquitectura"...

 

Anonymous reinaldo dias said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

Se houver um equilíbrio de posições, então a Ordem certamente porá à votação as duas propostas.

Poderá não haver votação, mas pelo menos serão postas a debate duas propostas de novo Regulamento, uma com exame e outra sem exame.

Certamente que este ponto da ordem de trabalhos terá de ter um relatório na respectiva acta, de acordo com o que se tiver passado na Assembleia.

Se a vontade da Assembleia for contra o exame a Ordem não poderá por em prática um regulamento com exames ou outro tipo de avaliação similar.

Tudo o que possa acontecer de reacções entre a Assembleia e o dia 7 de Julho certamente terá um peso inferior às deliberações da Assembleia de membros da Ordem dos Arquitectos.

Portanto haverá todo o interesse que sejam mobilizados membros efectivos para ir participar na Assembleia.

Vale a pena este esforço.

 

Anonymous reinaldo dias said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

Se houver um equilíbrio de posições, então a Ordem certamente porá à votação as duas propostas.

Poderá não haver votação, mas pelo menos serão postas a debate duas propostas de novo Regulamento, uma com exame e outra sem exame.

Certamente que este ponto da ordem de trabalhos terá de ter um relatório na respectiva acta, de acordo com o que se tiver passado na Assembleia.

Se a vontade da Assembleia for contra o exame a Ordem não poderá por em prática um regulamento com exames ou outro tipo de avaliação similar.

Tudo o que possa acontecer de reacções entre a Assembleia e o dia 7 de Julho certamente terá um peso inferior às deliberações da Assembleia de membros da Ordem dos Arquitectos.

Portanto haverá todo o interesse que sejam mobilizados membros efectivos para ir participar na Assembleia.

Vale a pena este esforço.

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

Ainda em relação aos estágios, o não ser renumerado é quase normal hoje em dia, o que acontece e foi o que se passou comigo, fui para um atelier em que os estagiarios são descartaveis, acaba o estágio, vai-se embora e que entre um novo estagiario! Assim não tem despesas porque funciona unicamente com estagiários...como se não bastasse tinhamos condições péssimas e éramos literalmente mal tratados, senti-me como que na escravatura, obviamente vim-me embora...mas houve quem tivesse de continuar e muitos mais infelizmente vão caindo nestes abusos! Isto é o quê? É para isto que estudamos 5 anos para sermos tratados desta maneira?

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

Os estágios são FUNDAMETAIS para a supressão de falhas na formação académica.
É aí que os recém licenciados contactam com a realidade laboral. Podem até contactar, se os patronos o permitirem, com os clientes, o que lhes proporciona um conhecimento para futuros trabalhos.
Estágio, sim, exame não, a menos que seja um exame sobre ética e deontologia.

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

Concordo que os estágios são fundamentais, mas há limites!!! e os nossos queridos colegas usam e abusam de nós! Agora uma sugestão seria um maior controlo da parte da Ordem em relação aos estágios, principalmente às entidades acolhedoras e reduzir o tempo de estágio para que nem dê tempo a sermos "descartaveis"!

 

Anonymous João Almeida said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

Exame sobre ética e deontologia ? será que até os membros da Ordem sabem da existência do código deontológico ? acho que boa parte deles ou não ouviu falar ou então coloca-o de parte no seu dia a dia como arquitecto. Acho q é uma hipocrisia tentadora dizer que os candidatos a membros têm que fazer um exame sobre ética e deontologia quando os seus membros em nada o respeitam. Já agora...com todos os atropelos feitos aos colegas arquitectos, quantos veêm por ano a sua licença suspensa ? 1 ou 2 não ? Para acabar com soluções em troca de meias soluções é atirar barro à parede, pois ele vai acabar por cair.
Solucionem à partida os problemas da admissão, com estágio de 6 meses, que incidirá sobre os actos próprios da profissão, competentes análises dos relatórios dos mesmos, e porque não uma remuneração na base do ordenado minímo nacional? porque não? Porque aquela ideia que o estagiário vai só aprender e não faz nada de jeito para que seja recompensado é treta. Há gabinetes bem conhecidos a ganhar concursos com estagiários não remunerados. Se trabalham por não devem receber?

O meu intuito não é levantar atritos nem discussões sem conclusões com os restantes colegas. Esta é a minha opinião baseada na minha experiência como estagiário e como licenciado em arquitectura. Respeito os colegas com opiniões diferentes da minha, só assim podemos crescer.

