quinta-feira, novembro 02, 2006

73/73 - COMUNICADO DA OA

VIA : http://rb02.blogspot.com/



"Comunicado da Ordem

2.11.06

A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E A REVOGAÇÃO DO DECRETO 73/73

Passaram os trinta dias, passaram os quinze dias, passaram os noventa dias e não aconteceu nada. Nem a Assembleia votou, nem o governo apresentou o seu projecto. Iremos solicitar com urgência ao Presidente da Assembleia da República que promova o cumprimento da lei, agendando no mais breve prazo o nosso projecto para votação na especialidade e final global.


Comunicado - A AR e a revogação do decreto 73/73



2.11.06

Com a autorização do IMOPPI ( Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário ) colocamos à consideração dos membros da Ordem a proposta de revisão do decreto 73/73 elaborada a pedido do governo.

A Ordem dos Arquitectos considera que a excepção prevista no art.º 9.º n.º 3 desta proposta, ao abrigo da qual “os projectos de arquitectura de edifícios correntes, sem exigências especiais, que não excedam dois pisos acima da soleira e cuja área não ultrapasse os 400m2 podem também ser elaborados por agentes técnicos de arquitectura e engenharia com carteira profissional e cumprindo as demais condições inerentes à sua actividade.”, desfigura a iniciativa de cidadãos pendente no Parlamento.

Há que ter a coragem de optar: ou a Arquitectura é feita por arquitectos, ou não. O que está em causa não é o tamanho do edifício, é a natureza do projecto de Arquitectura.

Comments on "73/73 - COMUNICADO DA OA"

 

Anonymous arq! said ... (sexta-feira, 03 novembro, 2006) : 

Isto é o resultado de quem não sabe do se anda aqui a falar, os Políticos e a sociedade em geral não sabem do se está a falar quando falamos em arquitectura .

Colocar construtores civis a fazer arquitectura e calculo de estruturas é uma irresponsabilidade que não pode ser permitida, é urgente esclarecer a formação destes técnicos de forma a não haver problemas e confusões.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 03 novembro, 2006) : 

Se a Ordem tivesse dispensado ao 73/73 a mesma energia que dispensou para impedir que os licenciados não fosem inscritos certamente teria mais credibilidade e nesta altura a proposta do decreto teria outro teor.

Por outro lado, por enquanto apenas se trata de uma proposta de regulamento.

 

Anonymous KHORA said ... (sexta-feira, 03 novembro, 2006) : 

Menos é mais, isto é menos é tacho para o grupo de constructores que é o IMOPPI.

Até 400 m² não se projecta arquitectura, faz-se construção. Estes licenciadores de empreiteiros, que ganham dinheiro à custa das licenças que passam, continuam a pensar que tudo volta ao mesmo.

Ponho estes exemplos:

Um loteamento de 100 habitações unifamiliares poderá ser "desenhado e assinado" por qualquer camelo com o 12º ano, igual àqueles que temos visto ao longos destes 30 anos, se assinar as habitações uma a uma.

Um ATL, Infantário, pequenos equipamentos sociais, cafés, lojas, todos poderiam ser desenhados por pessoas não qualificadas, basicamente tudo poderia ser assinado desde que fosse subdividido em parcelas de 400 m².

Considero que o facto de o IMOPPI estar a tentar aprovar irregularidades ao nível europeu mostra a luta de interesses dos constructores, que obrigatóriamente teriam de pagar mais por um projecto do que os meroa 500 euros.

Estou a denotar também, uma tentativa de branqueamento da situação por parte do governo, já que o Paulo Campos nomeado pelo nosso querido governo, é de facto um militante público habituado a "mexer ou a ser mexido" pelos constructores.

A ARQUITECTURA É PARA ARQUITECTOS. NÃO QUEIRAM TIRAR O GALHO QUE PERTENCE A ESTE MACACO.

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 03 novembro, 2006) : 

Desde sempre se falou que para a revisão do 73/73, seria necessário a congregação de todos os esforços. Mas o que a Ordem tem provocado é a desunião de toda a classe, com a permissão e silêncio dos seus associados. Os resultados são agora perfeitamente claros!

O pior mal dos arquitectos têm sido os próprios arquitectos!...e, claro, as outras classes profissionais unem-se e aproveitam esta fraqueza.

É mau, mas é a realidade!

 

Anonymous pedro silva said ... (sexta-feira, 03 novembro, 2006) : 

Enquanto os outros andam em reuniões pelo país a famosa presidenta escreve uma "carta aberta" de indignação porque não tem tempo para mais por andar na política. Pelo que parece, todas as classes terão propostas a fazer menos a Ordem que apenas diz que os seus interesses não estão a ser respeitados.

Será que a OA está preoucupada com a situação? Se está não parecre!!!!!!!!!!

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 03 novembro, 2006) : 

Digo apenas que existe algo que se chama Tribunal Europeu de Justiça, quando o estado não é pessoa de bem, tem de se apelar a instancias superiores. Vive-mos num pais de leis com interpretações falaciosas e manipuladoras, em que nada é o que parece a primeira vista. Existem muitos interesses instalados. Só fora deste pais apodere-mos encontrar justiça.

 

Anonymous arq! said ... (sábado, 04 novembro, 2006) : 

"Pelo que parece, todas as classes terão propostas a fazer menos a Ordem que apenas diz que os seus interesses não estão a ser respeitados."

Estamos a falar não do interesse da OA mas sim do interesse público, é inadmissível continuar a assistir à degradação arquitectónica que se tem verificado no nosso Pais, e á perda da qualidade de vida quando o Pais dispõem de cidadãos altamente qualificados ao contrário de quando foi criado provisoriamente o dec. 73/73.

Criar edifícios e espaços que contribuam para a qualidade da vida humana, é urgente, não podemos permitir que a arquitectura seja feita por construtores civis pois entretanto o mundo evoluiu .

Existem muitos construtores que se aperceberam dessa evolução e trataram de evoluir outros acham que o que sabem já chega e querem continuar com o decreto provisório a fazer arquitectura de uma forma inconsciente.

Se tiram curso de construção façam construção não queiram ser arquitectos ou engenheiros.

Estamos a falar de técnicos que com o 12º ano + 1 ano, estão a projectar a paisagem urbana do nosso pais.

 

Anonymous arq! said ... (sábado, 04 novembro, 2006) : 

e já agora quem não perceber isto, na minha opinião não percebe o que é arquitectura, o que é normal tendo em conta que as nossas referencias no pais são execráveis.

 

Anonymous JN said ... (sábado, 04 novembro, 2006) : 

Sobre o comentário anterior.
Não entendo no que o interesse público tem a ver com o 73/73.Vejamos o caso das grandes cidades em que só nós arquitectos podemos intervir e o caos em que se encontram. Somos um País pequeno mas à lugar para todos e para vencermos temos que provar que somos bons profissionais, não intereça se somos isto ou aquilo.
Na minha opinião o grande erro da OA foi o de pensar que bastava ter alguem do partido e apresentar uma medida legislativa na AR. o ...Sós e Bons..., parece não ter dado efeito. Se a OA tivesse humildade de chegar ao pé daos agentes técnicos e negociado alternativas, talvés tivesse sido diferente. Como disse existe lugar para todos mas temos é de saber o lugar de cada um.

JN arq.

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

a vida deve te estar a correr bem de certeza...

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

é o interessa, loloollol

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Não dêem erros de ortografia; dá mau aspecto.

