segunda-feira, janeiro 23, 2006

EU QUERO UMA DÚZIA

Lisboa vai ter quarto curso de Arquitectura numa universidade pública

A Universidade Nova de Lisboa (UNL) aprovou em Senado a criação de um curso de Arquitectura que, caso seja aprovado, será leccionado na futura Escola das Artes. O curso - já aprovado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - poderá começar a funcionar já no próximo ano.

Recorde-se que a aprovação deste curso no Técnico criou uma forte contestação por parte da Ordem dos Arquitectos e dividiu o senado da UTL. Mas o Técnico conseguiu ver o seu curso oficialmente aprovado."

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Indignado com a abertura de uma novo curso de arquitectura, o arquitecto José Mateus, vice-presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, aproveitou esta semana para exprimir a sua posição URGENTE e da Ordem dos Arquitectos, na rubrica da TSF "Na Ordem do Dia".




"decrete o fecho de 2 ou 3 dos que para aí andam"

São 2 ou são 3?
Quais são?
Quais as razões?
Quem são as pessoas responsáveis?

"dentro de alguns anos podíamos-mos nos orgulhar de dispor de 1 dúzia de cursos de arquitectura de qualidade"


Ouvir Declaração

Atenção: Para visualizar os videos em Real Video, necessita do Real Player 7 ou superior. Se não o tem primeiro faça aqui o download e instale o programa.

Comments on "EU QUERO UMA DÚZIA"

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Na noite das eleições, vi a Famosa Helena Roseta a defender o manuel alegre e a criticar que tinham tirado o manuel de antena para por o socrates. E só falava em democracia e liberdade. Enchia a boca. Cada vez odeio mais a estupida da mulher, é mesmo uma falsa e mentirosa. parece que ela defende o direito da palavra e a liberdade. ESTA SERA A PRIMEIRA DE MUITAS DERROTAS DESTA SENHORA.

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Pegando nas palavras de José Mateus," Isto não é uma Ordem dos Arquitectos ", é mais uma " desordem dos arquitectos ".

Se está preocupado com a quantidade dos arquitectos, então tente limitar o nº de entradas na U. Lusíada que sozinha tem 44% das de entrada em arquitectura.

Se está preocupado com a qualidade, então a O.A. que verifique a qualidade das Universidades existentes e se não oferecerem qualidade, que se apetrechem de corpo docente e/ou instalações.
Para que uma simples pastelaria exerça a actividade é obrigada a cumprir um determinado número de requisitos legais, porque é que uma universidade não há-de ser igual.

Porque é que a ordem nunca propôs quaisquer medidas contra aquelas Universidades que diz não terem qualidade?

Porque é que, a Ordem e o Ministério, permitem o funcionamento de Cursos que dizem não ter qualidade, penalizando posteriormente os licenciados com a interdição do exercício da profissão?

Será que é porque por um lado dá jeito haver sítios para os boys darem umas aulitas????? E por outro dá jeito a receita que se arrecada com esta situação? Pelas contas já aqui apresentadas parece que sim.

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

"como diz um amigo meu"

Este moço tem muitos amigos, ta sempre a falar do amigo, até enerva, dassss

 

Anonymous arq!estagiario said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Acho giro que José Mateus tenha aproveitado o seu tempo de antena para falar do novo curso de arquitectura.

Não haveria outros assuntos profissionais da classe mais relevantes para um dirigente da OA aproveitar para discutir nesse programa?

Claro que não, parece que os inimigos dessa malta que está na OA são os estudantes, licenciados em arquitectura e todas as pessoas que ousem querer tirar um curso de arquitectura em Portugal.

Sim porque aos olhos deste rapazinho se o País não tem trabalho, as pessoas não têm o direito de se poderem formar na área para que se sentem vocacionados.

O melhor era ser ele sozinho a exercer arquitectura em Portugal.

Então e o emprego das universidades que o senhor fala em fechar, não o assusta? Pois não, é o que dá olhar só para o umbigo dele, enfim...

Que mentes doentias desta gente .