Saudações a todos os colegas

 

Blogger arqportugal.blogspot.com said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

"Os estágios são FUNDAMETAIS para a supressão de falhas na formação académica.
É aí que os recém licenciados contactam com a realidade laboral. Podem até contactar, se os patronos o permitirem, com os clientes, o que lhes proporciona um conhecimento para futuros trabalhos.
Estágio, sim, exame não, a menos que seja um exame sobre ética e deontologia."

Ninguém defendeu que os estágios não são FUNDAMENTAIS, a questão passa por deixar o mercado resolver essa questão tal como acontecia no passado, não existe necessidade que a OA obrigue ninguém a estagiar, isso já acontecia e acontece naturalmente.

Quanto ao suposto exame sobre deontologia seria a escola nomeadamente professores/membros da OA os responsáveis por esta formação, uma vez que se trata de um regulamento com 19 artigos.

Proporcionar formação contínua a preços razoáveis com o intuito de actualização dos próprios membros efectivos, isso sim seria bastante positivo.

Cumprimentos

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 28 junho, 2006) : 

Concordo com o estágio, mas na vertente formadora e educacional que o mesmo possa e deva vir a ter, supervisionado de forma eficaz pela Ordem, e não uma forma fácil de arranjar mão-de-obra barata ou gratuita, abundante e qualificada por parte dos patronos, que para muitos (tal como o meu caso) usam e abusam do estagiário, não mostram o mínimo respeito e quase não se lembram que também têm deveres enquanto patronos, e depois no final "deitam fora" porque hão-de vir outros!
Também e simplesmente não vejo o porquê de não ser factor obrigatório, aquando da inscrição em estágio da O.A., a apresentação de um comum contrato de trabalho entre patrono e estagiário, que estabelecesse as condições de trabalho e remuneratórias deste último, e cuja inexistência do dito contrato implicaria a não aceitação do estágio por parte da O.A.. Este contrato asseguraria assim a devida compensação ao estagiário.
É que é angustiante ver como muitos estágios funcionam (ou não funcionam, neste caso).
Á parte dos estágios "não remunerados", que nunca deveriam existir, depois ainda há aqueles estágios fictícios, que resultam de acordos entre arquitectos e estagiários, mas que na realidade nunca o foram, nem sequer nunca trabalharam juntos. O estagiário apenas deixa decorrer o tempo, chega ao fim, entrega um relatório de um trabalho que muitas vezes nem sequer o fez, com o respectivo parecer, e já está.... E durante este tempo pode ter andado a fazer tudo e mais alguma coisa, menos o estágio a que se propôs!
Por fim, há ainda que falar dos estágios curriculares, que eu tive de fazer, para depois acabar o mesmo, obter a licenciatura, e ter de realizar outro estágio! Quando por exemplo, digo que tive de fazer 2 estágios, seguidos um do outro (curricular e profissional), quem está de fora deste "embrólio" todo pensa que estou a gozar... Isto tem algum sentido ou lógica?
A forma como este regime de admissão está a funcionar é completamente ambígua, padece de graves incongruências, enfim, é a lástima total, que só pode comprometer a forma como a profissão se vê e é vista pela sociedade. Realmente, quando são os nossos próprios colegas a fazer-nos isto, só mostra mesmo a "podridão" que infelizmente grassa na arquitectura em Portugal!!!
Cumprimentos a todos os colegas.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

 

Anonymous João Almeida said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

O amigo quererá provar o quê ao colocar o mesmo comentário em dois posts diferentes? não se fique pelas meias palavras e se tem algo a dizer, diga.
Meias palavras não servem para nada, a não ser para criar a dúvida e a incerteza numa altura em que o mais importante é a uniao, ou será que lhe convém esta destabilização ?
Recomendo que de futuro se explique melhor e já agora assumindo a sua identidade, pois denúncias no anonimato de pouco valem. E se tem algo a denunciar, faça o favor de o fazer.
Não estou a tomar partidos pois não conheço nenhum dos intervenientes, mas acho que é descabido andarmos hoje, dia 29 de Junho, dia da Assembleia Geral, a levantar suspeitas sobre quem à primeira vista fez muito para que hoje se veja discutida esta proposta.
Por isso reforça, se tem algo para falar, fale, mas de forma a que todas as pessoas percebam do que fala e daquilo que lhe vai na cabeça.

Bem hajam,

João Almeida

 

Anonymous Ringo Star said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Ai esta ordem a mim não me convém
eu não quero ser escravo
nos braços de ninguém

Ai Ai Ai Ai
eu não gosto disto assim
não os quero ao pé de mim
a roubar-me o pilim

E a roseta a mim não me convém
aparece com estágios
para dar de mamar a alguém

Ai Ai Ai Ai
eu não gosto dessa mulher
não a quero ao pé de mim
a roubar-me o pilim

 

Anonymous reinaldo dias said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Pessoal, o tempo não joga a nosso favor mas água mole em pedra dura....