 

Anonymous FBR said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Os meus caros colegas estão a ser mais cães do que a "canzoada".
Têm que compreeder que não há que cortar a direito os direitos das classes.
Os engenheiros têm o seu âmbito de trabalho definido. Os agentes técnicos não têm. Eles, durante muitas décadas, tiveram uma função, mal ou bem, legal. Têm a vida totalmente estruturada para esta função. Toda a sua vida e as das suas familias estão dependentes desta actividade. Não se pode dizer apenas - agora vão trabalhar para as obras ou fiquem desempregados e morram de fome. Alguns deles trabalham melhor que muitos aquitectos que conheço. Também há maus, claro, tal como em todas as profissões. Mas não é isso que está em causa. É a vida destas pessoas. São os seus direitos adquiridos. Os mesmos que muitos de nós invocámos para podermos entrar para a OA, sem exames e sem mais demoras.
O redução de 4 pisos para 2, a que eles estarão sujeitos é muito satisfatório para todos. Eles perdem direitos, mas continuam a poder trabalhar.
Não são 4.000 agentes técnicos que nos vão tirar o trabalho. São os 60.000 engenheiros e mais os 100.000 curiosos que fazem projectos à pala deles que destroiem o mercado. Esses sim, sem formação nenhuma, inundam o mercado de trabalhos mal elaborado e a preços da uva mijona.
Pois é, meus caros, tenham uma mente mais ampla e não vejam só o vosso umbigo. Alguns de vós ainda são umas crianças (isto sem ofensa), mas outros são homens feitos, e talvez até já foram agentes técnicos, ou nem isso, simplesmente desenhadores curiosos, sanguessugas de mercado ilegitimo, que agora, só porque estudaram acham que podem atirar para o lixo antigos colegas, auto-intitulando-se árbritos e perfeccionistas da sociedade.
Eu considero esta, a ser decretada, uma boa decisão para todos. Os engenheiros só fazem engenharia, os arquitectos só fazem arquitectura e os agentes técnicos vem reduzida a possibilidade de projectar reduzida de 4 para 2 pisos. Mas acabem-se já com os cursos de agentes téncicos. Os que existem trabalham nestas condições mas não saíem mais nenhuns.
Acho isto muito razoável.
Colegas, não queiram tudo porque podem perder tudo. Sempre foi o mal da OA e não deve ser o nosso mal.

 

Anonymous FBR said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Desculpem os erros e a falta de virgulas. É o que dá escrever de seguida, sem correcção.

 

Anonymous pedro silva said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Os agentes técnicos são consagrados na proposta de revogação do 73/73 apenas e porque apresentaram propostas nos diversos locais por onde solicitaram reuniões. Com calma e educadamente foram provando que têm muitos anos de actividade e algumas competências (p. exp. nos últimos anos foram introduzindo cadeiras de arquitectura nos curriculos dos cursos ainda existentes, a ponto de para aceder aos cursos de arequitectura, algumas universidades lhes concederem a equivalência de algumas cadeiras).

A O.A. não apresentou propostas e apenas disse " queremos fazer sózinhaos a arquitectura e queremos continuar a fazer tudo aquilo que os outros fazem ".

Este decreto que regulamenta a actividade de todos os técnicos intervenientes na C. Civil não se resolve apenas com bujardas para o ar. Mesmo agora, enquanto as outras classes estão a promover encontros pelo país fora para apresentar contra-propostas, "a O.A. lá do alto escreve cartas de indignação referindo que os outros não têm que fazer arquitectura".

Por exemplo, a O.A. recusa-se a falar com os Agentes Técnicos, e no caso da Térmica tal como noutros anteriores, promoveu o dialogo com com todas as classes menos com os agentes técnicos.

O facto de serem marginalizados pelos Arqºs.e Engºs. fez com que o poder político reconhecesse esse facto e tentasse recompensar os Agts Técºs por isso. Será?
A ser assim mostra o quanto está errada a forma de agir da O.A.

 

Anonymous pinto coelho said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Caros colegas

Parece que a “arquitectada” acordou agora do torpor e, pelos vistos, como só conseguem pensar numa coisa de cada vez..... acordaram estremunhados....!!!

É claro que a arquitectura é feita por muito mais gente do que apenas arquitectos.... No passado por falta de arquitectos.... no presente porque os que substituíram os arquitectos ao longo de dezenas de anos ainda estão no activo.... e por isso continuam a fazer o que sempre fizeram..... como é o meu caso....!!!

Fiz montes de projectos de edifícios e agora já não os poderei fazer..... será que fiquei bronco de repente...???

É claro que pensando na fixação de competências por decreto licenciei-me em arquitectura e depois .... a OA não me queria inscrever.... mexi-me e contribuí para que a OA caísse do "cavalo"....!!!

O que se está a passar com o 77/73 é o exemplo mais claro de como a OA é a principal inimiga dos "Arquitectos" e da "Arquitectura", pois no passado não aceitou negociar uma situação de compromisso, deixando alguma arquitectura para as outras profissões e o grosso da arquitectura para os arquitectos. Assim ficou com tudo e ao mesmo tempo sem nada.... pois adiou que se regulamentasse em consenso com as outras profissões....!!!

E ninguém se admire de que o que foi deixado para os Agentes Técnicos de Engenharia e Arquitectura também fique reservado para os Engenheiros, só que para os tais 4 ou 5 pisos e 2000 m2 de construção..... e isto porque sempre assim foi desde há mais de 30 anos....!!!

Pois vai ser muito difícil aprovar legislação que deixe de fora tanta gente e com tanta experiência de projecto.... e isto porque a tendência recente no que se refere à legislação publicada é que se transforme o acto de projectar numa tentativa mais ou menos conseguida de conciliar os conceitos de desenho e enquadramento no lugar e os preceitos para satisfação de inúmeras normas técnicas a que devem satisfazer os edifícios (basta ver as restrições que o novo RCCTE imporá ao desenho arquitectónico para que seja possível certificar o projecto térmico e mais tarde o edifício)....

E não se esqueçam meus senhores de que se o arquitecto está melhor preparado para lidar com as questões da forma, inserção do lugar por compreender melhor os contextos históricos e sociais do processo, ...... não é menos verdade de que os engenheiros estão melhor preparados no processo construtivo e na facilidade de adequarem as soluções às normativas em vigor e às que estarão para vir, pois estão menos condicionados pela doutrinação imposta pela questões histórico/sociais e por tal mais livres para as ignorarem.....!!!

E isso com frequência traduz-se em edifícios mais equilibrados e económicos (nos custos de construção, nos consumos de energia e na durabilidade.....!!!!

Alguns de vós ireis ficar irritados com este meu post, mas peço-vos que qualquer tentativa de rebaterem o seu conteúdo apenas seja feita 24 horas após a sua leitura, deixando que seja a inteligência a funcionar e não a impulsividade.....!!

E para que cada um de vós não assuma posições de extermismo bradando contra os outros que se limitaram a ocupar os lugares e as oportunidades deixadas vagas pelos arquitectos do passado..... e agora os arquitectos do presente, apenas poderão ocupar o espaço que os outros lhes vão deixando vazio...Embora o seu destino (dos arquitectos novos) seja o de ocuparem paulatinamente o lugar que lhes pertencerá pelo mérito e não pela mediocridade e pela maledicência....!

...Mas isso demorará, no mínimo, uma geração....!!!!

Nessa altura verão que posso ter razão e de que a culpa só pode ser atribuída à OA....!!!