 

Anonymous CSI: said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Escutem bem o que o rapazinho diz:

"O ministério da ciência deve ter um estudo sobre a realidade de trabalho"

Ai o ministério é que não tem um estudo sobre o trabalho, não era suposto ser a OA fazer ou ter esse estudo?

Também se não há estudo do que se queixa este senhor, em que se fundamenta para questionar 2 ou 3 ou 16 cursos de arquitectura?

FALAR É FACIL, E ESTE TIPO GOSTA MUITO DE FALAR, QUER 12 CURSOS DE ARQUITECTURA E PRONTO "EU FICO CONTENTE"

FALA-SE MUITO EM VAGAS EXISTEM 2300 VAGAS EM ARQUITECTURA, NO ENTANTO MAIS DE METADE NÃO SÃO OCUPADAS!

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Os donos da Ordem já me metem nojo há muito tempo!

Qual estudos, qual vagas qual cursos...É tudo treta!

O ideal para estes senhores era acabar com todos os cursos e ficar apenas a Lusíada. Não é aqui que estão mais de 40% das vagas? Não é aqui que aumentam todos os anos o nºde vagas em arquitectura?

Já agora, porque não acabar com esta Ordem e criar uma exclusivamente para a Lusíada? Tudo o resto se tornaria paisagem...

OAEL - Ordem dos Arquitectos exclusiva da Lusíada.

Lindo!!

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Quando é que alguém na ordem dos arquitectos vai ter a decência de reconhecer abertamente que a verdadeira razão da criação do RIA/RA e debilitar alguns cursos de Arquitectura ministrados no pais para justificarem a sua desaparição?

Miseráveis...

Sr. José Mateus, aqui um servidor imagina que com a frase "decrete o fecho de 2 ou 3 dos que por aí andam" não se está a referir aos cursos da Lusíada. Pois. Então como vice-presidente da ordem esclareça em que dois ou três escolas está a pensar, mas atenha-se as consequências. Penso que há certa incompatibilidade entre o seu cargo na ordem, e a sua opinião emitida no espaço radiofónico cedido pela TSF a ordem a qual representa.

Já que não decência, pelo menos tenha(m) vergonha!!!!!!!

(*)”aproximadamente” igual a dezoito.

PS: De aproximadamente 30 escolas a uma “dúzia de cursos de qualidade” muito pouco me parece fechar 2 ou 3 para conseguir alcançar esse objectivo da “dúzia”. Imaginando que temos “aproximadamente” 30 cursos, a equação é simples; 30 - x = 12 // x = 18(*)
Ora bem, ou as matemáticas do Sr. José Mateus são muito más ( coisa que duvido ), ou então o Sr José Mateus é um demagogo de primeira linha.( nos órgãos da ordem parece que abundam os demagogos de primeira linha, basta ver a presidenta ultimamente). Ainda bem que a pesar de ser um lastre no nosso sistema educativo, muitos portugueses dos que ouviram a sua intervenção na TSF sabem fazer as continhas ( e as pessoas que visitam este blog ademais das contas sabem ler entre linhas ). Mais de verdade querem fechar “aproximadamente” 18 cursos? De verdade conseguem?
A direcção da ordem tem demostrado largamente que é digna de aparecer nos livros de Mario Puzo , enviem para a família Corleone um currículo, se calhar deixam a cadeira para alguém que de verdade se preocupe de com os actos próprios da profissão de arquitecto e não em transformar o panorama do ensino de arquitectura num Admirável Mundo Novo


PS: Proponho um jogo. Como é evidente que o Sr José Mateus tinha uma lista de uma “dúzia de cursos de qualidade “ na cabeça quando falou no radio, vamos ver se deduzimos essa “dúzia de cursos de qualidade”, por exemplo, Curso de Arquitectura da Lusíada de Lisboa; 1, 2, 3 responda...

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Olha lá ó meu grande Fesblider GrometeKer, (Arq. José Mateus) a porcaria da minha escola que talvez seja uma dessas que na sua opinião não tem qualidade, todos nós temos emprego, e as pessoas que tiraram o curso lá não andaram enganadas nem iludidas com nada, não se preocupe com o emprego que nos disso nunca nos queixamos, o que nos quixamos é de não poder ter criações da nossa autoria, porque caro Arquitecto trabalho temos, mas é mal pago porque trabalhamos para Fesbliders como voce...