Nos últimos dias foi proferido mais um despacho acusatório de uma Procuradora do Ministério Público, e como era de esperar ele incide sobre a ilegalidade da Ordem em estabelecer regulamentos de admissão.

Portanto, estamos perante mais um processo despacho de um juiz, em que a Ordem será condenada e obrigada por um lado a proceder á incrição do arquitecto como membro efectivo e por outro lado a proceder ao pagamento da respectiva indemnização.

 

Anonymous reinaldo dias said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Correcção:
Portanto, estamos perante mais um processo "a aguardar" despacho de um juiz, em que a Ordem será condenada e obrigada por um lado a proceder á incrição do arquitecto como membro efectivo e por outro lado a proceder ao pagamento da respectiva indemnização.

obrigado

 

Blogger BiPri said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Caro último "anonymous",

Fazendo minhas as palavras do João Almeida, está a querer dizer o quê? Em bom português, o que é que tem o cu a ver com as calças?!?

Em relação ao "comentário desmobilizador", já o expliquei. Não tenho a culpa que tenha problemas de iliteracia e que não saiba interpretar o que lê.

Se está a insinuar a existência de situações obscuras em relação à instituição à qual estou ligado profissionalmente, faça o favor de o dizer de forma clara (e já agora identificada, para que lhe possa colocar um processo em tribunal por difamação, calúnias e injúrias). Só para o esclarecer, o mail da OA está na nossa mailing list e, tal como todos os outros, recebe a informação que nós enviamos regularmente. Se a publicam ou não no seu site, nós não temos nada a ver com isso. E tanto publicam as nossas actividades como muitas outras de instituições semelhantes.

Mas já agora, obrigado pelo interesse que demonstrou nas mesmas e pela publicidade efectuada.

Diogo Corredoura.


PS - Nunca publicitei nada relacionado com as minhas actividades profissionais aqui no blog. Como já disse anteriormente, existem canais apropriados para falar sobre as mesmas. Este não é um deles.

 

Blogger arqportugal.blogspot.com said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

"Nos últimos dias foi proferido mais um despacho acusatório de uma Procuradora do Ministério Público"

Colega seria possivel enviar-me esse documento? Agradecia.

É muito importante que as pessoas que cometeram e permitiram todas estas ilegalidades sejam severamente responsabilizadas, e a OA tem a sua sentença reservada relativamente a vários processos.

 

Anonymous O malcriado said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Rapaziada, muitos podem pensar que isto está parado, mas não está. Os processos vão entrando e a justiça pode ser lenta mas acaba por chegar. Quando os processos começarem a ter despachos, será uma avalanche.
Os que não intentaram processos, façam-no. Os membros da OA terão o que procuraram. Eles nem perdem por esperar. Estamos naquela fase em que estamos à espera das resoluções. Mas a hora está para chegar.
Mais uma vez, digo, informem-se melhor, deixem de perder tempo a discutir estágios e exames, porque tudo isso é nulo. Não percam tempo a discutir esse tipo de situações. Não passa por aí. Quando a OA cair, cai de vez e cai tudo o que fizeram até agora. Eles só estão a perder tempo e fazer-nos perder o nosso.
O dia da justiça há-de chegar e não tarda.

 

Anonymous O malcriado said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Entretanto, façam tudo o que puderem para boicotar o trabalho da OA. Seja nas assembleias gerais ou não.
E quanto aos colegas que estão a fazer algo desde inicio (vocês sabem de quem estou a falar) deixem-nos trabalhar. Fazem mais esses do que todos a discutir os exames, estágios e negocietas com a OA. Aí, os câes ladram e a caravana passa.

 

Anonymous Khora said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

"Os estágios são FUNDAMENTAIS para a supressão de falhas na formação académica."

É este tipo de afirmações que dá força aos esfolantes e fraqueza aos esfolados, senão veremos:


- Se existem falhas na formação académica, essas falhas deveriam ser colmatadas com programas "reais" e projectos "reais", durante a formação (curso) e não depois. Pagamos impostos para quê? Para chegar ao fim do curso e sermos informados que afinal o que aprendemos está incompleto, daí ser preciso um estágio.