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Nunca vi nenhum engenheiro fazer boa Arquitectura ou Arquitectura sequer. Pode ser lacuna minha. Alguns edifícios, de vários pisos, até têm lá a placa com o técnico responsável, eng. fulano de tal...

Não digo que a boa colaboração entre Engenheiros e Arquitectos não dê os seus frutos, aliás é imprescindível...

Mas cada macaco no seu galho. E não culpo apenas a intervenção de pessoas sem formação pelo descalabro da paisagem, com torres edificadas em linhas de água, p exemplo, os Cacéms e outras coisas que tais espalhadas pelo país fora...

Experimentar ir a Setubal, subir até ao Forte, e experimentar contemplar a cidade com o nicho que é o centro histórico e tudo o resto que anda à volta. Uma experiência entre muitas...

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

E insisto: a Arquitectura é entre outras coisas um acto cultural; pressupõe uma formação específica e um treino.

Poderão existir alguns autodidactas.

Mas devem ser muito poucos, se existirem...

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Agora outra coisa: o elevador que existe em Almada, à beira tejo, ao que consta foi concebido por um escultor. E o resultado está à vista - não deixou de ser Arquitectura por causa disso, antes pelo contrário. E há as pontes, que por vezes, são obras de arte nos dois sentidos...

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Se calhar, os arquitectos impreparados no que diz respeito ao processo construtivo e na adequação às normas em vigor precisam de estagiar... Em alguns casos poderiam eventualmente ter necessitado de mais escola para além disso, não sei...

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Enfim, forte e feio. Se calhar há edifícios que o que faz pena e serem tão duráveis...

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Acrescento: com a sua linha de argumentação, caro Pinto Coelho, acaba por dar razão é às exigências da famigerada Ordem...

 

Anonymous arq! said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

"Fiz montes de projectos de edifícios e agora já não os poderei fazer..... será que fiquei bronco de repente...???"

Se achas que o "fazias" bem, porque foste tirar um curso em arquitectura? Já sei é o decreto pois, porque os engenheiros e os agentes técnicos já sabiam fazer arquitectura bla bla bla

Conheci alguns engenheiros e agentes técnicos que em conversa testemunhavam que efectivamente não imaginavam o que era a arquitectura e a inconsciência que tinham no passado antes de serem arquitectos.

Meu amigos se foram tirar um curso em arquitectura e continuam a achar que apenas foi apenas pelo decreto, é lamentável, e o mais grave é que esse curso não vos tenha mostrado o que é efectivamente a arquitectura.


"os engenheiros estão melhor preparados no processo construtivo ... E isso com frequência traduz-se em edifícios mais equilibrados e económicos (nos custos de construção, nos consumos de energia e na durabilidade.....!!!!"


Isto é de rir, quantas vezes aquando do projecto de execução e a compatibilização do projecto de arquitectura com o projecto de especialidades nos deparamos com:

Vigas mal projectadas e localizadas
Tugagens mal localizadas
Caixas de esgoto no interior de habitações

Projectos acústicos e térmicos feitos que é só tirar fotocópias, e depois vêm falar de processos construtivos ?

e claro os famosos projectos de arquitectura feitos em 1 ou 2 dias .

e mais muito mais...

Muitos dos técnicos que querem continuar a fazer arquitectura não sabem sequer interpretar o projecto de arquitectura como poderão ser eles a executa-lo.

E sem duvida alguma, eu tb nunca vi nenhum engenheiro, desenhados, construtor fazer Arquitectura poderá efectivamente haver excepções que deveriam ser reconhecidas pela própria ordem dos arquitectos.

Meus amigos ponham-se nos vossos lugares, e não digam mais asneiradas porque qualquer dia vão achar que a OA até razão quando queria fazer os famigerados exames de admissão.

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Pelo que se vê, tudo, mas tudo, corre mal para as bandas da Ordem.
Mas porque será?...A resposta não é difícil.
Enquanto imperar a medíocridade e a insensatez, não iremos longe. Os factos falam por si.

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Ainda por cima, como em tudo, deve haver bons engenheiros e maus engenheiros. E, se calhar, são justamente os piores a fazer Arquitectura...

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

No post anterior, ponho Arquitectura entre aspas...

 

Anonymous fernão madureira said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Existem alguns que se consideram iluminados. Como a apreciação da arquitectura é um acto subjectivo, temosa maioria dos arquitectos a falar mal do trabalho dos outros.

Temos colegas que consideram que a arquitectura é um acto de iluminação que só alguns recebem. Depois dizem que os outros não fazem arquitectura, fazem construção.

Não se chega a lado nenhum assim. É por esta razão que temos a Ordem que temos. A única coisa que parece ser exigida da OA é que faça festas promovendo aquilo que esses iluminados pensam que é arquitectura. Nem o facto de se estarem a hipotecar a OA em nome de nós todos parece afectar ninguém.

Um dia alguém há-de dizer "O REI VAI NU".

 

Anonymous arq! said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

"Arquitectura entre aspas"

aspas muitas aspas

"Existem alguns que se consideram iluminados."

A subjectividade na arquitectura está para lá da linha do que é ou não arquitectura, fazer comparações com mediocridade não é certamente uma comparação justa.

Caros colegas continuo a dizer, ocupem os vossos lugares como arquitectos e não se preocupem com quem não se quer dar ao trabalho de evoluir.

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

A apreciação e crítica da Arquitectura não é um acto meramente subjectivo. Não é uma questão de iluminação, mas de conhecimento.

Se eu começar a calcular pórticos em computador - entra chouriço e sai fiambre - passo a ser engenheiro?

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

"Muitos dos técnicos que querem continuar a fazer arquitectura não sabem sequer interpretar o projecto de arquitectura como poderão ser eles a executa-lo."
Sim, efectivamente é verdade, no entanto também nos cabe a nos, Arquitectos, que exista uma ligação sem preconceitos onde todas as especialidades possam "conviver" sem atritos.

Trabalho com outros Arquitectos, Engº Civis, Engº Electrotécnicos e Desenhadores.

Uma coisa vos posso garantir: são os Engº mais velhos que têm maior dificuldade em fazer os projectos das especialidades, pois pensam que já sabem tudo. O pessoal mais novo já não é assim.

Estou convencido, pela experiência que tenho, que todos podemos aprender uns com os outros. Já ensinei algumas coisas de arquitectura e já aprendi muita coisa de engenharia.

Provavelmente aos poucos tudo irá mudar de modo a haver uma co-existência pacífica entre todos.

