quinta-feira, julho 20, 2006

SUSPENSÃO DOS PROCESSOS DE RECONHECIMENTO E ACREDITAÇÃO

"No passado dia 06 de Junho, teve lugar a 22.ª reunião do Conselho Directivo Nacional, tendo sido deliberada a suspensão dos processos de Reconhecimento e Acreditação em curso.

Nesta decisão pesou o facto de se encontrar a decorrer o processo de revisão do Regulamento de Admissão, tendo sido já aprovado o Ante – Projecto de Regulamento de Inscrição, que se encontra em debate público, o qual contempla o fim do sistema de Reconhecimento e Acreditação de cursos de Arquitectura pela OA, conforme a Proposta de princípios para a Revisão do Regulamento de Admissão, aprovada na 20.ª reunião do CDN, de 20.04.2006.

Relativamente aos processos que se encontravam a decorrer, o Conselho Directivo Nacional entendeu prorrogar as Acreditações dos planos de estudo dos quais houve pedido de renovação da Acreditação, vistos manterem as características anteriormente avaliadas, nomeadamente:

Curso de Licenciatura em Arquitectura da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa;
Curso de Licenciatura em Arquitectura da Escola Superior Artística do Porto;
Curso de Licenciatura em Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra;"

fonte: http://www.ordemdosarquitectos.pt/

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A OA incrivelmente consegue suspender e prorrogar ao mesmo tempo, mas o mais incrível é o facto de esta ter suspendido os procedimentos que davam origem à discriminação, e no passado dia 14 de Julho efectuado mais um exame ilegal baseado nessa avaliação aos cursos.

O exame ilegal não suspende?

Isto tem um nome, burla!

A Ordem dos Arquitectos burlou universidades e continua a burlar os licenciados em arquitectura.

A prova disso é a resposta que a OA deu ao ISMAT no passado dia 6 de Julho sobre a acreditação que este solicitou. A universidade pagou 10 000 euros e a OA subscreve que não tem competências para manter o sistema de reconhecimentos e acreditações.


Relembra-se que a Ordem dos Arquitectos obrigava de uma forma ilegal as universidades a requerer a avaliação, pagando 3.500€ pelo reconhecimento e 10.000€ pela acreditação, os licenciados pagam 300€ por cada inscrição no estágio e 150€ por cada inscrição na prova de admissão.

A OA terá arrecadado cerca de 350.000€ em 2005 e cerca de 1.000.000€ desde 2000.

Comments on "SUSPENSÃO DOS PROCESSOS DE RECONHECIMENTO E ACREDITAÇÃO"

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

Pessoal!!

Acabei de receber a notícia.

A Universidade Fernando pessoa ganhou o recurso no processo que tem contra a Ordem dos Arquitectos.

A OA pode sempre recorrer, mas creio que a coisa começa a aquecer!!

A OA que prepare o cheque que vai ser "gordo" quando tiver de pagar a indemnização.

O Tribunal Administrativo de Penafiel solicitou a quantificação dos prejuízos de mais uma aluna da UFP que também irá hoje para tribunal.

Vamos ver se a coisa se resolve

 

Anonymous arq! said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

Excelente noticia, mas agora quem paga são os membros ou a direcção?
Sim provavelmente a OA vai recorrer mas quem sabe não piora as coisas ainda mais, agora uma coisa é certa nada paga a situação em que os licenciados ficaram com esta direcção da p_ta da Helena Roseta.

Um abraço ao resistentes que não baixaram as calças no passado dia 14.

 

Blogger BiPri said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

OS arquitectos, membros efectivos da OA, deveriam obrigar os membros titulares dos órgãos implicados em todo o processo de admissão a assumir as consequências dos seus actos.

Quando o gestor ou administrador pratica acto lesivo numa empresa, é ele o responsável por repor os danos causados. Ainda a semana passada saíu a notícia de que o Estado ia obrigar 6 gestores a pagar a dívida das suas empresas à seguraça social, uma vez que a responsabilidade pela tomada das decisões que levaram à dívida foi deles.

Os arquitectos deveriam convocar uma assembleia geral para aprovar uma proposta que dissesse exactamente isso: quem deve pagar são os responsáveis pelas decisões e, sobretudo, pela decisão de manutenção da situação apesar dos diversos alertas e documentos que indicavam que a situação era ilegal.

Diogo Corredoura

 

Anonymous arq! said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

Com a crise que anda no Pais e na profissão ver gente irresponsável esbanjar o pouco que há é inadmissível, penso que não será muito complicado reunir alguns arquitectos explicar o que se anda a passar dentro da OA.

É inadmissível que a OA gaste dinheiro com:

Processos em tribunal contratando os melhores advogados contra os licenciados

Indemnizações que terão de ser pagas ás universidades e lesados

Tenho a certeza que assim os meninos que tomam as decisões pensavam 2 vezes.

Vamos convocar uma assembleia geral, excelente ideia Diogo

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

então e agora?

no período pós-"suspensão/prorrogação" e pré-"novo modelo de admissão" o que acontece?

exames?
ou nada?
quem estava em situação de acreditado o que pode fazer para entrar na ordem?
e quem estava em situação de reconhecido?

espera?

 

Anonymous José Relvas said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

Aqui a Sul as coisas também estão quentes.

Já existem vários despachos acusatórios do Ministério Público do Tribunal Administrativo de Loulé, pelo menos 3, todos eles contra a Ordem. É natural que em breve surjam as sentenças judiciais, e quando aparecer uma certamente as outras não demorarão.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

E que tal um inquérito aos membros efectivos?

 

Anonymous Adalberto said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

Finalmente, começam a ser proferidas decisões dos tribunais. Mas isto é apenas o princípio das cerca de 3 dezenas de queixas que já estão no tribunal a aguardar decisões.

Agora é que a Helena Roseta tem razão para dizer que a "situação é insustentável".

Foi a própria Roseta que repetiu, publicamente, vezes sem conta, ao longo destes 5 anos que "haviam problemas juridico-legais", que tinham de haver vítimas" e que "quem não concordar que vá para tribunal".

Eis que esta senhora tem o que pediu.

Todo o problema da discriminação foi feito de forma deliberada e intencional, no perfeito conhecimento do mal que se estava a causar.

Quando se fala da Helena Roseta deve falar-se, igualmente, do Nuno Simões, do João Afonso, do Manuel Vicente, do Tiago Mota Saraiva e de todos quantos, com funções directivas, forçaram a manutenção deste hedindo sistema extorsionista e discriminatório.

Este país só se endireita quando cada um tiver que responder pelos actos que comete e pagar pelos respectivos danos.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 21 julho, 2006) : 

E caso os arquitecto tenham dúvidas sobre se devem ou não responsabilizar os colegas dos órgãos da OA, basta dar uma espreitadela ao relatório de contas do ano passado e confirmar quais os titulares de cargos que ganham pelo desempenho das suas funções - e quanto é que ganham!!!

Como, por exemplo, um Secretário do CDN a ganhar 40.000 € por ano. A OA anda a pagar qualquer coisa como 700 contos por mês a um tipo para andar a fazer a borrada que fez?!?

Há cada vez mais licenciados a entrar e muitos sofreram na pele esta história. Desde 2000 entraram 3.500 novos arquitectos para a OA. Se 800 deles (deles e dos outros) assinassem um pedido de marcação de Assembleia Geral para discussão desta matéria, o Presidente da Mesa da AG é obrigado a marcá-la. E se depois conseguissem aprovar uma proposta nessa AG a responsabilizar os membros dos órgãos pelos actos danosos, aí é que era lindo!

Colegas, acham que conseguem?

 

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