- A ligação entre entre o mundo real e a faculdade deveria ser deito pela Ordem dos Arquitectos, pelo menos a julgar pelos atributos da mesma -
"O estatuto da Ordem dos Arquitectos foi publicado em anexo ao Decreto-Lei n.º 176/98, de 3 de Julho.
O estatuto da Ordem consagra o interesse público da arquitectura e do urbanismo e garante a qualidade dos serviços do arquitecto, um técnico qualificado."

Artigo 3.º | Atribuições

"e) Contribuir para a elevação dos padrões de formação do arquitecto"

"j) Colaborar com escolas, faculdades e outras instituições em iniciativas que visem a formação
do arquitecto."

"o) Acompanhar a situação geral do ensino da arquitectura e dar parecer sobre todos os assuntos
relacionados com esse ensino"


- Que garantias existem que quem faz estágio está mais ou menos preparado para o futuro, e se o patrono for um incompetente, porque estes existem em todas as áreas (não quero com isto insultar nenhum colega, só não somos perfeitos);


- Se depois de um estágio for recusada a entrada, que responsabilidades recaiem sobre o patrono (mesmo que seja conhecido)?;


- Se depois de ser arquitecto reconhecido cometer uma falha grave mas negligente, que responsabilidades tem a Ordem?;


Que saudades tenho da Associação dos Arquitectos, onde não reinava o feudalismo, o compadrio, ou o corporativismo.

Abraços

 

Blogger arqportugal.blogspot.com said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

AVISO: Todos os comentários considerados ofensivos e/ou sem qualquer tipo de fundamento, podem vir a ser removidos

 

Blogger BiPri said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

A APELA também gostaria de receber todas as informações e documentos que possam partilhar sobre os processos em tribunal. Temos alguns mas os pedidos de informação são muitos e como cada caso é um caso, gostaríamos de ter mais exemplos para oferecer às pessoas, de modo a que cada uma possa "montar" o seu processo da forma mais adequada.

Quem quiser fazer o favor de partilhar conhecimentos de forma a ajudar mais colegas, utilize por favor o nosso e-mail (apela_mail@yahoo.com) ou contacte-me (919437239).

Ainda esta semana soube de mais uma queixa a apresentar ao DIAP nos próximos dias.

Obrigado,

Diogo Corredoura.

 

Anonymous margarida t. santos said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

O estágio não é mais do que uma dissimulada manobra de exterminação de novos e potenciais concorrentes. Há que começar pela situação de não existir remuneração nem uma qualquer ajuda de custos. Existem bastantes escritórios assim como instituições que exigem um seguro de trabalho ao estagiário e o que faz o estagiário?? Paga!!
Ora muito bem, os meus parabéns conseguiu um estágio e agora há que entregar o plano de estágio, diriga-se à sua secção para o entregar e não se esqueça do cheque para pagar.
Está a trabalhar, que sorte a sua, num horário das 9h às 18h, e despesas essas existem sempre, transportes e alimentação, que faz paga.
Trabalhou mais de um ano e precisa do seu numero efectivo para tentar, pois a esperança é a última a morrer, arranjar um emprego. Vamos lá entregar o Relatório de Estagio, mas a sua conta está a zero com tanta despesa e não tem 95 euros para pagar, paciencia há que esperar por outra data de entrega, talvez aí já tenha dinheiro.
E agora que faz, tenta sobreviver. Já agora quanto lhe custou o estágio?
Caros colegas, antes demais há que discutir o papel desta instituição que nos rege e que teoricamente nos defende. A discussão deverá ser feita nas assembleias gerais, é urgente e necessária a mobilização dos associados, a sua comparencia e o mais importante a intervenção activa em todas as discussões da Ordem e seus orgaõs.
quer nas assembleias gerais quer em todas as mais pequenas discussões existentes a nivel de secções regionais.

 

Anonymous arq! said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Colega provavelmente ainda não foi o teu caso, mas ainda faltava referires os 150 euros pela prova de admissão + 2 semanas sem trabalhar para a elaborar + viagens a lisboa + prova escrita + viagens + 100 euro no recursos + viagens e clro temos sempre de comer umas sandes.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Então vamos ver mais logo quem está na Assembleia da Ordem?

Pelas intervenções parece que não vão faltar participações.

Vamos a ver?, como diz o cego.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 29 junho, 2006) : 

Já repararam na ironia da definição de patrono.

patrono


do Lat. patronu

s. m.,
defensor;
advogado em relação aos seus estagiários;
protector;
padroeiro;
senhor em relação aos seus libertos.

Digam-me se não é irónica?

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 30 junho, 2006) : 

Então ninguém foi à asembleia da Ordem????