 

Blogger randomblog said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

(Aviso prévio: não sei se terei oportunidade de por cá passar antes do próximo fim de semana, contudo gostaria de deixar claro que, a favor ou contra, não responderei a comentários escritos sob anonimato)

Não me parece que o argumento do Sr. Pinto Coelho dê razão aos argumentos da OA para a existência de um qualquer exame de admissão à OA.
E, embora discorde profundamente da sua argumentação, apetece-me debater com alguém que dá a cara (e o nome) e procura defender os seus interesses.
Primeiro gostaria de referir que me parece um pouco ingénuo continuar a insistir na argumentação e pretensa “luta de classes” entre arquitectos e desenhadores. Ambos têm um papel importante na construção (lembro-me por exemplo dos quase extintos, mas importantíssimos, desenhos de preparação de obra!) e, no caso, dos desenhadores quererem exercer a profissão de arquitecto, deverá ser o Estado a garantir-lhes um período de transitoriedade e a formação necessária para o fazerem.
Gostaria que ficasse claro, que não entendo que a melhor solução para o “upgrade” dos agentes técnicos, deva ser através do constrangimento à obtenção de um diploma numa qualquer licenciatura de arquitectura, mas sim uma formação universitária, financiada e específica. Coisa que me parece ser perfeitamente enquadrável no discurso político vigente, desde o Plano Tecnológico à qualificação das Industrias Criativas.
Contudo, penso que as resistências e lobbies que continuam a impedir a alteração da lei têm muito mais força que uma pequena classe profissional como a dos desenhadores. Conforme procuro reflectir no texto que escrevi no randomblog sobre este assunto, actualmente, já não tenho dúvidas que os principais interessados na permanência da desqualificação reinante são a maioria das pequenas e médias empresas de construção, com poucos funcionários e muitas dívidas, que se aproveitam dos imigrantes ilegais com novas formas de escravatura e que financiam as campanhas eleitorais e os partidos.
Estes senhores movimentam-se num mercado da vigarice, com a alegre conivência dos autarcas e poder político, cujo principal lesado é o cidadão.
Sr. Pinto Coelho, a sua argumentação não é uma prova que a OA tinha razão quando determinava a existência de um exame, mas sim, que a OA tinha razão em não reconhecer a licenciatura que frequentou.
Aquilo que refere, para além de demonstrar um paternalismo característico de outras épocas para com os seus colegas de blog, demonstra que não aprendeu nada no seu curso e que não sabe o que é a arquitectura.
A qualidade arquitectónica não se resume à “forma” ou à estética, mas resulta de uma cada vez mais complexa interacção multidisciplinar de diversos saberes.
A noção de “projectos de edifícios” (que diz fazer), é absolutamente caduca, redutora e desqualificadora dos diferentes projectos. A arquitectura não é uma questão de estilo nem de “doutrinação imposta”, mas deve ter em conta todas as vertentes; da técnica à sociedade, da cultura à economia, da história às estórias. Por isso, para a fazermos, temos de construir equipas de trabalho de pessoas qualificadas nas mais diversas áreas.
Bem sei que isto não dá dinheiro e dispersa os honorários que poderiam ficar todos para quem faz “montes de projectos de edifícios” mais baratos que os dos arquitectos.

Tiago Mota Saraiva

 

Anonymous pinto coelho said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Caro Mota Saraiva

Parece que lhe ficou a "coisa" entalada na "goela"....!!!

Pelo que diz e, disso não tenho dúvidas, se dependesse de si não poderia nunca inscrver-me na OA.

E pode pensar assim à sua vontade...!!! Pensamento é livre...!!!

As consequência dele é que não... essas podem, se tiverem prejudicado outras pessoas, e ainda por cima intencionalemente, podem fazer-nos pagar por isso....!!! E sabe bem como....!!!

Por isso a sua irritação...!!! E a dos seus camaradas de direcção...!!!

Nunca pensou que umas "pedradas" bem dirigidas além de partirem as vidraças, partem os telhados e até derrubam os "muros".... pelo menos os da OA já estão no chão...!!!

 

Anonymous arq! said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

"Se eu começar a calcular pórticos em computador - entra chouriço e sai fiambre - passo a ser engenheiro?"

Looooool, epá qualquer dia os arquitectos começam a fazer isso e depois como é? sabem fazer cálculos estruturais ?!! o 73/73 permite que isso aconteça!!! O estado é o responsável? ou será o imoppi ?

Claro que isto nunca vai acontecer por sabem o seu lugar, o mesmo não se passa com alguns ... enfim


"Sr. Pinto Coelho, a sua argumentação não é uma prova que a OA tinha razão quando determinava a existência de um exame, mas sim, que a OA tinha razão em não reconhecer a licenciatura que frequentou."

Em primeiro lugar bem vindo ao blog, gostava que reflectisses sobre a generalização que fazes pegando na opinião de uma só pessoa, o facto de os teus colegas que estão na OA serem pessoas sem principio ou ética não significa que tu sejas igual, faz cuidado tb com esse tipo de serialização.

Esse estilo muito próprio que caracteriza as atitudes da OA em generalizar originou a maioria dos problemas que ela enfrenta hoje, mas vamos continuar a discutir o 73/73 que foi para isso que este post foi criado.

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (domingo, 05 novembro, 2006) : 

Caros colegas

Bem parece que a coisa ficou em brasa...!!

Pelo menos mostra que o pessoal está atento e tem postura...!!!

Assim ninguém dorme...!!!

De qualquer modo não é com agressões entre profissionais do mesmo ofício que o 73/73 vai ser revisto, sê-lo-á sim com a intervenção de todos .... desde que alguém nos dê a oportunidade...!!!

Já vi também que muitos desejavam a omni(potência e presença) da OA depois de lá estarem dentro.... os "outros" podem ser ficar de "fora"....!!!

...Não deixa de ser curioso...!!!

 

Blogger mia said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

Tanta preoucupação com os direitos adquiridos das classes que fazem tudo menos Arquitectura!
E os Direitos daqueles que estudaram 6 anos numa escola de Arquitectura Pública, com médias altas, que concluiram os seus cursos e que estão à mais de 4 anos sem poderem assinar um projecto?! Estou farta!
"A Arquitectura não se ensina, aprende-se!"

 

Blogger mia said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 

Blogger mia said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

Também começo a ficar farta dos comentários do Sr. Tiago Mota Saraiva!
Vá-lá fazer as continhas (€€€€€) da O.A., porque da maneira como anda a gastar dinheiro que não tem, o melhor é não andar aqui a perder tempo neste blog!
Ainda por cima, não se esqueça que ainda vai ter que se endividar com as indemnizações que estão para vir!!! Vá mas é trabalhar!

 