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Diga-se que o senhor é um cérebro extinto, o Sr. arquitecto conhece a realidade das 30 universidades ao pormenor para declarar tais afirmações!

COLOCA EM CAUSA A FORMAÇÃO MINISTRADA PELOS SEUS COLEGAS DOCENTES ARQUITECTOS INSCRITOS NA OA?

O mais caricato é que comparam universidades de 400 e 40 alunos.

Imaginem pessoas deste calibre a criarem a Europa ...

Em vez de promoverem o ensino, reforça-lo apoiá-lo, a OA tenta extinguir o ensino que durou tantos anos a chegar ao nosso País.

A OA ganhou muito dinheiro com um sistema de admissão ilegal, seria no mínimo decente que esta direcção gasta-se esse dinheiro no apoio ás universidades mais carenciadas.

A sociedade que a OA tanto reclama agradece.

JÁ AGORA CLONEM ESSE SENHOR, É URGENTE

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Adorei a proposta da criação da
OAEL - Ordem dos Arquitectos exclusiva da Lusíada.

Mas só um aparte: não será esta Ordem já uma OAEL???

E continuam preoucupados com criação de mais cursos de arquitectura!!!

uma vergonha meus senhores, uma vergonha!!!

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 23 janeiro, 2006) : 

Povavelmente é mais um cuso em que o Estado e os contribuintes investem e pagam esta formação, para mais tarde os colegas verem vedado o acesso á profissão por estes Palhaços!

 

Blogger arqportugal.blogspot.com said ... (terça-feira, 24 janeiro, 2006) : 

Na Ordem do Dia
De Segunda a Sexta, às 18h50m. Sábados ao 12h50m

Segunda-feira - Médicos
Terça-feira - Arquitectos
Quarta-feira - Advogados
Quinta-feira - Biólogos
Sexta-feira - Economistas
Sábado - Engenheiros

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 25 janeiro, 2006) : 

E isso da Ordem do Dia é?...

 

Blogger arqportugal.blogspot.com said ... (quarta-feira, 25 janeiro, 2006) : 

Tem a ver com aquilo que foi escrito no POST, é a rubrica da TSF.

http://tsf.sapo.pt/online/radio/index.asp

No arquivo de programas podem consultar as gravações anteriores.

 

Anonymous Anónimo said ... (quarta-feira, 25 janeiro, 2006) : 

Como é que em 30 - 2ou3=12, que fórmula matemática é que foi usada para tal equação?

Querem devolver o ensino às elites

 

Anonymous CÓPIA DO SITE DO PARLAMENTO S/ PETIÇÃO said ... (quinta-feira, 26 janeiro, 2006) : 

Petição Nº 61/X/1


Contesta o "Regulamento Interno de Admissão" da Ordem dos Arquitectos, que considera restringir o acesso à profissão de arquitecto.

Data de Entrada: 2005.11.14
Situação: Pendente

1º Peticionante: Miguel Luís Faria Correia

Comissões a que baixou:
X- Comissão de Trabalho e Segurança Social
Admissibilidade: Admitida em 2006.01.10
Pedido de Informação a: Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em 2006.01.12

Pedido de Informação a: Ordem dos Arquitectos Portugueses em 2006.01.12

 

Anonymous Arquitecto discriminado said ... (quinta-feira, 26 janeiro, 2006) : 

Esta petição está a andar.

Como se vê, já foram pedidos esclarecimentos ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em 2006.01.12 e a: Ordem dos Arquitectos Portugueses em 2006.01.12

O que será que a Ordem dirá?

Que só devem ficar 12 cursos lusiades??????????Quem sabe????????????

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 26 janeiro, 2006) : 

Parece que a petição está mesmo a andar, também não é para admirar o assunto já é mais rodado que sei lá o quê.

O que será que a Ordem dirá?

Provavelmente faz a mesma coisa que fez com o provedor, simplesmente não responde. O mais engraçado é que a assembleia agora relativamente á petição pode pedir a intervenção do Provedor.