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 30 junho, 2006) : 

Eles falam, falam, falam
Mas eu não os vejo a fazer nada

Awake shake dreams from your hair, my pretty child

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 30 junho, 2006) : 

fechou para féias

vai tudo descansar

 

Anonymous Mafalda said ... (sexta-feira, 30 junho, 2006) : 

sim de facto é lamentavel, um assunto deste e que afecta centenas de estudantes e recém licenciados e não aparecer quase ninguém, termos sido pouquissimos! Perdeu-se lamentavelmente a unica oportunidade de defender e de mostrar que estamos unidos e a lutar pelos nossos interesses! assim, de facto não vamos a lado nenhum!

 

Anonymous João Almeida said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

mas afinal como correu? foi assim tão pouca gente? houve algum concenso quanto ao ante-projecto? como é que não há comentários acerca da assembleia?!

 

Anonymous arq! said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

Ao que parece a prova vai mesmo não vai existir, apenas o Pina e o Nuno Simões é que concordavam com a prova naquela assembleia de uma forma sobejamente descarada porque os senhores não querem:

Perder o tacho (esta gente não tem trabalho e vive á custa da OA)
Perder poder na OA (no caso das provas acabarem ninguem liga a estes 2 otários)

Isto o pessoal quer é aprovar para ter poder tal como acontece nas camaras
Houve uns quantos membros efectivos incluindo um ex presidente da OA a discordar da prova e a dizer tal como helena roseta que tambem chumbava.
Onde estão os nossos professores de projecto nestas alturas,alguma desta gente está-se a cagar para as pessoas que formaram e o resultado está á vista em muitos casos. Quem sabe se não deveriam ser estes senhores os primeiros a apresentar provas de que estão aptos a leccionar. Afinal é uma grande responsabilidade, e pelo que a OA diz existem pessoas mal formadas . Fica a ideia

Se tivermos bons professores teremos certamente bons licenciados

 

Anonymous João Almeida said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

Se assim for, a luta de alguns anos traz os seus dividendos. Mas que seja apenas o início de uma longa luta para os restantes direitos dos jovens licenciados de arquitectura.

Saudações

 

Anonymous arquitecto discriminado e ofendido said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

Quem deu a cara pela defesa da prova foi o António Pina e o João Marques. É claro que se encontravam a ladear o Nuno Simões, logo disseram também aquilo que ele pretendia dizer e não disse. O António Pina foi veemente na sua defesa do exame, já o João Marques falava em avaliação, dava-lhe outro nome mas no final não passaria de um exame com outra designação.

O problema destes senhores não é estarem a favor ou contra a prova, a situação é que os dois estão empregados a avaliar os planos e relatórios de estágio. Se esta situação terminar os dois poderão ficar no desemprego.
Na Assembleia geral, estes senhores não estavam a lutar pela manutenção do estágio, do exame ou da qualidade da arquitectura. O PROBLEMA DESTES SENHORES É LUTAREM PELA DEFESA DO SEU EMPREGO. Se assim não fosse talvez esta situação já tivesse mudado há muito.

Ao Sr. António Pina faço uma sugestão que ele fez a diversos licenciados de Universidades “Reconhecidas”: “poderá sempre encontrar outras profissões como exemplo desenhador, como professor ou outro tipo de emprego”. Depois deste comentário talvez o Sr. Pina compreenda como é que as pessoas se sentiram ao ouvir isso da sua boca.

 

Anonymous João Almeida said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

Realmente estamos entregues a pessoas que só defendem os seus interesses próprios. Esses dois tipos ainda vão ser responsáveis pelos retrocessos e abusos que certamente vão continuar a haver para com os jovens licenciados. Mas se a bastonária e mais alguns elementos não pretendem a prova de admissão, vamos lá ver o que nos espera.

Saudações

 

Anonymous arq! said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

"O PROBLEMA DESTES SENHORES É LUTAREM PELA DEFESA DO SEU EMPREGO. "

Claro como agora se vão acabar com os planos de estágio o man vai fazer o que? Estava a ver se burocratizava de outra forma para manter o tacho.

Vai arranjar outro "emprego" malandro e deixa os outros trabalhar!!

Colegas para quando um processo conjunto a nivel nacional para responsabilizar as pessoas que cometeram as ilegalidades?

Precisa-se de um bom advogado claro está, gostava de ouvir sujestões sobre o assunto.

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

Pois é: a ser assim estes senhores teriam que sujeitar-se ao mercado de trabalho. Isso, claro, eles não querem. Seriam mais alguns a ir parar ao Centro de Emprego, como centenas de todos nós.