Anonymous Jack said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

Quando os “the others” vêm a este lado da ilha mandar uns bitaites nós, os “bons”, temos que o entender como um sinal que as coisas estão mesmo a mudar, ou seja, ou é curiosidade para ver o que se discute, medo para saber o que se vai fazer ou mesmo para aprender qualquer coisa.
Todavia, penso eu, e quem sou que nem sequer estou inscrito na desordem dos arquitectos (DA) que deve existir algum tipo de receio que a gente “os bons”, posamos ficar com a escotilha só para nós, depois mais um bocadinho da ilha, e mais um bocadinho e depois os “the others” não têm sítio para ficar...até que MORREEMM!!! (uups entusiasmei-me, não é preciso tanto, enterrados em dívidas chega).
Então, os “the others” fazem o seguinte aviso, passo a citar, cuidado que pode impressionar pessoas mais susceptíveis:
- “(...) Aviso prévio: não sei se terei oportunidade de por cá passar antes do próximo fim de semana, contudo gostaria de deixar claro que, a favor ou contra, não responderei a comentários escritos sob anonimato”.
Depois de ver esta avestruzsidade pensei, será que temos um traidor entre nós e alguém pediu ao sr. Saraiva para fazer um tipo qualquer de conferência, onde nós “os bons”, fazíamos posteriormente uns comments, umas perguntas e tal e coisa?
Acho que não, deve ser mesmo tipo a música dos xutos, “...eu cá sou bom, sou muito bom, sou bom demais”. E depois imaginei o sr. Saraiva a contar aos “ the others”: - epá tive no outro lado, coloquei lá um comment, epá “os bons” devem estar mesmo fo!!!!s. (nesta parte parti-me a rir, e foi preciso tomar um chazinho por causa das dores de barriga).
Em seguida, encontra-se esta beleza de discurso, uma moral extraordinária, pois segundo o sr. Saraiva “(...) as resistências e lobbies que continuam a impedir a alteração da lei têm muito mais força que uma pequena classe profissional como a dos desenhadores”, primeiro as resistências e lobbies, neste ponto faço referência a música de Jorge Palma, “deixa-me rir”, querendo isto dizer que para bom entendedor...
Depois meu caro Saraiva (cuidado com a confia), não será a classe profissional dos arquitectos que não tem força para absolutamente -NADA-. (eu sei que custa ouvir isto, ainda por cima com pessoas que defendem a arquitectura tipo o hussein a defender o iraque[por falar nisso o gajo foi condenado à morte], mas é uma verdade)
Prosseguindo na sua saga em defesa da escotilha, saraiva refere “(...) que a OA tinha razão em não reconhecer a licenciatura que frequentou (entenda-se ufp)” ora, eu acho que isto deve ser mesmo perda de contacto com a realidade, algum síndrome de desespero ou mesmo de estupidez, da próxima vez que vier a este lado e caso ainda não tenha conhecimento(hahahahaha) procure neste lado da ilha, um certo acordão do SUPREMO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO, que diz o contrário.
Eu percebi sr. Saraiva era só para fazer uma piadinha, mas não se preocupe porque quando entrar um certo pedido de indemnização de quantias que a DA nunca deve ter ouvido falar, aí, a sua piadinha vai assentar como uma luva, e aí sim, eu vou-me rir como o Jorge Palma.
Se calhar as suas próprias afirmações podem servir para meter processos em tribunal, é difamatória, está assinada, sei lá, ouve-se tantas coisas hoje em dia.
Para terminar este episódio de domingo à tarde, durante o meu fim de semana, repare-se segundo Saraiva nas seguintes palavras sabias, “(...) a qualidade arquitectónica não se resume à “forma” ou à estética, mas resulta de uma cada vez mais complexa interacção multidisciplinar de diversos saberes” acho que sim, mas a multidisciplinaridade que defende (característica evidente e reconhecida na ufp), de forma politicamente correcta não convence, sinceramente não estou a ver vossa excelência a travar conhecimento com um desenhador,um engenheiro ou profissional qualquer. Nada que a sua arrogância não permitisse, mas para receber algo o sr. saraiva também tinha que dar, e é aí que eu tenho as minhas dúvidas.

Acho que era melhor tentarem descobrir outra ilha porque parece que os “ the others”, não vão conseguir ficar por cá muito mais tempo. É que de um momento para outro, e sabendo que o clima desta ilha é muito problemático, um dia em vez de cair saraiva pode cair granizo no lado dos “ the others”.

Jack. (licenciado pela ufp)

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

Que tal criar:

Agentes técnicos da Ordem dos Arquitectos

Agentes técnicos de medicina

Agentes técnicos de enfermagem

Agentes técnicos de direccção de empresas públicas

Agentes técnicos de presidentes de câmara

Agentes técnicos de primeiro ministro (desculpem mas este já existe em forma de porta chaves: Marques Mendes)

Agentes técnicos de prostituição

Agentes técnicos de helenas rosetas

entre outros

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

cuidado olha que o nosso amigo saraiva não responde a anónimos,lololololol

 

Anonymous alguém decepcionado com aqueles que o representam said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

Ó meninos que têm tanta raiva aos agentes técnicos:

Nesta situação eles portaram-se melhor que os representantes dos arquitectos.Souberam defender os interesses daqueles que representavam, os agentes técnicos.

Vocês vão pelo caminho dos vossos representantes, em vez de reinvindicarem os vossos direitos, falam mal daqueles que defenderam e estão continuando a defender os seus interesses.

Vejam se crecem e tratam esta situação de forma adulta.

 

Anonymous arq! said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

Caro senhor, eu o menino tenho a dizer-lhe que não se trata de uma questão de raiva mas sim de acabar com a pouca vergonha que está instituída no nosso país onde qualquer um faz projectos de arquitectura.

Quem quer exercer tem de obter formação nesse sentido sejam eles agentes técnicos ou engenheiros , é inadmissível que se continue a permitir que a paisagem urbana seja inundada de aberrações arquitectónicas.

Se gosta daquilo que está a acontecer então eu digo que como adulto que se considera devia ter outra visão sobre as coisas.

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

há-de-se poder ver a boa merda que fazes

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

Cada macaco no seu galho, como se costuma dizer.

Eu compreendo que não seja fácil para os senhores agentes técnicos, e outros, que tem a sua vidinha toda montada a volta dos projectozinhos que vão fazendo, numa ou duas noites, ou melhor, plagiando, recortando e colando os exemplares alheios, tipo catálogo a preços de rebentar o mercado, que seja chato estarem a por a sua competência para a coisa em causa. Mas a verdade é que regra geral só têm feito merda, e pior do que isso é que essa está á vista de todos, não há como a esconder. Basta correr o pais de norte a sul para podermos ver a MISÉRIA das nossas urbes. Ora quem é que têm contribuído significativamente para esse facto. Não são os recém licenciados em arquitectura certamente, porque esses desgraçados muitos deles nem trabalho têm, são os Srs. agentes técnicos e os Srs. engenheiros que por falta de formação adequada não têm conseguido fazer melhor.

Agora, temos ou não temos no panorama actual pessoas com formação adequada para melhorar, pensar e projectar as nossas cidades. Temos e muitos, e essa é que é a questão. Não ocorre a ninguém de bom senso, quando está engripado, ir a um veterinário em vez de a um médico, a não ser que esse veterinário se faça passar por aquilo que não é. E para mm essa é que é a questão. Crie-se um período transitório para reconhecer competências a quem as têm, dar oportunidade de formação adequada a quem tem vontade de evoluir e consolidar conhecimentos, e o resto meus amigos têm que se fazer a vida porque a era dourada já passou. Bem sei que para os arquitectos, ainda há um longo e penoso caminho a percorrer, mas quanto mais depressa começar-mos melhor.

 

Anonymous arq! said ... (segunda-feira, 06 novembro, 2006) : 

"Não ocorre a ninguém de bom senso, quando está engripado, ir a um veterinário em vez de a um médico, a não ser que esse veterinário se faça passar por aquilo que não é"

loooooooooooooooooooool

 

Anonymous arqº. zé francisco said ... (terça-feira, 07 novembro, 2006) : 

A nivel nacional nos exemplos que são apontados como de grande degradação urbanistica desde muito cedo que só os Arquitectos é que aí podem subscrever projectos. Sabiam??????

Se aí só os arquitectos é que podem subscrever projectos, foram os Agentes Técnicos que fizeram essa arquitectura? Ou foram os Srs. Arquitectos???

Estou a alimentar esta polémica não com a intenção de afirmar que os agentes técnicos sejam competentes para fazer arquitectura mas para mostrar que afinal não podem ser os culpados de tudo o que por aí se tem feito, antes pelo contrário.

Neste país o grande fabricador de projectos não é o agente técnico, é o técnico ( arquitecto, engenheiro) que está nas instituições instituições a aprovar o respectivo licenciamento. Como é ele que aprova, não tem de se preoucupar com a qualidade daquilo que produz.

ISTO É CONHECIDO POR TODOS E NINGUÉM QUER FALAR DO ASSUNTO.

Por outro lado o que é sensato é copiar o exemplo espanhol e cada um interferir na sua competência profissional, e apenas nisso. Só que aqui os colegas arquitectos já acham que não pode ser, ou seja, têm de tirar aos outros a arquitectura mas têm de continuar a fazer aquilo que é da competência dos outros.