Vamos aguardar, se precisarem de projectos assinados falem com um engenheiro de preferência de minas para tratar disso :D

 

Anonymous Anónimo said ... (sexta-feira, 27 janeiro, 2006) : 

lindo! este blog é um espectáculo!
Quem diria que mesmo nesta tristeza toda, que a OA nos tem feito passar haviamos de ter um blog tão lindo!
p.s.:Também temos que nos valorizar.

 

Anonymous Pedro Lopes, Arqº said ... (sexta-feira, 27 janeiro, 2006) : 

Colegas:

Vamos deixar de provocar as outras classes profissionais.

Tal como nós também têm os seus problemas. Se o 73/73 ainda não está revisto, não é culpa deles.

Para rever o 73/73 é necessário rever o perfil profissional de todas as classes profissionais da construção civil.

No passado nunca a Ordem foi capaz de dialogar com todas as outras classes na tentativa de rever o 73.
Apenas dialogava, e nem sempre, com a Ordem dos Engenheiros.e em conjunto faziam propostas de revisão onde propunham o esvaziamento de competências dos outros profissionais.Mesmo a Iniciativa Legislativa propunha a revisão PARCIAL do 73.

Portanto, não acusem as outras classes e pensem antes nas culpas da Ordem.

Hoje, o Sócrates anunciou cerca e 100 medidas para Março.Esta data coincide com a data limite para discussão da iniciativa legislativa da Ordem.

Vamos aguardar para ver.

 

Anonymous Ant. Oliveira arq said ... (sexta-feira, 27 janeiro, 2006) : 

um complemento ao comentário anterior...
No último ano de governo do prof. Cavaco Silva, a 16 versão da proposta de revisão do 73/73, ia no sentido de de permitir só aos arquitectos os projectos de arquitectura, com a excepção dos projectos de alteração de interiores que não modificassem a fachada que podiam ser assinados por engenheiros e agentes técnicos, mas em relação aos projectos de estruturas a AAP queria qiue os arquitectos podessem passar a subscrever projectos até ao 5º piso.
Isto só para dizer que se o 73/73 não foi revisto, um dos grandes culpados (em minha opinião)tem sido a AAP/OA.

 

Anonymous CÓPIA DO SITE DO PARLAMENTO S/ PETIÇÃO said ... (sexta-feira, 27 janeiro, 2006) : 

Petição Nº 61/X/1


Contesta o "Regulamento Interno de Admissão" da Ordem dos Arquitectos, que considera restringir o acesso à profissão de arquitecto.
Data de Entrada: 2005.11.14
Situação: Pendente

1º Peticionante: Miguel Luís Faria Correia

Comissões a que baixou:
X- Comissão de Trabalho e Segurança Social
Admissibilidade: Admitida em 2006.01.10

Relator: Jorge Machado (PCP)
Nomeado em: 2006.01.10
Pedido de Informação a: Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em 2006.01.12
Pedido de Informação a: Ordem dos Arquitectos Portugueses em 2006.01.12
Resposta em: 2006.01.16

COMO PODEM VER A ORDEM JÁ RESPONDEU À COMISSÃO. O MINISTÉRIO É QUE AINDA NÃO RESPONDEU.

E NA VOLTA DO CORREIO.

AO PROVEDOR AINDA NÃO RESPONDEU, PORQUE SERÁ?

 

Anonymous Anónimo said ... (sábado, 28 janeiro, 2006) : 

"a AAP queria que os arquitectos podessem passar a subscrever projectos até ao 5º piso"

Esta eu não sabia, lol

 

Anonymous Anónimo said ... (domingo, 29 janeiro, 2006) : 

Não é projectos de arquitectura, é projectos de estrutura.

Certamente aprendem a calcular estruturas dessas dimensões nos cursos acreditados.

É A ORDEM QUE TEMOS. GENTE LEVIANA E IRRESPONSÁVEL

 

Blogger BiPri said ... (segunda-feira, 30 janeiro, 2006) : 

Pois eu calculei 1 edifício inteiro de 7 pisos, desde a lage de cobertura até às sapatas.