Por isso querem arranjar maneira de se manterem no "poleiro".

Que tristeza...

Cumprimentos a todos os licenciados.

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

A grande tristeza é que por causa do emprego deles têm estado no desemprego centenas ou milhares de licenciados.

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 01 julho, 2006) : 

os senhores acima mencionados nunca se irão preocupar com emprego, pois isto de ser funcionário público permite algo chamado licença sem vencimento, quando o mandato acabar retornam a casa de origem.
para quando a discussão dos quadros em licença sem vencimento que barram o emprego a quem quer trabalhar?

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 02 julho, 2006) : 

VIVA PORTUGAL, CARAGO!

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (domingo, 02 julho, 2006) : 

Como já é habitual o número não faz a força mas sim a organização. Somos poucos mas bravos!

Estamos a ultimar o processo para a apresentação de uma Queixa-crime contra os títulares dos órgãos sociais da OA (em nome individual e como dirigentes da OA) acusando-os de "abuso de poder" com a intenção deliberada de provocar prejuízo a terceiros", crime que não dará cadeia, mas dará certamente pena suspensa e multa, o que os incomodará concerteza, pois serão constituidos "arguidos".

Como sabemos a actual direcção não tem atendido às recomendações do Provedor de Justiça e do próprio Governo, MCTES e MOPTC e isso poderá trazer-lhe também alguns dissabores...

Uma das consequências poderá ser a destituição da actual direcção, mesmo à posteriori.

A base do processo é a de que no cargo que ocupam são equiparados a "funcionário" do Estado e estão sob a alçada legal a que os funcionários públicos estão sujeitos no desempenho das suas funções.

As posições reiteradas pelos vários titulares dos órgãos sociais da OA em que de forma sistemática e continuada insistem em colocar de fora do processo de inscrição da OA os licenciados pela UFP poderá sair-lhes caro!... Vamos lá ver!

Quando as coisas estiverem materializadas daremos mais notícias no Blog.

 

Anonymous arq! said ... (domingo, 02 julho, 2006) : 

"órgãos sociais da OA em que de forma sistemática e continuada insistem em colocar de fora do processo de inscrição da OA os licenciados pela UFP"

Quer dizer que as declarações de Helena Roseta no passado dia 18 MAio eram mais uma vez mentiras.

 

Anonymous joão lagarto said ... (domingo, 02 julho, 2006) : 

As intenções de mover processos contra a Ordem dos arquitectos e seus dirigentes, até aqui na sua maioria não passam disso mesmo, "meras intenções".
Se formos a ver, não existem meia dúzia de processos em tribunal contra a Ordem.

O que é gratificante, é que os existentes são “poucos mas bons”, em quase todos esses processos o Ministério Público já lavrou o respectivo despacho acusatório, encontrando-se quase todos a aguardar marcação de julgamento.

Nesses despachos acusatórios, os respectivos Procuradores do Ministério Público confirmam as acções como devendo ser julgadas “inteiramente procedentes”, segundo os respectivos pareceres.

Portanto esta nova posição da Ordem, de certo modo também é uma tentativa de adiantamento das decisões judiciais, que a seu tempo sairão dos tribunais para envergonhar a Ordem dos Arquitectos.

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 03 julho, 2006) : 

Como quase tudo em Portugal, a justiça ainda é mais lenta que a Ordem a repor situações injustas.

E a Ordem, enquanto orgão não deve ter vergonha, a Ordem somos nós, quem deveria ter vergonha são os seus representantes.

Alguém sabe porque é que do ano de 2005 para este ano (2006) a Ordem vai gastar mais 1.000.000 de euros a mais.

Justificação para gastar mais 51.000 euros, neste ano numa equipa de Marketing e Publicidade, com tantos criativos associados à Ordem, convém a alguém esta equipa, e quem a coordena.

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 03 julho, 2006) : 

Já ta tudo de férias!!!!!!!!

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 03 julho, 2006) : 

e para quando a OA torna público os honorários dos seus representantes??

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 03 julho, 2006) : 

Já agora era relevante saber-se realmente quem tem ou moveu Processos Judiciais contra a Ordem. Será que são assim tão poucos? Ao que tenho conhecimento, o pessoal do ISMAG de Portimão e de Arquitectura de Interiores da FAUTL, com 2ª licenciatura em Arquitectura pela Lusíada de Lisboa, têm Accções contra a O.A.! Quem mais? Era conveniente saber-se. Que tal quem meteu Processos em Tribunal ou mesmo quem já está em diligências para o fazer, dizê-lo aqui. Quem sabe se até não era adequado unir forças, ou tirar elações e conclusões no que respeita aos vários Processos! Deixo aqui o mote...