 

Anonymous arq! said ... (terça-feira, 07 novembro, 2006) : 

"Engenheiros e arquitectos contestam diploma que regula qualificações técnicas"

Várias noticias do site da OA, não são apenas os arquitectos que estão contra a proposta do 73/73 mas também os engenheiros e engenheiros técnicos.

 

Anonymous Arq. Marco Carneiro said ... (terça-feira, 07 novembro, 2006) : 

Caro Tiago Mota Saraiva

Na sua referência anterior, a qual passo a transcrever:

"A qualidade arquitectónica não se resume à “forma” ou à estética, mas resulta de uma cada vez mais complexa interacção multidisciplinar de diversos saberes.
A noção de “projectos de edifícios” (que diz fazer), é absolutamente caduca, redutora e desqualificadora dos diferentes projectos. A arquitectura não é uma questão de estilo nem de “doutrinação imposta”, mas deve ter em conta todas as vertentes; da técnica à sociedade, da cultura à economia, da história às estórias."

Concordo plenamente que a arquitectura se baseia no lema "Firmitas, Utilitas e Venustas", mas considero também que, faz parte da arquitectura o projecto na sua globalidade, incluindo o projecto de execução, logo, e, por se encontrar na comissão executiva da Ordem dos Arquitectos ponho as seguintes questões:

1ª Não acha que deveria ser a Ordem dos Arquitectos a propôr aos governos e às câmaras a entrega obrigatória de um projecto de execução, após aprovação do licenciamento do projecto geral?

Considero que, só assim se poderia responsabilizar a nossa classe pela qualidade, tanto arquitectónica como construtiva do projecto, muito embora já existam câmaras que o pedem, mas apenas para zonas históricas. Claro que uma medida desta dá muito trabalho aos técnicos, o que encarece os projectos, mas a qualidade paga-se. Muitos dos escritórios de produção arquitectónica baseiam o seu trabalho, como sabe, na escala do licenciamento, ou seja 1/100.
Existem à vista de todos, edifícios com poucos anos que denotam patologias graves, que resultam da falta de estudo construtivo. Continuamos a querer a revogação do 73/73, não querendo mais trabalho, mas apenas mais dinheiro. Facilita a vida a todos menos ao utilizador final - o Habitante.

2ª O que pensa sobre a criação de loteamentos, sem um suporte sociológico ou demográfico?

O aparecimento de loteamentos do tipo "líquen", sem nenhum tipo de estudo, pelo menos, demográfico, faz e fez com que o nosso país caísse numa situação de zonas suburbanas desregradas, sem equipamentos, sem zonas verdes, sem estacionamento suficiente, que de modo geral só cumprem a parte Utilitas da Arquitectura. Como disse o Arq. Ribeiro Telles, para encher todas as casas existentes teríamos de passar de 10 milhões de habitantes para 30 milhões. Acho que aqui a Ordem também tem uma palavra a dizer.

Ponho esta pergunta devido a que, todos termos conhecimento do urbanismo feito por empreiteiros, que sem escrúpulos, "espremem" os terrenos de modo a rentabilizá-los o mais possível, não interessa se vamos ter um bom projecto para as pessoas, interessa sim ganhar a maior quantidade de dinheiro possível em cada caso. Nota: não estou contra ganhar dinheiro, estou contra ganhar dinheiro selvagem que todos pagamos mais tarde ou mais cedo. O (des) urbanismo das nossas cidades surge em grande parte por este factor.
Um exemplo disto é o conhecido Prédio Coutinho, em Viana do Castelo, aonde surge um presidente de câmara muito atarefado a tentar suprimir as pessoas de um direito constitucional, a habitação. Agora já é "feio", mas na altura que foi executado (leiam-se os jornais da altura) foi uma mostra de desenvolvimento urbano, hoje é uma nódoa.


3ª Por último, pergunto-lhe, porquê o estágio obrigatório que pode ser remunerado ou não?

Não serão as Faculdades, Institutos, Universidades, que têm obrigação de ensinar os arquitectos a executar arquitectura. Denoto aqui uma fuga às responsabilidades por parte deste organismos e também da Ordem, já que deveria intervir mais na criação de cursos, mais bem elaborados e ligados à realidade. Também considero que em termos de aprendizagem, o estágio obrigatório não garante nada, já que podemos estagiar com um profissional de má qualidade (porque eles existem em todas as áreas), e que vai transmitir nada mais que incompetências arquitectónicas. Que responsabilidades tem a Ordem e os colegas que transmitem maus, poucos ou nenhuns conhecimentos.

Os meus cumprimentos

 

Anonymous Anónimo said ... (terça-feira, 07 novembro, 2006) : 

Ora nem mais. Os estágios, a existirem, só fazem sentido dentro dos planos de estudo das escolas.

Não esta barbaridade que deixa as pessoas numa terra de ninguém entre as exigências da Ordem e o mercado de trabalho puro e duro. Que todos nós sabemos o que é.

E agora, com Bolonha, o ensino até vai passar a ser segmentado.

A Ordem, em vez de avaliar Universidades, devia fazer um acompanhamento.

A maioria das entidades que oferecem estágios não estão interessadas ou não podem formar pessoas, desde logo pelo modo como trabalham - até as que se propõem oferecer estágios não remunerados - coisa que viola mais do que a deontologia profissional a mais elementar ética do trabalho.

muitas delas não têm capacidade para oferecer experiências minimamente enriquecedoras - querem pau para toda a obra sem despesas.

 

Anonymous Pinto Coelho said ... (quarta-feira, 08 novembro, 2006) : 

Pelo que tenho observado o meu poste de dia 05/11/2006 incendiou a discussão.

Parece que em regra poucos compreenderam o que eu disse, ou pelo menos quis dizer.

E daí à "crucificação" foi um "passo"...!!!
Questionaram porque fui eu licenciar-me em arquitectura, que o meu trabalho de projecto era "mau" ou ainda pior do que mau.... que era dos que faziam projectos à dúzia e se fossem duas dúzias oferecia uma de borla...!!!

Uma pessoa que nos é muito querida, à laia de desabafo, ainda foi dizendo "Sr. Pinto Coelho, a sua argumentação não é uma prova que a OA tinha razão quando determinava a existência de um exame, mas sim, que a OA tinha razão em não reconhecer a licenciatura que frequentou."

Sucederam-se os comentários e as insinuações e até algum insulto velado, mas o mais curioso é que continuo a manter o teor do que escrevi e que aproveito para transcrever a parte final:

"E para que cada um de vós não assuma posições de extremismo bradando contra os outros que se limitaram a ocupar os lugares e as oportunidades deixadas vagas pelos arquitectos do passado..... E agora os arquitectos do presente, apenas poderão ocupar o espaço que os outros lhes vão deixando vazio...Embora o seu destino (dos arquitectos novos) seja o de ocuparem paulatinamente o lugar que lhes pertencerá pelo mérito e não pela mediocridade e pela maledicência....!

...Mas isso demorará, no mínimo, uma geração....!!!!