E sem programas de cálculo e excéis ou outros que tais! Tudo à mãozinha e com lages armadas aos 4 lados.

O meu curso sempre foi apenas reconhecido até 2005 (ano em que passou a acreditado) mas o dos meus colegas de arquitectura "clássica" foi logo acreditado quando o RIA foi aplicado. E eles aprenderam a armar lages apenas a 2 lados...

:)

Estórias que no fundo são apenas curiosidades, uma vez que tudo se resume à inconstitucionalidade do sistema de admissão.

Ai colegas, há tanta coisa a acontecer!...

Não sei para onde me virar!!!

E AINDA BEM!!! :)

Novidades serão contadas até ao fim da semana, após confirmação.

Um ABRAÇÃO,

Diogo Corredoura.

 

Blogger jMAC said ... (segunda-feira, 06 fevereiro, 2006) : 

temem a concorrência?

 

Anonymous Anónimo said ... (segunda-feira, 13 fevereiro, 2006) : 

"Fazer arquitectura" aqui na terrinha é muito fácil..., ou não será?
Logo, o que vem antes?
...
Por isso se fabricam tantos arquitectos.

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 16 fevereiro, 2006) : 

ah granda Machine!
É assim mesmo. Sem medo de dar a cara e logo na fila da frente.

Este José "Ares" Mateus devia era ler os estatutos da Ordem e o código deontológico para ver se achava se não se assemelha a conflito de interesses possuir o cargo de vice-presidente da OA-SRS e em simultâneo ser docente na iLusíada ou na Chulófona ou onde quer que seja que ele dá aulas, para além de continuara no exercício pleno da sua profissão...
Se não constituir conflito de interesses então que na sua consciência que imponha um limite e prescinda de um dos cargos.
E se o 73/73 está em vigor há tantos anos, como se explica que para licenciados de alguns cursos da faculdade de Arquitectura de Lisboa tenham sido até há pouco vedados o exercício pleno dos direitos que deveriam ter conquistado por via académica quando outros o conquistaram por via burocrática?
Estes cursos não estavam cobertos pelo longo braço da desOrdem?
Ou queriam converter os ímpios que lá tinham ido parar a religiões mais lusíadas?

Só não se percebe é porque falam tanto e depois na hora de agir pouco ou nada fazem...
Remetem as responsabilidades para outros. Se não querem agir para bem do interesse comum da classe não se façam aos cargos.
Ou vão dizer-me que o "Ares" precisa da OA para pagar as contas? Para engordá-las acredito (mas não as mesmas...).

Esses gajos que ganhem vergonha na cara e paguem aos estagiários que têm nos seus ateliers de merda a serem explorados, aliciados pelas aparições em revistas do burgo e além-burgo.
Eu se juntar uma equipa de estagiários que querem mostrar trabalho e pagos a expectativas de poderem integrar os quadros também consigo fazer umas coisas engraçadas. E nem preciso trabalhar, é só debitar umas postas de pescada.
Parece que afinal não existe só o estatuto de estagiário em regime académico e estagiário em regime profissional, esta corja fez-nos o favor de criar o estagiário em regime rotativo.

Corredoura: filhosdAPUTa dominam!
Só é pena é já não conseguires lembrar-te de um cú das aulas do Guterres...
Dessa parte sem remexer nos apontamentos bolorentos só me lembro dos... "atão, nãum é, filha?!","óh pá!","o maio de 68..."...

 

Anonymous Anónimo said ... (quinta-feira, 16 fevereiro, 2006) : 

Mas as coisas que se sabem esse senhor também dá aulas na Lusiada, o Nuno Simões é outro.