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (segunda-feira, 03 julho, 2006) : 

Creio que o nº de processos em tribunal contra a OA são efectivamente muito poucos e embora o nº de processos dos alunos do ISMAG seja reduzido representam contudo algumas dezenas de alunos, pelo que julgo saber.

Quanto aos alunos da Universidade Fernando Pessoa existem 3 já em tribunal há alguns meses e existem mais 4 já em processo de recurso hierárquico dentro da OA, que mal venham recusados serão logo presentes a tribunal, pois já estão na mão de advogado.

Embora o nº de processos seja reduzido no caso da UFP estes correspondem a quase todos os licenciados por esta Universidade, onde apenas uma aluna não deu continuidade ao processo.

Para além disso existe o próprio processo da Universidade contra a OA para o qual já foi metido o recurso, estando ainda em preparação o pedido de indemnização cívil que será apresentado em breve a tribunal.

Entrará ainda em tribunal uma Queixa-crime contra os titulares dos órgãos sociais da OA o mais tardar até ao final da próxima semana, a minuta já está redigida estando apenas dependente das procurações dos queixosos que estão a ser reunidas.

 

Anonymous arq! said ... (segunda-feira, 03 julho, 2006) : 

" Entrará ainda em tribunal uma Queixa-crime contra os titulares dos órgãos sociais da OA o mais tardar até ao final da próxima semana, a minuta já está redigida estando apenas dependente das procurações dos queixosos que estão a ser reunidas. "

Quem são os autores desta queixa-crime?

 

Anonymous João Almeida said ... (terça-feira, 04 julho, 2006) : 

bem...isto vai estoirar!
Já era altura.

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (terça-feira, 04 julho, 2006) : 

Como seria de esperar dos alunos e da Universidade contra a qual a OA tomou a posição mais destrutiva e que provavelmente será uma das razões da queda da OA. A OA não cairá devido a causas que tiveram origem no exterior mas de atitudes e decisões que foram geradas no seu interior!!

Sempre acreditamos que tinhamos lá dentro muitos aliados!!

Que tudo farão para nos aceitar, a nós licenciados da UFP e a todos os outros por arrasto!... Perdoem-me a imodéstia!

Como já disse daremos notícias quando as coisas estiverem materializadas, bem como do suporte jurídico em que se baseará a queixa. Pode ser que alguém mais resolva avançar!!

 

Anonymous arq! said ... (terça-feira, 04 julho, 2006) : 

E pah grande universidade, pelo menos não se deixa levar em histórias do vigário ... estou só á espera de ver quem vai pagar a idmenização. Era justo que fossem os orgãos da OA e não os membros.

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 05 julho, 2006) : 

IS THERE ANYBODY OUTHERE...

IS THERE ANYBODY OUTHERE...

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 05 julho, 2006) : 

Como ficarão os estágios quando estiver em curso Bolonha? Alguém sabe, a ordem também não.

Vendem-nos licenciaturas de 3 e 4 anos, para quê?

Quais as vantagens de um mestrado?

Qual a qualidade dos professores? Quantos professores universitários existem hoje sem capacidade para dar aulas ao secundário quanto mais a alunos universitários.

Se os estatutos da ordem dizem que podemos ser admitidos com uma licenciatura em arquitectura, será que o ensino vai melhorar ou piorar.

Convém é acabar os cursos rapidamente para assim ser tornar camelo de carga, e tal como os camelos, nós precisamos de pouca água ($$$) para viver.

 

Anonymous Movimento de deportação da helena para uma gruta no tibete said ... (quarta-feira, 05 julho, 2006) : 

ASCENSÃO DE UMA POPSTAR

O ANTES

"Da sua eleição para a Ordem dos Arquitectos, diz: "Foi não prevista e inesperada. Um movimento de jovens arquitectos veio ter comigo com uma proposta muito bonita, para mudar a ordem das coisas. As propostas que eles tinham eram o que eu queria fazer, tudo fazia sentido. A ideia que defendíamos não era só a de tratarmos dos problemas da classe, mas sobretudo a de defendermos o direito à arquitectura, para que as pessoas tenham
um quadro de vida mais harmonioso."