Nessa altura verão que posso ter razão e de que a culpa só pode ser atribuída à OA....!!! "

E agora alguns esclarecimentos:

Já tinha compreendo há muito tempo que o passado não poderia manter-se por muito mais tempo e resolvi reciclar-me e voltei à escola;

Agora com 55 anos além de bacharel em Eng., Civil e Minas (desde 1973), sou licenciado em Eng. Civil e mais recentemente em Arquitectura, estou matriculado num doutoramento em ciências sociais em que pretendo estudar a organização espacial do território do ponto de vista urbanístico, social e económico, relacionando o seu desenvolvimento com as dinâmicas urbanas das novas centralidades da Área Metropolitana do Porto cujos modelos resultam de processos globalizantes, frequentei o 1º curso de Formação de Formadores do RCCTE que me dará competências para auditar e certificar projectos de térmica de edifícios para efeitos de licenciamento dos edifícios e certificar a conformidade dos mesmos para efeitos da licença de utilização.

Como podem alguns dos comentaristas, mais azedos, verificar faço pela "vidinha" e não tenho estado à espera que qualquer "decreto-lei" me venha favorecer, pois felizmente procuro não precisar da protecção corporativa de qualquer "Ordem" ou "Associação profissional" para me arranjar o "tacho", uma vez que desde há muito tempo trabalhei e trabalho para manter a minha independência, pois nem sequer preciso de vender os meus projectos a quem quer que seja, pois destinam-se todos eles a serem por mim construídos.

Não tenho projectos na gaveta... foram todos construídos...!!!

E de pouco adiantarão os comentários sejam de que for. Venham eles do Tiago Mota Saraiva ou mesmo de outros colegas de profissão, pois as minhas intervenções têm sido, em regra, para dar notícias das diligências efectuadas para resolver o absurdo em que a OA se arrogava, ao impedir a inscrição dos licenciados de algumas escolas, só porque resolveu tomar o "freio nos dentes" sem ter para isso qualquer suporte legal. E garanto-vos que a OA me deve ter bem "atravessado" na "garganta".

Ao fazê-lo ajudei-me a mim mesmo, aos meus colegas de curso e também a muitos outros que nem sequer conheço. E com isso fico satisfeito.

Ao voltar à escola convivi com gente mais nova, incluindo com a minha filha, também ela licenciada em arquitectura e, com muitos outros que nem sempre compreenderam de imediato o que pretendia eu ao frequentar uma nova licenciatura. Creio que agora já saberão os motivos...!!!.

Como reparo final só queria dizer de que o processo de revisão do 73/73 está inquinado desde o princípio, pois os intervenientes não foram ouvidos e que o que consta da proposta de revisão é o resultado do acordo entre os bastonários da OA e da OE e do Presidente da ANET e os únicos que foram deixados de fora foram os Agentes Técnicos de Engenharia e de Arquitectura, mas eles lá conseguiram dar a volta. Quanto aos Engenheiros e Engenheiros Técnicos, estes nunca foram ouvidos, nem puderam dar a sua opinião sobre esta matéria e ,garanto-vos de que, em geral, não estão de acordo com as direcções das suas Associações, pelo que o processo está muito longe de ser pacífico.

Contudo e repetindo o que já havia escrito:

".......E agora os arquitectos do presente, apenas poderão ocupar o espaço que os outros lhes vão deixando vazio...Embora o seu destino (dos arquitectos novos) seja o de ocuparem paulatinamente o lugar que lhes pertencerá pelo mérito e não pela mediocridade e pela maledicência....!

...Mas isso demorará, no mínimo, uma geração....!!!!

Nessa altura verão que posso ter razão e de que a culpa só pode ser atribuída à OA....!!! "

 

Anonymous FBR said ... (quarta-feira, 08 novembro, 2006) : 

TOMA!!!

 

Anonymous KHORA said ... (quarta-feira, 08 novembro, 2006) : 

Ao colega Pinto Coelho,

Não deixa de ser engraçado ver o colega Tiago Mota Saraiva, tentar picar-te e tu picaste-te. Mas com isto não quero dizer que não concordo com o que dizes, que fique clara a minha posição.

O que eu gostava de conhece era um projecto teu. Podes dar localizações de algum.

Não consideres isto uma tentativa de "picadela", porque não utilizo este blogue para picar ninguém...talvez só a Ordem, mas isso são outras núpcias.

 

Anonymous KHORA said ... (quarta-feira, 08 novembro, 2006) : 

Na continuação da mensagem pergunto-te o que pensas da idéia de um blogger sobre os projectos de execução?

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 08 novembro, 2006) : 

Colega pinto coelho:

Houve alguns senhores que em sede de discussão de revisão do73 afirmaram que estavam de acordo que a competência para a arquitectura era detida apenas e só pelos arquitectos.Agora não se podem admirar dos Agentes Técnicos e os CET estarem contemplados com a arquitectura e eles não.

A nivel de Dirigentes parece que com excepção dos agentes técnicos, ninguém fez nada por aqueles que representa.

Quem tem amigos destes, não precisa de inimigos.

 

Anonymous arq! said ... (quinta-feira, 09 novembro, 2006) : 

"TOMA!!!"

:S

Pinto coelho tens ai um currículo que obriga a certas e determinadas afirmações sejam proferidas com mais responsabilidade.

 

Anonymous FBR said ... (quinta-feira, 09 novembro, 2006) : 

Quem profere afirmações sabe porque é que o faz. Se não é para si (sr. arq!), não é obrigado a comentar.
Eu sei porque é que a fiz.
Se fosse por aí, existe muita gente que deveria rever o que diz. Não seja tão responsável.

 

Anonymous miggui said ... (quinta-feira, 09 novembro, 2006) : 

parece que a problemática de admissão OA já está esquecida...e o estágio ilegal foi aceite...

vamos imaginar que daqui em diante só os arquitectos podem assinar projectos de arquitectura.

neste contexto os agentes e os engenheiros vão pedir aos arquitectos para assinarem os seus projectos (sejam eles bons ou maus)

será que os arquitectos os assinam para ganhar mais algum? ou não?

em caso de resposta afirmativa, os arquitetos passam a ganhar mais por meios duvios e imorais, no entanto a problemática urbanística e arquitectónica quase não se alterará.Em minha opinião e moralismo à parte.

não sei se esta questão terá ou não alguma pretinência, partindo do princípio que todos os arquitectos têm etica e deontologia suficiente para dizer não às aberrações.

Aí sim, a classe dos arquitectos seria vista de outra forma e teriam no traço o poder da arquitectura na sociedade.

porque neste momento e na situação política e económica que o país atravessa, não parece que os nossos governantes prestem qualquer interesse numa classe profissional que se encontra pelas ruas da amargura. é contraditório, mas mais vale como está do que mais manifestações com engenheiros e desenhadores profissionais que pese embora seja uma situação no minimo caricata e 3ª mundista são apoiados legalmente e têm evidentemente direitos adquiridos, quer se goste ou não.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 09 novembro, 2006) : 

Quanto ao esquecimento da problemática admissão à OA - caro colega, fale por si. As ilegalidades continuam. Enquanto houver uma vitima deste sistema de admissão, há problema. E nunca esquecido.

 

Anonymous arq! said ... (quinta-feira, 09 novembro, 2006) : 

"parece que a problemática de admissão OA já está esquecida...e o estágio ilegal foi aceite..."

Onde tens andado :D, basta o assunto mudar de de admissão para o 73/73 já foi esquecido?

"neste contexto os agentes e os engenheiros vão pedir aos arquitectos para assinarem os seus projectos (sejam eles bons ou maus)"

Acho que os engenheiros no caso de serem o coordenador do projecto vão pedir aos arquitectos para elaborarem o projecto de arquitectura, criando uma equipa multi-disciplinar, se queremos exigência a mesma tem de ser geral e não pontual.