 

Anonymous José Mateus said ... (domingo, 16 dezembro, 2007) : 

Só agora me apercebi de que existia este debate na net e por isso só agora intervenho.
Para as pessoas realmente bem intencionadas que participam neste blogue respondo com dados concretos. Em 2004, num estudo comparativo de 17 países europeus, Portugal possuía um racio de 1.04 arquitectos por 1000 habitantes. Ocupava o 4º lugar, só sendo ultrapassado pela Bélgica (1,09), Alemanha (1,28), Grécia (1,49) e Itália, um dos países da Europa com a mais grave crise de emprego entre arquitectos, com 1,73. Países desenvolvidos ou com um meio cultural evoluído no campo da arquitectura possuíam os seguintes racios: Finlândia (0,58), Suíça (0,70), Holanda (0,53) ou Espanha (0,89).
Actualmente, dado o nº de arquitectos inscritos anualmente em Portugal, julgo que Portugal deverá estar actualmente na 2ª posição. Ao ritmo actual, dentro de 3 a 5 anos Portugal será o país com a maior percentagem de arquitectos. E, maioritariamente, arquitectos sem emprego.
A menos que Portugal mude radicalmente o modo como encara o trabalho dos arquitectos, que a economia do país entre num momento de pujança jamais visto e que inventemos aquilo que mais nenhum país europeu inventou, a realidade é previsível: desemprego maciço para os arquitectos jovens (e não só...).
Por isso, defendi, defendo e defenderei: deve haver menos Escolas de arquitectura, e, as que existem, devem ter melhor formação. De preferência, algumas privadas devem ser substituídas por Escolas Públicas para dar acesso a um maior nº de estudantes que possuam poucos meios financeiros.
Num cenário ideal, seria uma honra que Portugal fosse o país da Europa com maior percentagem de arquitectos tendo estes pleno emprego.E, com toda a sinceridade eu gostaria que assim fosse. Contudo, é obviamente impossível isso acontecer. E, qualquer cenário próximo disso, obriga a décadas de empenho dos arquitectos, políticos, Escolas, etc, de forma a produzir uma mudança cultural e conjuntural radical. Entretanto, muitos arquitectos, tal como eu tenho infelizmente presenciado actualmente em grande quantidade, passarão ao lado de uma carreira.
Defendo isto porque conheço o drama dos arquitectos jovens, que já vivi enquanto recém-formado, sobretudo daqueles que não têm a sorte de possuir pais, tios ou padrinhos arquitectos que abram o caminho (sorte que eu não tive). Defendo isto porque sou solidário com os novos arquitectos e ambiciono a que um dia a realidade seja bem diferente. Pessoalmente, tenho-me empenhado em iniciativas que promovem a arquitectura e inúmeros arquitectos, muitos deles jovens, que antes não conhecia. Seria bom que muitos mais fizessem o mesmo, embora compreenda que não abundam pois obriga a demasiados sacrifícios pessoais.
Para aqueles que acham que havia outros temas mais importantes para falar na TSF, basta-me dizer que os arquitectos designados para participar no programa, no seu conjunto, colocaram questões muito diversas e importantes. Pessoalmente, entendo que este tema era vital, e, nas minhas outras participações, abordei temas muito diferentes.
Quanto à Ordem dos arquitectos, parece que há que faça confusão entre a minha passagem pela Ordem e a arq. Helena Roseta. Pertenci à Direcção Sul da Ordem presidida pela arq. Leonor Cintra Gomes, pessoa que muito prezo e com quem tive a honra e prazer de trabalhar durante 3 anos. Quanto à anterior Direcção Nacional da Ordem dos Arquitectos, escuso-me de entrar em detalhes bastando-me apenas referir que estou nos antípodas da cultura demonstrada pelos seus elementos mais proeminentes.
Neste blogue li alguns depoimentos de pessoas que, sob a capa cobarde do anonimato, proferem sobre mim hediondas acusações, absurdas insinuações e colocaram na minha mente motivações falsas que eu repudio. De resto, também vi noutra parte desde blogue afirmações desprezíveis sobre o arq. Eduardo Souto de Moura, alguém que merece a nossa admiração, respeito e estima, que muito tem contribuído para a dignificação da arquitectura portuguesa aquém e além-fronteiras. É seguramente do tipo de pessoas que cobardemente produz tais afirmações que a arquitectura do nosso país não necessita. Com este tipo de gente, sem coragem nem carácter nem ética, o futuro afigura-se negro.

José Mateus

 

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