"Com o movimento de jovens arquitectos, Helena Roseta logo se envolveu a sério, na vontade de concretizar objectivos: "Gosto do intergeracional, não precisamos de tradutor. O que eu entendo, eles entendem. Para quem esteve envolvida nos processos políticos, é refrescante saber que há outras coisas para fazer. Começou-se logo a trabalhar. Queremos que se façam arranjos exteriores para valorizar os largos, as praças, as ruas, os espaços públicos onde as pessoas se encontram. Esses espaços estão maltratados, sujos, feios. O Miguel Torga disse que 'em Portugal o que é comum não é de nenhum'. É preciso fazer ao contrário, que o que é comum seja de todos."

Helena roseta em entrevista "http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Helena_Roseta.htm"

O DEPOIS

A OA vai deixar de avaliar os cursos de Arquitectura – será o Ministério da Pedro Catarino
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) a fazê-lo – e os candidatos a
arquitecto terão de realizar um estágio de doze meses, que contará com duas
vertentes: a prática profissional (trabalho realizado no ateliê ou organismo onde
estagia) e a formação complementar. “Só exigimos um diploma de um seminário
ou curso de especialização, que aborde áreas como os mecanismos legais,
contratos, gestão de obras e ateliês, leis de ordenamento do território,
conhecimentos que são obrigatórios para exercer a profissão”, explicou Helena
Roseta.

A avaliação final constará de duas provas: uma sobre deontologia e outra sobre
o projecto. A OA, referiu Helena Roseta, defende a obrigatoriedade de todos os
cursos homologados obedecerem à directiva comunitária aplicável e a
obrigatoriedade da formação complementar durante o estágio. “Queremos maior
responsabilização dos arquitectos”. Este ano ainda só foram realizadas 16
provas de admissão à OA: seis candidatos reprovaram.
Em 2005 foram abertas 2131 vagas nos 22 cursos de Arquitectura. Com o Processo de Bolonha, os cursos
terão ciclo integrado, sendo que para exercer a profissão os candidatos terão de ter o mestrado (cinco
anos). Actualmente há 13371 arquitectos inscritos na OA.

Rosinha go home, please.

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 05 julho, 2006) : 

Anda tudo com a garganta afinada. Mas acção nada... porque se todos que falam defendessem com garra isto não estava assim até hoje.

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 05 julho, 2006) : 

Agora é só heróis.

A guerra ainda não está ganha.Só temos ganho batalhas e isso não quer dizer que a guerra esteja ganha.

já se esquegceram da petição?

Continuem a recolher assinaturas porque até ao lavar dos cestos é vindima.

 

Blogger BiPri said ... (quinta-feira, 06 julho, 2006) : 

NOTÍCIA:

"O papel da Ordens e a regulamentação profissional"

Realiza-se no próximo dia 13 de Julho, pelas 14:30h, na sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, um seminário sobre "O papel das Ordens e a regulamentação profissional".

O evento será composto por duas conferências principais, onde será analisado o papel das ordens nas sociedades modernas, num painel moderado pelo director do Diário de Noticias, António José Teixeira, e que contará com a participação dos bastonários das diversas Ordens Profissionais.

No painel seguinte será abordada a regulação das profissões e a relação com a Autoridade da Concorrência, bem o impacto de Directivas europeias nas diversas profissões regulamentadas. Neste painel, serão ainda analisados os impactos das Directivas de Qualificação Profissional e Directiva de Serviços através das intervenções previstas de Jorge Miranda, Joel Hasse Ferreira, Miguel Lopes Cardoso e Filipa Carvalho Marques.

Os interessados em participar neste evento devem formalizar inscrição através da Ordem dos Engenheiros, através dos telefones 21 312 32 600, do fax 21 352 46 32 ou através do e-mail gracacamamra@cdc.ordeng.pt

'bora, toca de aproveitar as oportunidades!!!

Diogo Corredoura

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 06 julho, 2006) : 

Não existem registos na ordem dos arquitectos?

Estarão eles muito ocupados a fod#$&-nos o futuro, ou será mesmo pura inépcia.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 22 setembro, 2006) : 

após 5 entrevistas em duas semanas para estágio, só tenho vontade de rir, isto é patetico, o que querem pagar.

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 02 outubro, 2006) : 

...se eu soubesse o que sei hoje, quando ingressei no curso...ui ui

estou deprimido....

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 05 fevereiro, 2007) : 

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Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 23 setembro, 2009) : 

Encaro o estágio como mais uma etapa da minha formação. Mas não posso aceitar esta exploração. É patético os valores que aí oferecem com a desculpa que é estagiário! E mesmo depois, do estágio, os valores são semelhantes para os jovens arquitectos. É simplesmente vergonhoso e não é compreensível este tratamento, que no fundo, é dados por colegas!

Duarte Paiva

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 02 maio, 2013) : 

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