Ao colega que disse "há-de-se poder ver a boa merda que fazes".

Bem provavelmente se o mercado de trabalho continuar assim não resta outra solução em adaptar-nos a situação, pois é impossível fazer arquitectura quando temos por ai uma concorrência que consegue milagres em termos de tempo e preço.

A questão passa por todos trabalharem num mercado mais justo e equilibrado.


"Enquanto houver uma vitima deste sistema de admissão, há problema."

Vão continuar a haver vitimas, a luta ainda não acabou esse estágio precário vai ter de acabar e os actuais dirigentes da OA vão ter de ser responsabilizados.

Cumps

 

Anonymous pinto coelho said ... (quinta-feira, 09 novembro, 2006) : 

Caros colegas

Não se trata de encabeçar aqui uma guerra entre profissões, até porque tenho perfeita consciência de qual é o meu lugar.

O que cada um de nós deve é defender os seus ideais e opor-se àqueles que ilegitimamente querem limitar as nossas expectativas, através de processos que levam à exclusão dos outros sem razões válidas.

E não poder inscrever-me na OA só porque uma qualquer Roseta, Saraiva, Simões ou quaisquer uma dessas caricaturas humanas é demais para a resistência de qualquer um....!

Pedir a um advogado que nos tome conta do processo e obter escusa por parte deste, "porque a OA tinha razão" foi a resposta que muitos ouviram muitas vezes e isso é intolerável....!!!

Felizmente para muitos tal não aconteceu e a questão tornou-se numa questão de honra para muitos de nós...!!!

Isso legitima a linguagem que muitas vezes uso e que alguns entendem não dever ser utilizada por uma pessoa "com o meu currículo"....!!!

Então qual seria a linguagem....???!!!

A de submissão às arbitrariedades da direcção da OA; na pessoa da cínica Roseta (em Guimarães e na sede da OA)que me disse algumas vezes na cara de que nunca reconheceriam a Licenciatura de UFP....???!!!

Não existem obstáculos intransponíveis é uma questão de determinação de quem os quer transpor....!!!

Não se esqueçam os mais "comedidos" de que poucos Arquitectos vieram à "praça pública" criticar abertamente a actuação da OA e foram muitos os que se calaram por cobardia ou conveniência. É claro que com isso não se expuseram, mas também não contribuíram para por cobro à enormidade do que estava a acontecer...!!!

Os colegas de outras escolas, com cursos "acreditados!!!" mesmo sabendo que era errada a actuação da OA, nunca tomaram pública a sua discordância em relação a esta matéria e, quando em reunião conjunta, a sua única preocupação era a "....deles próprios poderem vir a ser tratados em pé de igualdade.....", de tão habituados que estavam a serem tratados com os "eleitos da OA"....!!!

Por isso ninguém se admire de que nos tenhamos empenhado em destruir o "feudo" da OA com tanta determinação.... Estava em causa a nossa dignidade e o nosso futuro.....!!! O que nos dava legitimidade para ir até mais longe....!!!!

Os alunos da UFP e os do ESMAT são os justos vencedores desta "guerra", embora aos segundos caiba o maior tempo de luta sem qualquer apoio da escola ao contrário dos alunos da UFP que sempre foram institucionalmente apoiados, mas o "saque " vai ser usufruído por todos, dos que "lutaram" e daqueles que de forma "amorfa" assistiram assustados....!!!

É bom de ver de que fibra são feitos uns e outros... e o que se pode esperar das suas realizações....!!!

Agora com o Júdice a conduzir os processos da OA, é muito interessante a argumentação, entendendo-se logo como a OA continua a posicionar-se.... com se houvesse algum Juiz receptivo a ir na "lábia" deles....São mesmo "crentes"....!!!

 

Anonymous Felisberto Machado said ... (sábado, 18 novembro, 2006) : 

PARABÉNS
É COM IDEIAS E DEBATES QUE SE FAZEM AS GRANDES OBRAS. A REVOGAÇÃO DO 73/73 É UMA GRANDE OBRA.
PARABÉNS AO SR. ARQ. PINTO COELHO. NOTA-SE QUE É UM GRANDE HOMEM, AO CONTRÁRIO DE BAIXINHOS QUE POR AÍ QUEREM GANHAR DINHEIRO COM BOA VIDA. COM ASSENTO EM ASSOCIAÇÕES DE MALDIZER.
CADA MACACO NO SEU GALHO. ACHO QUE OS AG. TÉC. ARQ. E ENG. JÁ CONQUISTARAM O SEU, POR ISSO PODEM FICAR NELE. BONS E MAUS HÁ EM TODAS AS CLASSES.
NÃO SE ESQUEÇAM DE RELEMBRAR O ERRO, A FALÁCIA DA COMPOSIÇÃO.
O RESTO VIRÁ A SEGUIR COM A JUSTIÇA DE TODOS E NÃO POR LOBIES DE ALGUNS. "CECTERIS PARIBUS" MODIFIQUE-SE NO ESCENCIAL O DECRETO LEI E DEIXE-SE TODO O RESTO CONSTANTE.

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 22 novembro, 2006) : 

Nota ver: http://www.rtp.pt/index.php?article=225109&visual=16

A Ordem dos Arquitectos afirma que em causa está "a má qualidade da arquitectura e da construção, o desordenamento do território e a excessiva permeabilidade às pressões dos lóbis".
RTP
Estas as palavras da Exma Sra Arqta Bastonaria da Ordem dos Arquitectos...

Muito bem tenho que lhe retirar o chapeu e dar-lhe os meus parabens finalmente alguem com o minimo de bom senso falou verdade na realidade tem muitos "monos" muitas obras e trabalhos mal pensados e "inspirados" de forma vergonhosa alem de projectos mal elaborados que depois são embargadas as obras por nao respeitar o PDM por não respeitar indices de construção, afastamentos cercias e eu sei la que mais.

Estou, Exma Srª Dª. Arqtª Bastonaria da Ordem dos Arquitectos, obviamenente a falar de grandes obras que não podem ser assinadas por ATAEs, ou seja de trabalhos executados por arquitectos profissionais qualificados para o efeito, no entanto na minha opinão, ou seja na minha humilde e pequenina opinião, não se vai julgar uma inteira classe por meia duzia de trabalhos feitos por maus profissionais.

A Exma Srª. Dª.Arqtª Bastonaria Tambem afirma na mesma entrevista " os projectos que dão entrada nas Camaras são projectos efectuados por desenhadores..." Deixe que eu por minha humilde pessoa lhe possa esclarecer tambem um ponto, a EXma Srª Dª Arqtª concerteza não vai usar chamar um Arquitecto de ATAE...pois então para que conste tambem não deve chamar um ATAE de Desenhador os projectos que são assinados e que dão entrada nas Camaras são assinados por Arquitectos ou ATAE's...Certo???

A arquitectura deve ser feita por arquitectos, tal como a medicina deve ser exercida por médicos e a advocacia por advogados",
RTP

Ilustres palavras da Exma Srª "Iluminada" Dª. Bastionaria da Ordem dos Arquitectos
Como poderemos discordar de tão profunda elaborada e iluminada afirmação...penso até que ficara afixado para a posteridade...Ou será por outras palavras o que a Exma Srª. Dª. Artqª. Bastonaria quis dizer foi " CADA MACACO NO SEU GALHO" como vê não esta a inventar nada e como quis e bem afirmar quem esta a querer ocupar outro galho indevidamente são V. Exas.
Bem Haja !!!!!!!

 

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